[ Sábado, 21 de Janeiro de 2006 ]

 

19.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

MAIA, 1 - OLHANENSE, 3

Estádio Vieira de Carvalho, na Maia
Árbitro: Jorge Ferreira (AF Lisboa)

MAIA: Botelho; Alex Garcia, Selmo Lima, Marco Almeida e Hugo Luz; João Aires, Cuco, Constantino (Bruno Soares, 21') e Artur Futre; Diogo Torres (Dennis, 60') e Nuno Silva (Pedrinho, 64');

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Paulo Sérgio e Miranda; Nicolas Alnoudji; Vasco Matos (Hugo Santos, 65'), Hugo Faria, Sérgio Marquês (Hélder Costa, 65') e Ricardo Silva (Bragança, 85'); Moses Sakyi;

SNU: Miguel (GR), Grilo, Flávio Mineiro e José Carlos

SNU: Cândido (GR), Anselmo, Calu e Évora

TREINADOR: Jorge Regadas TREINADOR: Paulo Sérgio

Amarelos: Alex Garcia (81'), Dennis (90'+01') e João Aires (90'+03')

Amarelo: Lameirão (60')

Vermelho: Selmo Lima (55')

 

GOLOS

0-1 por Ricardo Silva (40')
0-2 por Lameirão (63')
0-3 por Ricardo Silva (82'), de G.P.
1-3 por Dennis (89')
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 LEIXÕES 0  PORTIMONENSE 0
 COVILHÃ 1  VARZIM 1
 SANTA CLARA 3  OVARENSE 1
 VIZELA 2  BARREIRENSE 1
 MARCO 0  MOREIRENSE 1
 FEIRENSE 1  BEIRA-MAR 1
 GONDOMAR 1  AVES 1
 ESTORIL-PRAIA 3  CHAVES 4
 
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

GANHOU QUEM NÃO DESPERDIÇOU
Eficácia goleadora da gente de Olhão
Em: "Record" (www.record.pt)

Foi uma partida com resultado justo, em que o Olhanense mostrou mais eficácia no aproveitamento das oportunidades de golo, que também construiu em maior número do que o adversário.

De facto, os maiatos também tiveram ao seu alcance diversas situações, mas o tom atacante foi dado pelos vencedores logo aos 14 minutos, quando Ricardo Silva desperdiçou golo iminente.

Os algarvios prosseguiram a cavalgada ofensiva: 2 minutos depois, o remate de Miranda bateu num jogador do Maia; do outro lado, Marco Almeida podia ter feito o 1-0 (18’), mas chutou ao lado.

Esta toada de parada e resposta prosseguiu: aos 24 minutos Moses quase inaugurava o marcador para os forasteiros, repetindo o falhanço de Diogo Torres, no campo oposto, aos 31 minutos.

 

Penálti resolve

E teve de ser com a bola parada o primeiro golo, a cargo de Ricardo Silva, que converteu um penálti justíssimo, colocando em adequada vantagem os visitantes.

Para “ajudar à festa”, o treinador maiato Jorge Regadas foi expulso aos 50 minutos e os visitantes aproveitaram: Moses e Jorge Vidigal enjeitaram dois ensejos cada para o 0-2 (e Artur Futre deixou fugir o empate aos 54´), mas foi um tiro forte de Lameirão que matou o jogo.

Houve ainda tempo para o 0-3 antes do golo de honra de Dennis.
 

Mais perto do líder
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)


A equipa de Paulo Sérgio, bastante mais experiente do que a de Jorge Regadas, que ontem teve de lançar seis juniores, controlou sempre e até poderia ter alcançado um resultado mais desnivelado. O Olhanense adiantou-se no marcador graças a uma grande penalidade, castigando uma alegada falta de Marco Almeida. A contestação dos maiatos à arbitragem foi grande, especialmente no lance do penálti, mas as críticas subiriam de tom no segundo tempo. Aos 52', Jorge Regadas foi expulso e pouco depois foi a vez de Selmo Lima receber ordem de expulsão por uma falta que ninguém vislumbrou. A jogar com 10, o Maia deixou ainda mais evidente a sua fragilidade, com os visitantes a chegarem facilmente ao 3-0. Perto do final, Dennis, um dos juniores maiatos, ainda conseguiu reduzir. Vitória justa do Olhanense, numa partida marcada pelo desacerto na arbitragem.


Jorge Regadas, treinador do Maia: "Apresentei oito juniores e no fim do jogo houve alguns que me disseram que se o futebol profissional é conduzido por pessoas como estes dois árbitros-auxiliares, preferem jogar sempre pelos juniores"

Mário Artur, treinador-adjunto do Olhanense: "Fomos a melhor equipa e na parte final podíamos ter feito mais golos. O resultado do Beira-Mar permite-nos ter mais esperanças relativamente ao futuro. Quero dar os parabéns aos nossos jogadores pelo bom trabalho"
 

Eficácia em todos os campos
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)  Por: Edgar Pires


A 19.ª jornada da Liga de Honra revelou-se extremamente positiva para as cores rubro-negras: entre os oito primeiros classificados, todos empataram à excepção do Olhanense, cuja vitória na Maia o aproximou da liderança (estando agora, com 37 pontos, a um ponto do Beira-Mar) e fê-lo distanciar-se de Portimonense e Desp. Aves (que têm 34 pontos), ambos em 3.º lugar.

Em terras maiatas, os algarvios rubricaram uma excelente exibição, conseguindo um resultado volumoso que confirma o facto de o Olhanense ser, neste momento, a melhor equipa da competição a jogar fora de casa (17 pontos neste minicampeonato, contra 13 de Beira-Mar, Leixões e Maia).

A turma de Paulo Sérgio mostrou mais maturidade e eficácia, mas foi quase sempre a mais ofensiva em campo. Ricardo Silva abriu o "festival" de oportunidades desperdiçadas aos 14', sendo seguido por Miranda (16') e Moses (24').

Antes do máximo goleador do Olhanense na prova (conta nove tentos) abrir o marcador, também o Maia esteve perto do 1-0, por Marco Almeida (18') e Diogo Torres (31'). Os algarvios foram para o intervalo a vencer e, no reatamento, contaram com a expulsão de Selmo Lima para confirmar o seu ascendente.

Moses e Jorge Vidigal poderiam ter alargado a vantagem antes mas Lameirão, num remate forte, conseguiu-o mais tarde. Até ao final, o Olhanense falhou mais lances, aumentou a vantagem e consentiu um "tento de honra".

"Foi um grande jogo para o Olhanense, mais uma vitória excelente, que os meus jogadores tudo fizeram para conquistar", disse o técnico dos algarvios, Paulo Sérgio. Jorge Regadas, treinador do Maia, queixou-se do árbitro: "Lutámos mas o árbitro assinalou um penálti que não existiu. Merecíamos ganhar, só que o jogo complicou-se."
 

 

O primeiro golo rubro-negro; pénalti convertido por Ricardo Silva

 

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