[ Domingo, 26 de Março de 2006 ]

 

28.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 0 - CHAVES, 0

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: João Capela (AF Lisboa)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Anselmo e Évora; Hugo Faria, Calu e Sérgio Marquês; Ricardo Silva (Filipe Azevedo, 89'), Dénis Mboudgui (Bragança, 67') e Hugo Santos (Hélder Costa, 32')

CHAVES: Riça; Danilo, Carlos Viana, Paulo Alexandre e Samsom; João Fernandes, Rodrigo (João Araújo), Gustavo e Neto; Carlitos (Isidro, 64') e Cássio;

TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: António Caldas

SNU: Veiga (GR), Vasco Matos, Jaime e Miranda

SNU: Tiago Gil (GR), Chapinha e André Veras

Amarelos: Sérgio Marquês (21'), Calu (30' e 63')

Amarelos: Neto (64'), Samsom (64') e Carlos Viana (72')

Vermelho: Calu (63')

 

 

 
 
 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 VARZIM 1  MOREIRENSE 0
 MARCO 1  VIZELA 1
 BEIRA-MAR 0  PORTIMONENSE 0
 OVARENSE 1  AVES 3
 SANTA CLARA 3  BARREIRENSE 0
 MAIA 0  LEIXÕES 2
 COVILHÃ 2  ESTORIL-PRAIA 0
 FEIRENSE 2  GONDOMAR 2
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

ERROS DE ARBITRAGEM NÃO JUSTIFICAM FRACO DESEMPENHO
Ambição anda longe
Em: "A Bola" (www.abola.pt)    Por: Jorge Anjinho

VÁRIAS FALHAS NUM ENCONTRO COM FRACA ARBITRAGEM
Como ser desastrado no sector ofensivo
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: José Mealha


O Olhanense voltou a não conseguir vencer no seu reduto, tendo de se contentar com um empate sem golos, num jogo em que tudo fez para vencer, mas uma arbitragem desastrada, algumas perdidas flagrantes e uma expulsão, a isso obstaram.

O juiz da partida utilizou critérios diferentes para as duas equipas, em claro prejuízo do Olhanense: João Capela mostrou, no primeiro tempo, cartões amarelos aos dois mais influentes jogadores do meio-campo algarvio (Calú e Sérgio Marquês), em lances que não eram merecedores de sanção disciplinar.

Um deles teve clara influência no jogo, já que, depois, Calú viu, e bem, o segundo amarelo na parte complementar e foi expulso. A seguir, uma jogada que podia ter dado golo ao Olhanense foi mal julgada.

Enfim, João Capela influenciou o resultado, até porque, após ficar reduzido a 10 unidades, o Olhanense perdeu o domínio do jogo e podia ter sofrido alguns dissabores. O conjunto orientado por Paulo Sérgio perdeu várias oportunidades para marcar, especialmente durante a primeira parte do encontro.

O Chaves foi paciente, soube, de algum modo, aproveitar os erros do adversário, mas não chegou à vitória, porque Cássio não tinha a pontaria afinada e Bruno Veríssimo efectuou soberba defesa. O jogo coloca o Olhanense mais longe do segundo lugar, o último que garante a subida.
 

Visões à Capela
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: M.L.


O Olhanense voltou a marcar passo na corrida pela subida à Liga, ao empatar, em casa, ante o Chaves. Os algarvios podem, todavia, queixar-se da arbitragem de João Capela, que, em certos momentos, pareceu sofrer de visões, com prejuízo sobretudo para a equipa de Olhão. A expulsão de Calu, por acumulação de amarelos, sendo o primeiro injustificado, deu o mote para a actuação do juiz lisboeta e teve o condão de desanimar os comandados de Paulo Sérgio, que tinham, até então, sido os únicos verdadeiramente preocupados em ganhar o jogo.

