[ Domingo, 23 de Abril de 2006 ]

 

32.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

BEIRA MAR, 1 - OLHANENSE, 0

Estádio Municipal de Aveiro
Árbitro: Paulo Costa (AF Porto)

BEIRA MAR: Pavel Srnicek; Ribeiro, Marco, Jorge Silva, Alcaraz e Tininho; Torrão e Diakité; Rui Lima (Labarthe, 84'), Roma (Carlos Gomes, 77') e Jorge Leitão (Miran, 73');

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Calu, Évora e Branquinho (Dénnis Mboudgui, 45'); Nicolas Alnoudji; Hugo Faria, Sérgio Marquês e Vasco Matos (Helder Costa, 77'); Moses Sakyi (Tonanha, 72');

SNU: Alê (GR), Buba, Artur e Camora

SNU: Veiga (GR), Paulo Sérgio, Bragança e Hugo Santos

TREINADOR: Augusto Inácio TREINADOR: Paulo Sérgio

Amarelos: Ribeiro (48') e Jorge Silva (72')

Amarelos: Hugo Faria (18'), Sérgio Marquês (47'), Nicolas Alnoudji (48') e Vasco Matos (57')

GOLO

1-0 por Roma (08'), de g.p.

 
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 FEIRENSE 1  CHAVES 0
 COVILHÃ 1  AVES 2
 MARCO 1  BARREIRENSE 2
 LEIXÕES 4  VIZELA 1
 MAIA 0  PORTIMONENSE 3
 OVARENSE 2  VARZIM 4
 SANTA CLARA 2  MOREIRENSE 0
 ESTORIL-PRAIA 1  GONDOMAR 0
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

Líder eficaz garante subida
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires


Uma excelente exibição, no terreno do líder, não chegou para o Olhanense evitar os festejos do Beira-Mar, de volta à Liga. Os algarvios pecaram na finalização e o pragmatismo aveirense foi mais eficaz na hora de lutar pela vitória.

Aos olhos do País inteiro (transmissão televisiva na Sport Tv), os rubro-negros, tal como na primeira volta, mostraram não ser inferiores, em termos futebolísticos, aos homens de Inácio.

O Beira-Mar adiantou-se no marcador, aos 8', numa grande penalidade marcada por Roma, que castigou um "agarrão" de Vidigal ao mesmo jogador.

Após alguns minutos de intranquilidade, o Olhanense começou a pegar no jogo, utilizando um futebol apoiado e mais técnico para chegar à baliza de Srnicek.

Até ao final do intervalo, perante um líder amorfo (esteve entre os 12' e os 57' sem fazer qualquer remate!), os algarvios já mereciam mais: Moses proporcionou uma boa defesa a Srnicek e boas jogadas de Faria e Branquinho tiveram má solução.

Após o reatamento, a turma de Paulo Sérgio voltou ainda mais decidida a empatar a partida: Mboudgui teve nos pés três grandes oportunidades de golo em três minutos mas o experiente guardião checo esteve intransponível.

Os líderes, que se preocuparam sempre mais em guardar o resultado, voltaram ao jogo ao fim de 15' de jogo na segunda parte, com um livre de Rui Lima para boa defesa de Bruno Veríssimo.

No entanto, até final, foi sempre o Olhanense a ter o domínio de jogo, gerando mais ocasiões de golo mas pecando na finalização. O resultado bastante injusto quase se avolumava no final, quando Diakité rematou, de cabeça, à barra (87').

Paulo Sérgio disse, no final: "Andámos nos lugares cimeiros e não conseguimos dar o salto qualitativo. É tempo de recordar certas declarações que foram produzidas e que apontavam para alguns favorecimentos em relação ao Olhanense."

Mas o dia foi de festa, a dos aveirenses pela subida de divisão. "Cumprimos o objectivo e agora só nos falta o título", referiu Augusto Inácio.
 

Roma decreta regresso à Liga
Em: "A Bola" (www.abola.pt)    Por: Carlos Delgado

CÂNTICOS DA VITÓRIA DEPOIS DO GOLO DE ROMA
Aveirenses voltam ao escalão principal

Em: "Record" (www.record.pt)    Por: Carlos Oliveira


O Beira-Mar não defraudou as expectativas dos 7.357 adeptos que assistiram ao encontro, ao garantir o regresso à Liga a 2 jornadas do fim. A festa começou a desenhar-se logo aos 8 minutos, quando Roma foi derrubado dentro da área por Jorge Vidigal. O avançado brasileiro encarregou-se da marcação do penálti e os cânticos da vitória começaram de imediato a ser entoados.

Chegou ao fim o sofrimento dos dirigentes, cujo objectivo passava exactamente pela subida, não só para corresponder ao esforço financeiro, como também para espreitar a possibilidade do retorno do que foi investido e aplicado.

Artur Filipe abraçou-se a Augusto Inácio no final da partida, e deve ter segredado ao ouvido do técnico o reconhecimento pelo seu trabalho. De facto, uma equipa que apenas sofreu 1 derrota (em Marco de Canaveses) merece um digno registo.

