[ Domingo, 19 de Fevereiro de 2006 ]

 

23.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

LEIXÕES, 2 - OLHANENSE, 2

Estádio do Mar, em Matosinhos
Árbitro: António Costa (AF Setúbal)

LEIXÕES: Batista; Marco Cadete, Cleuber (Henrique, 90' + 05'), Élvis e Nuno Amaro; Glauber, Bruno China e Pedro Cervantes (Guerra, 67'); Leandro Tatu, Leandro Netto (Jorge Gonçalves, 75') e Brasília;

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão (Filipe Azevedo, 70'), Anselmo e Évora (Ricardo Silva, 57'); Sérgio Marquês; Vasco Matos, Hugo Faria, Miranda e Bragança (Helder Costa, 66'); Moses Sakyi;

SNU: Adriano (GR), Malafaia, Alexandre e Nuno Silva

SNU: Veiga (GR), Tonanha, Calu e Hugo Santos

TREINADOR: Rogério Gonçalves TREINADOR: Paulo Sérgio

Amarelos: Nuno Silva (54') e Glauber (70')

Amarelos: Jorge Vidigal (45') e Miranda (70')

GOLOS

1-0 por Brasília (45' + 01'), de g.p.
2-0 por Leandro Tatu (65')
2-1 por Moses Sakyi (76')
2-2 por Miranda (90' + 03')
 
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 ESTORIL-PRAIA 1  BEIRA-MAR 1
 GONDOMAR 1  VARZIM 1
 AVES 1  CHAVES 1
 BARREIRENSE 0  MOREIRENSE 0
 VIZELA 1  PORTIMONENSE 1
 MAIA 0  FEIRENSE 2
 MARCO 0  OVARENSE 2
 COVILHÃ 1  SANTA CLARA 2
 
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

Infelicidade dita Igualdade
Em: "O Norte Desportivo" (www.onortedesportivo.com)    Por: Ricardo Alves Rodrigues


O empate comprometedor do Leixões diante do Olhanense pode ter precipitado a saída de Rogério Gonçalves do comando técnico da formação do Mar. O futuro do treinador vai ficar definido hoje numa reunião com a SAD, revelou o presidente da sociedade, Luís Carlos Oliveira. “Este não é o ambiente mais adequado para tomar uma decisão.

Quanto ao jogo, pode dizer-se que foi um misto de frustração e infelicidade para um Leixões que entregou o «ouro ao bandido» no último quarto de hora e quando já tinha o jogo controlado.

A partida foi bem disputada, com as equipas a equilibrarem-se nas oportunidades e domínio do jogo na primeira parte: Moses abriu cedo as hostilidades, obrigando Batista à defesa da tarde logo aos 5 minutos, mas a resposta dos locais surgiu de imediato com um disparo de Brasília que passou rente ao poste direito.

E se o jogo até foi predominantemente equilibrado até então, a partir da meia hora, os homens do Mar assumiram o controlo do encontro, empurrando o adversário para a sua área, tendo conquistado uma grande penalidade em cima do intervalo: Jorge Vidigal travou Brasília em falta e o próprio avançado brasileiro encarregou-se de marcar.

O Leixões justificava a vantagem, ampliada para 2-0 aos 63 minutos num contra-ataque de Leandro Netto, que correu todo o meio-campo adversário e assistiu Leandro Tatu, que, à segunda, introduziu a bola nas redes adversárias.

O Olhanense não baixou os braços e reentrou na discussão do resultado aos 75 minutos, com um golo com culpas para a defensiva leixonense, uma vez que ainda a meio do meio campo, um passe precipitado de Nuno Amaro de flanco para flanco permitiu a Hélder Costa interceptar o lance e entregar de «bandeja» a Moses, que surgiu liberto na área, atirando a contar.

Quando o desafio parecia controlado pelos matosinhenses, no terceiro minuto dos descontos, na sequência de um canto, gerou-se muita confusão na sua área, Miranda empatou e conferiu injustiça ao marcador.
 

LOCAIS NÃO APROVEITAM VANTAGEM DE DOIS GOLOS
Erros infantis ditam empate desolador
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: Fernando Gonçalves dos Santos

O Leixões perdeu ontem uma grande oportunidade de se aproximar do Olhanense, no jogo com um adversário directo na luta pela subida. A equipa de Matosinhos até teve uma vantagem de dois golos, mas não a conseguiu segurar nos 15 minutos finais.

