[ Domingo, 19 de Março de 2006 ]

 

27.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

PORTIMONENSE, 0 - OLHANENSE, 1

Estádiodo Portimonense SC, em Portimão
Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)

PORTIMONENSE: Fouhami; Ricardo Pessoa, Filipe (Heitor, 69'), Rui Ribeiro e Ruben; Cavaco, Luís Marques (Schuster, 60'), Paulo Teixeira e Artur Jorge Vicente; Miguel Boto (Welington, 45') e Rui Baião;

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Anselmo e Évora; Nicolas Alnoudji (Hugo Faria, 90'+01'); Ricardo Silva (Filipe Azevedo, 85'), Calu, Sérgio Marquês e Hugo Santos (Miranda, 61'); Moses Sakyi;

TREINADOR: Diamantino Miranda TREINADOR: Paulo Sérgio

SNU: Nuno Ricardo (GR), João Vitor, Narcisse e Ronaldo

SNU: Veiga (GR), Vasco Matos, Bragança e Dénis Mboudgui

 

Amarelos: Anselmo (66')

 

Vermelho: Moses Sakyi (33')

GOLO

0-1 por Anselmo (58')
 
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 BARREIRENSE 4  OVARENSE 0
 LEIXÕES 1  FEIRENSE 1
 VIZELA 2  MOREIRENSE 1
 CHAVES 2  VARZIM 0
 AVES 1  BEIRA-MAR 1
 GONDOMAR 2  SANTA CLARA 1
 ESTORIL-PRAIA 3  MAIA 2
 MARCO 1  COVILHÃ 0
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

Olhanense ganha dérbi com 10
Renasce sonho da promoção
Em: "Correio da Manhã" (www.correiodamanha.pt)    Por: José Pereira


O Olhanense pôs fim a um ciclo de seis jogos sem vitórias e vê renascerem as esperanças na subida à Liga, depois do triunfo no reduto do vizinho Portimonense, a viver um ciclo terrível – nove encontros consecutivos sem um único triunfo.

O equilíbrio marcou a fase inicial da partida, com a bola a chegar poucas vezes perto das duas balizas: o Portimonense chegou a introduzir a bola nas redes contrárias (cabeceamento de Miguel Boto), mas o árbitro assinalou fora-de-jogo e o Olhanense criou perigo num remate cruzado de Ricardo Silva.

Pouco depois da meia hora, Moses atingiu Rui Ribeiro (ficou a sangrar do nariz) e Duarte Gomes expulsou o ganês, por indicação do quarto árbitro (Bruno Silva), ficando o Olhanense reduzido a dez. Até ao intervalo, não se deu pela diferença – o Portimonense não soube aproveitar a superioridade numérica.

No segundo tempo, a turma de Olhão aproximou mais as suas linhas, deixando Ricardo Silva só na frente, e se é verdade que não incomodou Fouhami, também não passou por sobressaltos, vindo a marcar num lance de bola parada: canto apontado por Ricardo Silva e Anselmo a subir mais alto, junto ao segundo poste.

O Portimonense procurou reagir e usufruiu de claro domínio territorial mas só por uma vez esteve perto do empate, com Bruno Veríssimo a efectuar excelente defesa, com os pés, a remate de Rui Baião.

A atitude determinada do Olhanense – cuja escritura da SAD foi adiada de hoje para dia 27 – teve como prémio a preciosa vitória, enquanto o Portimonense caiu na zona perigosa da classificação.
 

Vitória no dérbi
renova sonho da subida
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires


Uma vitória no dérbi algarvio voltou a aproximar o Olhanense do seu sonho de subir à Liga, aproveitando os resultados das outras equipas de topo - dos anteriores cinco primeiros, só os rubro-negros venceram, graças ao empenho e abnegação dos seus jogadores, privados de um colega durante uma hora...

