[ Domingo, 29 de Outubro de 2006 ]

 

8.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 0 - GIL VICENTE, 0

Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

GIL VICENTE: Jorge Baptista; João Pereira, Rovérsio, Valnei (Diego, 45') e Macaé; Bruno Tiago (Betinho, 66'), Gouveia, Filipe Fernandes e Fumo (Carlitos, 45'); Mateus e Edinho;

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Zezinho, Santamaria, Vasco Fernandes e Hugo Luz; Nicolas Alnoudji e Marco Soares;  Narcisse, Rui Duarte (Mbida Messi, 84') e Branquinho (Bruno Mestre, 65'); Djalmir (Dénis Mboudgui, 86')

TREINADOR: Paulo Alves TREINADOR: Álvaro Magalhães

SNU: Paulo Jorge (GR), Luís Coentrão, Pedro Ribeiro e João Vilela

SNU: Mijanovic (GR), Marco Airosa, Strapak e Alexandre

Amarelos: Valnei (01'), Edinho (90' + 02')

Amarelos: Nicolas Alnoudji (30') e Santamaria (42')

 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 PENAFIEL 1  PORTIMONENSE 0
 SANTA CLARA 2  GONDOMAR 1
 CHAVES 1  VIZELA 1
 ESTORIL 2  TROFENSE 1
 FEIRENSE 1  RIO AVE 1
 O. MOSCAVIDE 2  VARZIM 1
 LEIXÕES 0  V. GUIMARÃES 2
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

Minhotos continuam sem ganhar
O empate acaba por lhes ficar bem

Em: "Record" (www.record.pt)   Por: Miguel Sá Pereira


Gil Vicente e Olhanense empataram ontem, em Barcelos, num jogo em que a igualdade se adequou à produção das equipas. A formação minhota jogou mal e, nesta época, ainda não venceu.

A primeira parte foi dominada pelos algarvios: aos 12 minutos, criaram três ocasiões de golo, mas as intervenções do guarda-redes Jorge Baptista evitaram a entrada da bola.

No segundo tempo, o Gil Vicente subiu de rendimento, sobretudo devido à entrada de Carlitos. Logo aos 49', Mateus isolou-se, mas não conseguiu inaugurar o marcador.

O árbitro Bruno Paixão errou quando não assinalou falta depois de o guardião Bruno Veríssimo ter jogado a bola com a mão fora da grande área. Mateus estava novamente sozinho no ataque.
 

Gilistas inconsequentes e futebol amorfo
Só querer não chega
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Ramos Tavares

Gilistas acordaram no segundo tempo
Intervalo e Carlitos
não foram suficientes
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: P. P.


O Gil Vicente perdeu ontem a oportunidade de conquistar a primeira vitória da época, diante o Olhanense. Uma primeira parte para esquecer e a falta de pontaria dos jogadores gilistas levaram a um empate que, pelas oportunidades criadas no segundo tempo, deixou um trago a injustiça para as gentes de Barcelos.

Falar sobre a primeira parte deste jogo será um pouco cruel, pois num jogo de futebol profissional dar uns pontapés na bola no meio-campo e chutar para a linha de fundo não chega para aquilo que se espera de uma Liga de Honra.

Mas o segundo tempo foi diferente. A qualidade do futebol praticado não melhorou muito, apenas o suficiente para se criarem situações de perigo dignas desse nome. A entrada de Carlitos foi essencial para tal melhoria, pois por duas vezes rasgou pela direita do ataque gilista e assistiu Mateus, que demonstrou ter ainda a pontaria bem desafinada. Quanto ao adversário, limitou-se a defender e de quando em vez tentar atacar, sempre sem grandes resultados.

Nota final para a equipa de arbitragem, cuja actuação também deixou muito a desejar.


Paulo Alves, treinador do Gil Vicente: "Não estivemos bem na primeira parte. Enquanto o Olhanense esteve bem em termos organizativos e se fechou bem. Tentamos tudo para vencer"

Álvaro Magalhães, treinador da Olhanense: "O Olhanense queria mais do que um empate e se levassemos daqui uma vitória seria com toda a justiça. O Gil não esteve mal, nós é que estivemos bem"
 

Homens de Olhão fizeram
vista grossa em Barcelos
Em: "Correio do Minho" (www.correiodominho.com)   Por: Fernando Maciel


O Gil Vicente não conseguiu mais do que um empate frente à Olhanense (0-0). Os barcelenses conseguiram sacudir a pressão dos algarvios e só deram verdadeiramente uma resposta do seu valor com a entrada de Carlitos na segunda parte. Mateus teve a oportunidade de se alegrar por duas vezes e Edinho falhou o triunfo no cair do pano.


O Gil Vicente continua sem vencer na prova e os homens de Olhão fizeram mesmo vista grossa em Barcelos. Só com a entrada de Carlitos é que o galos deram um ar da sua graça, mas acabaram por perder e desperdiçar as ocasiões criadas. Jorge Batista e o ferro tiveram papel importante no empate.
O Gil Vicente entrou algo adormecido na partida, acabando por ser surpreendido nos instantes iniciais pela pressão contrária. O Olhanense entrou a todo gás, tentou o golo nos minutos iniciais, obrigando a defensiva do Gil Vicente a cometer várias faltas para travar esse ímpeto.Valnei viu mesmo um cartão amarelo logo no primeiro minuto, o que demonstra a intranquilidade defensiva e a entrada adversária.
Os barcelenses tem uma ténue resposta à passagem do décimo minuto, mas são os homens de Álvaro Magalhães que obrigam Jorge Batista a realizar três defesas consecutivas para evitar o golo. Isto acordo o conjunto de Paulo Alves, que criou, por intermédio de Bruno Tiago, a sua primeira oportunidade à passagem do minuto 15.

O Gil Vicente continuava partido a meio-campo e a formação algarvia aproveita este desacerto no miolo do terreno para lançar contra-ataques venenosos. Num desses lances Rui Duarte faz embater a bola na barra da baliza de Jorge Batista.
O intervalo chega com algum desalento para a equipa anfitriã e nas bancadas esperava-se uma res-posta diferente para a segunda parte.
Paulo Alves mexeu apenas em dois jogadores. Diego rende Valnei por lesão e Carlitos substitui Fumo no ataque. É este jogador que vem revoluccionar toda a equipa e que permite a Mateus rematar por duas vezes ao lado. A primeira aos 49 e a segunda aos 71 minutos.

Edinho também fruto desta grande segunda parte do Gil Vicente também falha as suas oportunidades aos 51 e aos 90 minutos, esta última já com o guarda-redes fora da grande área a defender com o corpo.
Neste segundo tempo, pelo meio, fica a grande oportunidade desperdiçada por Djalmir, quando aos 65 minutos, na sequência de um cruzamento de Braquinho que apanha toda a defensiva gilista em contra pé e coloca o esférico ao segundo poste para o número 11 de Olhão, que remata ao lado, chegando mesmo a dar a sensação de golo.

O Gil Vicente foi uma equipa diferente nesta segunda parte, mas a posse de bola e o meio-campo pertenceram sempre aos visitantes. O perigo passava pela baliza de Bruno Veríssimo, todavia a defensiva gilista estava sempre também com um pé atrás perante o perigo iminente causado pelas unidades ofensivas do Olhanense.
Quanto ao trabalho de Bruno Paixão não teve influência no resultado, mas perdoou por duas vezes a cartolina amarela Zézinho, o homem que esteve encarregado da marcação ao angolano Mateus. O rigor que demonstrou com Valnei no primeiro minuto, deveria ter servido para expulsar o lateral-direito dos algarvios.
 

 
 

 

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