O grande defeito do conjunto leixonense foi mesmo não ter colocado “KO” o seu opositor, quando este estava encostado às cordas. Dois erros infantis do sector mais recuado permitiram o empate, consumado já nos descontos.

Embora os visitantes tivessem disposto das duas melhores ocasiões da primeira parte, e ambas por Bragança (20 e 25’), o facto é que foi o Leixões a dominar até ao momento em que marcou o segundo golo, fruto de um endiabrado trio atacante de brasileiros. Entre este momento e o minuto 76, o conjunto da casa manteve o domínio, mas um erro de Jorge Gonçalves e Guerra permitiram o golo a Moses.

Sem explicação, os leixonenses sentiram o golo sofrido e o Olhanense acreditou que podia chegar ao empate, que conseguiu já nos descontos, num lance muito confuso na área local.

O resultado final é injusto, face à qualidade do futebol praticado e das ocasiões criadas, mas o empate aconteceu por culpa própria, não se justificando, por isso, a contestação final dos desolados adeptos a Rogério Gonçalves.

Balde de água fria no Mar
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: Susana Cardoso


Quando o Leixões já fazia contas a uma importante vitória sobre o Olhanense, um dos rivais na luta pela subida, o algarvio Miranda deu o golpe final, ao apontar o golo do empate, nos descontos. A tristeza e revolta invadiu o Mar, até porque merecia os três pontos.

A vontade de triunfar era muita e desde início que o Leixões vincou essa atitude. Os visitantes causaram desequilíbrios, com os remates matreiros de Moses (5' e 19'). A partir daqui, os anfitriões subiram no terreno e em cima do intervalo Brasília abriu o activo, de penálti.

O entusiasmo manteve-se no segundo tempo e de uma boa jogada entre Leandro Netto e Leandro Tatu nasceu o segundo tento (63'). Os algarvios viram Moses reduzir a desvantagem (75') e nos descontos surgiu o balde de água fria com Miranda a cabecear para o empate.


Rogério Gonçalves, treinador do Leixões: "Dominámos o jogo, tivemos possibilidade de fazer o 3-1, mas depois surgiu o empate. Agora temos de olhar em frente, porque ninguém está mais triste do que eu"

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Fomos superiores e quando nos reorganizámos conseguimos empatar. Corremos riscos e o resultado foi mais do que merecido"
 

O Mar ficou congelado...
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Arnaldo Martins

Faina olhanense pesca
um ponto no Mar de Leixões
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)  Por: Edgar Pires


Mais uma jornada satisfatória para as cores rubro-negras. Não se pode queixar da sorte, o Olhanense: depois de três empates consecutivos, continua longe do 3.º lugar (sete pontos de vantagem) e até se distanciou um pouco dos seus adversários directos durante este período.

Ontem, os algarvios garantiram, sobre a hora, um empate precioso diante de um concorrente à subida de divisão (resultado que proporcionou a saída de Rogério Gonçalves do comando técnico do Leixões), continuando a ver o Leixões com alguma segurança pontual, na tabela.

No Estádio do Mar, assistiu-se a um encontro competitivo e equilibrado, em que ambas as equipas provaram ser candidatas a uma eventual subida. O empate acaba por ser um resultado justo, dado que os dois conjuntos falharam muitas oportunidades.

Na primeira parte, as melhores oportunidades pertenceram ao Olhanense (ambas por intermédio de Bragança) mas o domínio territorial pertenceu ao Leixões, que chegou à vantagem à beira do intervalo, num lance muito contestado pelos forasteiros: na jogada que dá origem ao penálti, Brasília estaria em fora-de-jogo.

No segundo tempo, Paulo Sérgio arriscou mais mas seria o Leixões a aumentar o marcador, por Leandro Tatu. A vitória parecia entregue; contudo, os algarvios fizeram um "forcing" e valeu-lhes essa atitude: Moses reduziu e, já em período de compensações, Miranda chegou ao justo empate.

Paulo Sérgio comentou assim a partida: "Corremos riscos depois do segundo golo sofrido e o empate acaba por ser um mal menor." O técnico da casa, Rogério Gonçalves, referiu: "Cometemos dois erros proibidos. Somos uma equipa sem sorte, mas nunca vou apontar uma pistola aos jogadores."
 

 

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