Com estes três pontos, o Olhanense saltou para a 3.ª posição (com 46 pontos), apenas a um ponto do Desp. Aves, o 2.º classificado. Atrás seguem Leixões (45), Gondomar (42) e Chaves e Varzim (41). Na situação inversa, encontra-se o Portimonense, apenas com três pontos de vantagem sobre a zona de descida...

Ambas as equipas surgiam em Portimão com dois ciclos de maus resultados - o Portimonense segue agora com nove encontros seguidos sem vencer e o Olhanense parou ontem nos seis. O cenário não beneficiou a partida, frequentemente mal jogada mas que teve emoção do princípio ao fim, virtude constante num dérbi...

Aliás, durante a primeira meia hora, foram mais os "casos" que os remates de perigo: aos 12', Miguel Boto marcou mas o auxiliar assinalou fora-de-jogo; aos 24', os rubro-negros reclamaram penálti num lance à queima-roupa em que a bola poderá ter tocado a mão de um defensor da casa; e pouco depois, novo lance na área do Portimonense, em que Ricardo Pessoa parece controlar a bola com a mão - mas o árbitro, a um metro do lance, deixou seguir.

O encontro parecia dominado pelo meio-campo do Olhanense - com a titularidade de Calu, ficou um bloco mais robusto e controlador, não permitindo ao Portimonense muitas intenções atacantes. Os dois únicos lances de perigo saíram dos pés de Ricardo Silva (servido por Jorge Vidigal na direita, rematou ao lado) e Paulo Teixeira (atirou de livre para boa defesa de Bruno Veríssimo).

Aos 32', o árbitro - avisado pelo seu auxiliar - decidiu expulsar Moses (terá atingido Rui Ribeiro na face, na grande área alvinegra), deixando o Olhanense reduzido a dez jogadores. Até ao intervalo, no entanto, os homens de Olhão controlaram os acontecimentos.

No reatamento, o Portimonense ganhou outra dinâmica atacante, segurando mais a bola e pressionando o conjunto de Paulo Sérgio, que defendia com nove e deixava Ricardo Silva sozinho no ataque. Aos 58', este ganhou um canto, marcou-o e surgiu Anselmo no poste contrário, cabeceando para o golo.

Era a primeira vez que o Olhanense chegava à baliza contrária, na segunda parte, logo para se adiantar no marcador. Diamantino Miranda arriscou tudo, pôs a "carne no assador", mas isso não chegava, uma vez que do outro lado estava uma forte defesa do Olhanense.

A turma de Olhão fechou-se na sua grande área e aguentou as investidas alvinegras. É verdade que o Portimonense dominou claramente toda a segunda parte mas, na realidade, o Olhanense parecia controlar a partida. Calu, Évora e Anselmo destacaram-se entre os demais, com uma grande exibição no segundo tempo, cortando todas as bolas que voavam até à sua grande área.

O único lance de perigo dos locais, no segundo tempo, chegou aos 73', quando Rui Baião rematou rasteiro, obrigando Bruno Veríssimo a defender com o pé. De resto, o conjunto do Portimonense pouco mais fez para chegar ao empate. Do outro lado, a vitória premeia a abnegação e empenho dos forasteiros.

O técnico vencedor, Paulo Sérgio, considerou o triunfo "bastante difícil". "Foi a vitória do querer, da organização e da categoria que os meus atletas demonstraram, contra uma equipa de valor", sublinhou.

"Perante a adversidade de jogar com dez, a equipa esteve unida, defendemos em bloco e saímos perigosamente para o ataque. Merecemos a vitória", acrescentou.

"Espero que tenha sido o encontro da reconciliação com os nossos adeptos, pois precisamos do seu apoio", disse ainda.

Em relação à luta pela subida, Paulo Sérgio recordou que o primeiro objectivo do clube não era esse. "Estamos nessa luta por mérito próprio. Não foi esse o pensamento à partida. O nosso abaixamento de forma deve-se à sobrecarga de jogos e, quiçá, a outras questões..."

