[ Domingo, 01 de Outubro de 2006 ]

 

5.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 1 - PENAFIEL, 1

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Zezinho, Santamaria, Vasco Fernandes e Hugo Luz; Marco Soares (Narcisse, 80'), Alexandre (Nicolas Alnoudji, 51') e Mbida Messi (Rui Duarte, 51'); Ricardo Silva, Djalmir e Branquinho;

PENAFIEL: Avelino; Pedro Moreira, Nuno Diogo, Vinicius e Kelly; João Pedro (Vítor, 76'), Fernando, Ferreira, Diego e Clayton (Varinho, 66'); Moreno (Lourenço, 45');

TREINADOR: Manuel Balela TREINADOR: Rui Bento

SNU: Mijanovic (GR), João Comboio, Denis Mboudgui e Bruno Mestre 

SNU: Palatsi (GR), Celso, Filipe e Diallo

Amarelos: Ricardo Silva (26'), Mbida Messi (38'), Rui Duarte (67') e Marco Soares (80') Amarelos: Nenhum

Vermelhos: Nenhum

Vermelhos: Nuno Diogo (26')

GOLOS

1-0 por Djalmir (27'), de G.P.
1-1 por Diego (88')
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 PORTIMONENSE 0  FEIRENSE 0
 VIZELA 0  VARZIM 1
 V. GUIMARÃES 1  CHAVES 0
 TROFENSE 0  SANTA CLARA 1
 GONDOMAR 0  O. MOSCAVIDE 1
 ESTORIL 1  LEIXÕES 0
 RIO AVE 1  GIL VICENTE 0
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

Apatia castigada com empate
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires


O Olhanense desperdiçou a oportunidade de conquistar mais três pontos, permitindo o empate de um Penafiel - reduzido a dez unidades mais de uma hora - a poucos minutos do final. O resultado castiga a apatia dos locais, que pouco fizeram, no segundo tempo, para aumentar o marcador...

No começo do encontro, foi o Penafiel quem impôs o andamento, entrando melhor no encontro. Mas à passagem do minuto 10 já o Olhanense tinha equilibrado a partida, através de um futebol apoiado que passava sempre pelos pés de Mbida Messi. Um centro-remate de Branquinho que caiu sobre as malhas superiores da baliza de Avelino e um tiro cruzado de Ricardo Silva ao lado abriram as hostilidades rubro-negras.

Aos 26', num contra-ataque rápido, a visão de Zezinho encontrou Ricardo Silva isolado. O avançado só foi parado com falta, já na área, e o árbitro não teve outra opção senão a de mostrar vermelho directo a Nuno Diogo. Na conversão da grande penalidade, Djalmir abriu o marcador.

O Penafiel teve de cerrar fileiras: num 4x4x1, Kelly foi para central e João Pedro, antes extremo-direito, ocupou a posição de defesa-esquerdo. Até ao final da primeira parte, pouco mais ocorreu de relevante.

E, no início da segunda parte, voltou a ser a turma de Rui Bento a entrar de forma mais dinâmica. Balela teve de mexer na equipa e optou por refrescar o meio-campo, tentando colocar a criatividade ao serviço do conjunto.

O problema é que, na segunda parte, o Olhanense mostrou uma apatia enorme - sem muita vontade para aumentar a vantagem, os algarvios pensavam que o mero controlo do jogo chegaria para vencer. Só a irreverência de Ricardo Silva e os movimentos de Djalmir acrescentavam algo ao futebol da equipa da casa. Mas a Ricardo Silva, autor de belas jogadas pela direita, saía sempre tudo mal no último passe.

O empenho do Penafiel - reduzido a dez elementos desde a meia-hora de jogo - foi premiado a poucos minutos do fim, com Diego a aproveitar um "buraco" no meio da defesa rubro-negra e a empatar o jogo, para euforia do banco forasteiro.

"Foi um grande golpe sofrer aquele golo na parte final. Custa muito, quando tivemos oportunidades suficientes para 'matar' o jogo. No golo, houve mais demérito nosso que mérito do Penafiel", disse Manuel Balela.

Quanto à contestação dos sócios, o técnico relembra créditos em Olhão: "Não é o primeiro ano que treino em Olhão. As pessoas conhecem o meu passado aqui e os resultados que obtive. Esta é uma situação passageira. Vamos trabalhar para dar a volta."

Para Rui Bento, houve justiça no resultado final porque premiou "a atitude, entrega e humildade destes jogadores".
 