Essa foi provavelmente a maior coroa de glória de Inácio, que desde o início do campeonato assumiu a candidatura. O percurso não foi fácil e nesta ponta final da prova foi implantado o silêncio a favor da maior concentração do conjunto. E resultou em pleno, com 2 vitórias fora, alcançadas em Chaves e na Póvoa de Varzim.

O desafio agora é outro. Todos estão conscientes das dificuldades e que o patamar mais elevado do futebol português exige maior esforço financeiro. José Cachide, chefe do departamento de futebol, não escondia que é necessário abrir os cordões à bolsa.

Augusto Inácio: "Cumprimos o objectivo e agora só nos falta o título. Tive um grupo magnífico de jogadores e dirigentes."

Paulo Sérgio: "Andámos nos lugares cimeiros e não conseguimos dar o salto qualitativo. É tempo de recordar certas declarações que foram produzidas e que apontavam para alguns favorecimentos em relação ao Olhanense."
 

Aveiro agradece a Roma
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: Melo Rosa / Carlos Manuel Teixeira

 

E pronto. Menos de um ano depois de ter descido, o Beira-Mar está de regresso ao patamar principal. Augusto Inácio, o treinador, e Artur Filipe, o presidente, são os rostos mais visíveis de um grupo que desde a primeira hora entrou na corrida por um lugar de acesso à Liga principal. A última etapa de um percurso de sucesso foi concretizada com a recepção triunfante ao Olhanense. Roma marcou, de penálti, logo a abrir, o resultado jamais seria alterado e Aveiro agradeceu! Afinal, pelo enorme afluxo de espectadores (7.357) que se registou num jogo disputado ao final da manhã de domingo (a receita televisiva a tal obrigou), bem se pode dizer que o lugar certo do Beira-Mar é, claro, entre os grandes.

O resto da história do jogo conta-se em poucas linhas. O Beira-Mar adormeceu à sombra do golo cedo marcado, o Olhanense aproveitou, atirou-se para a frente e dispôs de algumas boas ocasiões para chegar pelo menos ao empate. Da reacção do Beira-Mar destaca-se um cabeceamento à barra, da autoria de Diakité (é mesmo craque…) na fase final do jogo.

Para quem viu no campo e não reviu na televisão, o lance da grande penalidade sobre Roma é bem assinalado. Se assim foi, Paulo Costa passou com nota positiva num exame marcado para uma hora invulgar.

 
 

Augusto Inácio: "O ambiente fantástico foi a chave do sucesso"

Inácio estava feliz, mas não o exteriorizava efusivamente. Preferiu a ponderação. “As primeiras palavras são de parabéns à família do Beira-Mar, para a Direcção, que nos deu uma extraordinária estabilidade, para os adeptos, principalmente para os auri-negros, e para um grupo de trabalho que teve sempre um ambiente fantástico, afinal de contas a chave do sucesso”, começou por dizer o treinador do Beira-Mar.

Depois, o técnico defendeu que aquela não era a hora para estar a abordar uma possível continuidade no comando técnico dos aveirenses, ficou surpreendido com a anunciada saída de José Cachide, de quem só disse maravilhas, e projectou ligeiramente o futuro. “Temos que reflectir bem. De qualquer forma, o nosso objectivo não pode ser outro que não seja a permanência. O plantel necessita de ser retocado para ser equilibrado e as contratações feitas visam dar mais ‘peso’ ao grupo”, adiantou, elegendo a eliminação da Taça, em Lamas, como o pior momento da época. E o melhor? “Este dia, claro!”.

 
 

Paulo Sérgio: "Vontade e qualidade"

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense, enalteceu o comportamento da sua equipa. “Mostrámos vontade e qualidade. Sofremos um golo de grande penalidade que me deixa muitas dúvidas, reagimos bem e fomos superiores. Tivemos situações para marcar, mas pecámos pela falta de eficácia. É pena que a dada altura do campeonato não tenhamos sido respeitados. De qualquer forma, parabéns ao Beira-Mar”.

 
 

Saúde amarela

Há a febre amarela, o camisola amarela e ontem, em Aveiro, houve… saúde amarela! É verdade. Efectivamente, não é muito comum verem-se as zonas envolventes de um estádio repletas de gente quando o relógio nem sequer às 11 da manhã chegou. Com direito a dois convites e entrada grátis, os sócios acorreram em massa ao convite para participar na festa da subida.

O golo, de Roma, satisfez inicialmente os aveirenses, mas a dado passo do jogo houve quem brindasse os jogadores com assobios para ver se acordavam. E a verdade é que acordaram mesmo, acabando o filme com final feliz. Estava “concretizado o assalto” como se podia ler num cartaz da claque “auri-negros”. Na hora de festejar ninguém escapou aos tradicionais banhos no balneário. Ou melhor, houve uma excepção: Paulo Portas. O deputado, como sócio do clube, foi ao balneário felicitar os heróis, mas ficou-se pelo presidente e pelos dirigentes, pois torceu o nariz quando viu que podia ficar com o fato encharcado, como aconteceu por exemplo com o presidente Artur Filipe.

 
 

 

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