Por seu lado, Diamantino Miranda definiu o desfecho como "injusto". "Pecámos pela ineficácia: não tivemos muitas oportunidades mas criámos as suficientes para, pelo menos, chegarmos ao empate.", referiu.

"Independentemente de estar a jogar com dez, não me lembro de, a partir da expulsão, o Olhanense se ter aproximado da nossa baliza, à excepção do golo. Aliás, já começa a ser norma o Fouhami não fazer qualquer defesa e sofrer golos quando a bola chega uma vez à nossa baliza", argumentou.
 

Fim do jejum faz renascer sonho
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: Armando Alves


O Olhanense renasceu para a luta pela subida à Liga, graças a um moralizador triunfo no reduto do vizinho Portimonense. A equipa de Paulo Sérgio pôs termo a um ciclo de seis jogos sem vitórias e ficou a apenas 1 ponto do segundo lugar, enquanto os homens de Portimão vão em nove encontros sem triunfos e caíram na zona perigosa.

O triunfo dos rubro-negros alicerçou-se numa boa atitude colectiva e em grande capacidade de sofrimento: a turma de Olhão jogou cerca de uma hora com dez elementos (expulsão de Moses) mas só na parte final, quando o Portimonense exerceu acentuada pressão, isso se notou.

A fase inicial foi marcada pelo equilíbrio, até nos casos: Miguel Boto cabeceou para o fundo da baliza mas viu o árbitro assinalar fora-de-jogo e, pouco depois, ouviu-se um coro de protestos do lado do Olhanense, pois um defensor do Portimonense terá utilizado as mãos dentro da área. No resto, uma oportunidade clara para cada lado (defesa de Bruno Veríssimo a livre de Paulo Teixeira e remate cruzado, ao lado, de Ricardo Silva).

A expulsão de Moses (atingiu Rui Ribeiro no nariz, sem bola) fez o Olhanense aproximar as suas linhas e o Portimonense sentiu sempre grandes dificuldades para fazer circular a bola, pouco ou nenhum proveito tirando da superioridade numérica.

Os forasteiros aproveitaram um lance de bola parada – canto de Ricardo Silva, surgindo Anselmo a cabecear ao segundo poste – para fazerem a diferença e o esforço da turma de Portimão em busca do empate valeu apenas uma ocasião clara, num remate de Rui Baião superiormente defendido por Bruno Veríssimo.
 

De Olhão na... subida
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: António Martins


Partida nem sempre bem jogada, mas com as habituais características de um dérbi, decidindo-se o vencedor num lance de bola parada – uma jogada concretizada por Anselmo, que cabeceou ao segundo poste, correspondendo a um canto de Ricardo Silva. Independentemente do resultado – que relança o Olhanense na corrida à subida –, o jogo ficou ainda marcado por dois lances que suscitaram dúvidas: um golo do Portimonense, anulado por pretenso fora-de-jogo, e a expulsão de Moses, por eventual agressão a Rui Ribeiro, a partir de uma indicação do quarto árbitro. Na primeira parte, o nulo ajustava-se, mas, depois, os da casa empurraram o opositor para junto da área. Diamantino fez alterações, a equipa ganhou maior acutilância ofensiva e obrigou o Olhanense a concentração redobrada. O golo, porém, não surgiu, cabendo ao guarda-redes Bruno Veríssimo o papel de desmancha-prazeres, ao efectuar brilhante defesa a remate de Rui Baião.


Diamantino Miranda, treinador do Portimonense: "Considero o resultado injusto. Vimos um Olhanense fechado, só a tentar defender o resultado"

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Vitória difícil, do querer e da categoria dos nossos jogadores. Espero que esta vitória sirva de reconciliação com os nossos adeptos, pois precisamos do seu apoio"
 

«DERBY» ALGARVIO FAVORECEU
OLHANENSES MUITO SÓLIDOS NA DEFESA
Betão na base do êxito
Em: "A Bola" (www.abola.pt)    Por: Jorge Anjinho

 

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