Durienses jogaram mais de uma hora com dez
Atitude recompensada
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Jorge Anjinho

Empate sabe a derrota
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Manuel Luís


Sofrer um golo a dois minutos dos 90' foi castigo para o Olhanense, que teve poucas ideias na zona de decisão, apesar da irrequietude de Ricardo Silva e Djalmir. Aliás, a equipa de Manuel Balela, contestado pelos sócios no final do jogo, não foi capaz de aproveitar a superioridade numérica desde o minuto 27, após a justa expulsão do defesa Nuno Diogo, que rasteirou Djalmir na área. O avançado, de penálti, fez o 1-0.

Rui Bento apostou na velocidade do contra-ataque com a entrada de Lourenço. Diego fixou-se entre os centrais da casa e acabou por fazer estragos. O Olhanense entrou numa apatia inexplicável, quebrada apenas pelos passes rasgados de Ricardo Silva, desperdiçados, no entanto, pelos companheiros. O empate soube a derrota para os da casa, que, aos 88', já não esperavam perder dois pontos.


Manuel Balela, treinador do Olhanense:
"Sofremos um grande golpe com o empate. Temos de assumir as responsabilidades"


Rui Bento, treinador do Penafiel:
"Entrámos bem, mas, com a expulsão e o golo de penálti, tivemos de fazer alterações"
 

Empate com 10
Manuel Balela contestado
Em: "Record" (www.record.pt)   Por: J. M.


O Olhanense voltou a perder pontos no seu reduto, permitindo o empate, quase no final da partida, ao Penafiel, que jogou mais de uma hora com apenas 10 atletas.

O conjunto orientado por Rui Bento entrou bem na partida, mas sofreu um golo de penálti, apontado por Djalmir. No segundo tempo, o empenho dos nortenhos acabou premiado.

Manuel Balela foi contestado pelos adeptos do Olhanense, mas mostra-se sereno: "Tenho de aceitar estas manifestações, as quais espero que sejam passageiras."
 

Em: "scolhanense.com" (www.scolhanense.com)   Por: José Palma

 

O Olhanense e o Penafiel defrontaram-se na 5ª jornada da Liga de Honra e empataram, num jogo dominado do princípio ao fim pela equipa de Olhão.

A partida começou um pouco monótona, não tendo surgido oportunidades, exceptuando um remate do Penafiel logo no início. O jogo seguiu morno, sem muitos aspectos de interesse. Esta monotonia devia-se a um futebol jogado muito a meio-campo e com muitas faltas, que obrigaram a várias paragens.

Aos 13’ o Olhanense criou a primeira situação perigosa com Branquinho pela direita quase a surpreender Avelino, através de um cruzamento-remate. A partir deste momento o Olhanense pegou no jogo, controlando a bola calmamente. Os rubro-negros voltaram a criar perigo aos 20’ por Ricardo Silva, que rematou perto do poste.

Aos 28’ o Olhanense beneficia de uma grande penalidade, depois de uma carga por trás de Diego a Djalmir, quando este já dentro da grande área seguia isolado para a baliza, o que valeu ao defesa Penafidelense o vermelho directo. Djalmir acabaria por concretizar a grande penalidade. Depois do golo o jogo voltou a ficar um pouco desinteressante.

No início da 2ª parte o Penafiel ainda começou bem com um livre perigoso, mas a partir do minuto 51’, quando o técnico Manuel Balela fez entrar Nicolas e Rui Duarte para o lugar de Alexandre e Messi respectivamente, os rubro-negros passaram a dominar novamente o jogo e principalmente a ficar donos e senhores do meio-campo. O Penafiel por esta altura defendia mal e permitia que o Olhanense fizesse boas combinações.

Os rubro-negros até iam trocando bem a bola, com a maior parte dos ataques a serem efectuados pela direita, mas Ricardo Silva teve uma tarde para esquecer, traduzindo-se isso nos maus cruzamentos para a área e também na atitude pouco conseguida dentro de campo.

Os rubro-negros foram ainda criando e desperdiçando oportunidades, até que aos 88’ veio confirmar-se o ditado de “Quem não marca, arrisca-se a sofrer” e Lourenço num cruzamento da esquerda fez a bola chegar à cabeça de Novinho que por sua vez assistiu Diego. Assim o Olhanense cede um empate que acaba por ser injusto, dado o domínio que a equipa de Olhão demonstrou.

Arbitragem razoável de Pedro Henriques que teve um trabalho tranquilo, ajuizando bem no lance da grande penalidade mas a não apresentar uniformidade de critérios na mostragem de cartões.

 
 
 

 

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