O Chaves aproveitou o desânimo olhanense e, não fosse a ineficácia do goleador Cássio por três vezes - numa delas, aos 80’, Bruno Veríssimo fez a defesa da tarde -, podia ter vencido a partida, o que seria mais uma injustiça para os da casa.


Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Sentimo-nos totalmente frustrados, o árbitro até me admitiu que errou, mas errar só para um lado já é demais. Na primeira parte só nós criámos oportunidades."

José Alberto, adjunto do Chaves: "A temperatura provocou algumas dificuldades à equipa, mas, na segunda parte, depois da expulsão do jogador do Olhanense, criámos algumas oportunidades."
 

Nulo compromete objectivo máximo
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires

.UO Olhanense voltou a comprometer as aspirações à subida de divisão, com o empate de ontem, em casa, frente ao Desp. Chaves, que o levou a ser ultrapassado pelo Leixões e a distanciar-se do Desp. Aves, o 2.º classificado, a três pontos de distância.

A turma flaviense chegou a Olhão com o estatuto de melhor equipa da segunda volta (8 vitórias e 3 empates, com o nulo de ontem...), confirmando ser um conjunto sólido e confiante, que fugiu à luta da descida com bastante segurança.

Durante a primeira parte, o jogo foi equilibrado, embora o Olhanense tivesse mais tempo a bola em sua posse. À excepção de alguns lances de perigo, esse factor não resultou num domínio avassalador dos locais, com o losango de António Caldas a controlar as operações a meio-campo.

Se o Chaves teve o seu primeiro remate aos 28', por Rodrigo (jovem formado no Farense), a melhor oportunidade dos locais chegou já nos descontos: Ricardo Silva, numa jogada individual em que ultrapassou dois defensores forasteiros, dentro da área rematou para grande defesa de Riça.

A figura da primeira parte acabou por ser João Capela, autor de infelizes decisões, quase sempre contra os locais. Se, em termos técnicos, aos 13', viu mão de Faria num cabeceamento deste ao poste, no capítulo disciplinar também foi erróneo, mostrando (mal) um amarelo a Calu, o que teve influência no jogo, pois viria a expulsá-lo na segunda parte com um justo segundo amarelo.

O Olhanense surgiu com grande ritmo no segundo tempo, disposto a marcar o mais rapidamente possível. Em apenas dois minutos, Ricardo Silva teve nos pés duas flagrantes oportunidades (49' e 51') e, antes, ficaram dúvidas num lance que envolveu Mboudgui na grande área transmontana, após remate de Vidigal.

Pouco depois, aos 60', novo lance de grande perigo: Helder Costa, isolado, já com Riça fora da baliza, tentou o chapéu mas a bola saiu a centímetros do poste.

Por esta altura, Calu foi expulso e Paulo Sérgio, técnico dos rubro-negros, decidiu não arriscar (trocou Mboudgui e Ricardo Silva por Bragança e Filipe Azevedo, dois jogadores "a menos"...), preferindo guardar um ponto...

Nos últimos 15 minutos, o Desp. Chaves aproveitou a quebra de ritmo dos locais e quase chegava à vitória, sempre por Cássio: aos 79', proporcionou a defesa da tarde a Bruno Veríssimo; e aos 84' e 89', rematou perigosamente para fora.

Paulo Sérgio lamentou a arbitragem: "O balneário sente uma enorme frustração e impotência. O próprio João Capela reconheceu-me que errou mas é pena que o tenha feito sempre contra nós..."

Quanto ao jogo, os muitos lances de golo também impediram um bom resultado. "O Olhanense criou ocasiões suficientes para vencer mas não fomos eficazes. Depois da expulsão, o Chaves teve bons remates mas, onze contra onze, não criou perigo concreto", resumiu.

O adjunto de António Caldas, José Alberto, destacou a "excelente exibição" dos seus jogadores, "num clima quente, a que não estamos adaptados". "O empate aceita-se mas a haver um vencedor, esse seria o Desp. Chaves", disse.
 
 

 

 

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