[ Domingo, 15 de Janeiro de 2006 ]

 

18.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 2 - FEIRENSE, 2

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: António Costa (AF Setúbal)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Paulo Sérgio e Évora (Miranda, 45'); Hugo Faria, Nicolas Alnoudji (Bragança, 58') e Sérgio Marquês; Vasco Matos (Filipe Azevedo, 79'), Moses Sakyi e Ricardo Silva;

FEIRENSE: Hélder Godinho; Márcio (Vitinha, 74'), Semedo, Helder Sousa e Serginho; Cubango, Cris e Galhano; Wilsinho (Hernâni, 67'), Hélder Ferreira (Wesley, 90'+02') e Djalmir;

SNU: Cândido (GR), Hélder Costa, Calu e Hugo Santos

SNU: Bruno (GR), Ricardo, Cadu e Miguel
TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: Francisco Chaló

Amarelos: Jorge Vidigal (22'), Nicolas Alnoudji (43') e Miranda (74')

Amarelos: Cubango (19'), Djalmir (21'), Hélder Sousa (29'), Márcio (66') e Galhano (90'+03')

GOLOS

0-1 por Hélder Ferreira (01')
0-2 por Hélder Ferreira (08')
1-2 por Ricardo Silva (29')
2-2 por Ricardo Silva (67'), de G.P.
 
 
 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 BEIRA-MAR 2  SANTA CLARA 1
 PORTIMONENSE 2  ESTORIL-PRAIA 1
 AVES 1  LEIXÕES 0
 BARREIRENSE 1  GONDOMAR 4
 CHAVES 1  MARCO 0
 OVARENSE 1  VIZELA 1
 MOREIRENSE 3  COVILHÃ 0
 VARZIM 0  MAIA 0
 
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

VICE APANHA GRANDE SUSTO
António Costa contestado
pelas duas equipas
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: J. M.

A perder por 0-2 aos 8 minutos, o Olhanense passou ontem por um grande susto diante do Feirense, num jogo marcado pela forte contestação das duas equipas à arbitragem.

Os algarvios queixaram-se do primeiro golo – a bola pareceu não ter ultrapassado a linha – e os forasteiros insurgiram-se contra as duas grandes penalidades assinaladas a favor do Olhanense, embora a segunda não oferecesse dúvidas.

Ricardo Silva marcou na recarga ao primeiro castigo máximo e deixou tudo em aberto para a segunda parte, assinalada por intenso domínio dos locais. Tal, todavia, não chegou para ganhar e no último minuto quase acontecia um golpe de teatro: o Feirense esteve perto de conseguir fazer o 2-3.

 

PRESIDENTE CONTRA O ÁRBITRO

O trabalho de António Costa no jogo com o Olhanense levou o presidente do Feirense, Rodrigo Nunes, a tecer duras críticas ao árbitro setubalense.

“Tudo fez para que não saíssemos vencedores. Estragou tudo e assinalou um penálti inexistente. Já não nos engana... Não sei o que lhe fizemos mas os erros em nosso prejuízo são uma constante”, frisou.

Rodrigo Nunes adiantou ainda que já esperava problemas. “Calculei de imediato que iria ser uma vergonha. Com árbitros de Setúbal tem sido sempre assim...”, disse, recusando comentar o primeiro golo da equipa. Já o Olhanense decidiu levantar o “blackout”, mantendo apenas o silêncio para dois jornalistas.

 

DEPOIS DE DOIS GOLOS DE DESVANTAGEM,
TRAVE NEGOU VITÓRIA ALGARVIA
Pesadelo Quase Rosa
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Jorge Anjinho

Empate ao sabor do apito
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: Manuel Luís


O Olhanense voltou a ser superior ao adversário, mas ineficaz na zona da decisão. Só através de dois penaltis, sobre Vidigal e Faria, chegou ao empate, recuperando de dois golos de desvantagem logo aos oito minutos de jogo. Tudo porque, no primeiro minuto, o árbitro apitou golo após indicação do auxiliar Pedro Pinheiro, que (só ele) viu o esférico ultrapassar a linha da baliza, durante uma jogada de confusão. Poucos depois, Bruno Veríssimo foi (mal) batido pela segunda vez, por Helder Ferreira.

Os "leões" de Olhão não baixaram os braços, continuaram a dominar e passaram a responder com maior perigo ao bem montado sistema de contra-ataque forasteiro. Os penaltis acabaram por impedir o que seria uma injustiça, mas o empate castiga a ineficácia finalizadora do conjunto de Paulo Sérgio e premeia a fraca produção ofensiva da equipa de Chaló.

Mário Artur, treinador adjunto do Olhanense: "Tivemos uma entrada infeliz mas, depois de estarmos a perder por dois golos, fomos a melhor equipa, empatámos através de penaltis claros e, pelo que fizemos, merecíamos a vitória"

Rodrigo Nunes, presidente do Feirense: "A pouca vergonha instalou-se no futebol português. Depois de estarmos a ganhar, o árbitro fez tudo para não sairmos daqui vencedores. É habitual os árbitros de Setúbal fazerem estas palhaçadas quando nos arbitram"
 

Mal menor
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)  Por: Edgar Pires


"Do mal o menos". O Olhanense conseguiu somar um precioso ponto, algo que, porventura, nem estaria nas contas dos adeptos mais optimistas quando, aos 8', já viam a sua equipa perder por 0-2. No entanto, os rubro-negros quase davam a volta (a "onda" ofensiva pecou na finalização), numa partida marcada também pela arbitragem.

Ainda muitos dos presentes procuravam espaço para se sentar, protegidos pela cobertura do José Arcanjo (numa tarde de temporal, com muito vento e chuva à mistura), e o Feirense adiantava-se no marcador, num lance muito confuso.

Na sequência de um pontapé de canto, Helder Ferreira cabeceou para a baliza e Bruno Veríssimo defendeu, com a bola a bater no poste e a ressaltar para fora... mas António Costa deu golo, com base na indicação do seu auxiliar, que terá visto a bola dentro antes da defesa do guardião algarvio - decisão que nos deixa muitas dúvidas.

Após esporádicas respostas do Olhanense e quase sem saber "ler nem escrever", como se diz na gíria, o Feirense chegava ao segundo tento, aos 8'. Contra-ataque rápido pela direita, centro rasteiro, e Helder Ferreira a atirar para a baliza, passando a bola por baixo de um mal batido Bruno Veríssimo.

Quem esperava um início destes? Porém, o Olhanense, com forte espírito combativo e mostrando muita união, não se resignou à má sorte e tentou tudo para conseguir, a partir daí, o empate.

Aos 23', no lance mais perigoso do primeiro tempo, Faria falhou escandalosamente em frente à baliza, permitindo a defesa de Helder Godinho. Poucos minutos depois, chegaria o golo, após uma grande penalidade bem arrancada por Jorge Vidigal - Ricardo Silva falhou à primeira mas na recarga reduziu a desvantagem.

O Olhanense surgiu, após o reatamento, claramente apostado no empate - Paulo Sérgio operou, ao intervalo, uma substituição fundamental, pois Miranda deu uma grande dinâmica à ala esquerda no segundo tempo. Durante 20 minutos, assistiu-se a uma verdadeira "onda" ofensiva, com muitas e claras oportunidades desperdiçadas, nomeadamente por Jorge Vidigal (50' e 57') e Vasco Matos (56').

O empate chegou aos 66', após a marcação de outra grande penalidade, também justa, por falta sobre Faria. Ricardo Silva, desta vez, acertou à primeira.

Até ao final, o Olhanense continuou sempre à procura da vitória, a qual não atingiu por demérito próprio. Ricardo Silva, por exemplo, falhou aos 73' e 88' (bola na barra). Do outro lado, a entrada de Vitinha tornou o contra-ataque do Feirense mais perigoso, pertencendo-lhe mesmo a última oportunidade do jogo.

Para Mário Artur, adjunto do Olhanense, "tivemos uma entrada pouco feliz, mas depois, a partir dos 15/20 minutos de jogo, fomos a melhor equipa e merecíamos ganhar".

Rodrigo Nunes, presidente do Feirense, substituiu na conferência de imprensa um "irritadíssimo" Francisco Chaló, para dar conta dos seus protestos em relação à actuação da equipa de arbitragem: "Foi uma pouca-vergonha. O árbitro fez tudo para que o Feirense não saísse vencedor. É mais uma palhaçada e, como não acredito que a arbitragem esteja assim tão mal, isto terá sido premeditado."
 

 

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