[ Domingo, 8 de Janeiro de 2006 ]

 

17.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 2 - SANTA CLARA, 0

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Paulo Sérgio e Évora; Nicolas Alnoudji; Vasco Matos (Aricson, 88'), Hugo Faria, Sérgio Marquês e Ernesto (Bragança, 69'); Ricardo Silva (Filipe Azevedo, 81');

SANTA CLARA: Nuno Santos; Quim Berto, Orestes, Danilo e Nuno Sociedade (Livramento, 55'); Justiniano; Basílio (Vítor Silva, 83'), Maurinho, Bruno Novo e Siston (Peixinho, 62'); Hugo Henrique;

SNU: Cândido (GR), Hélder Costa, Calu e Miranda

SNU: Cortes (GR), Portela, Jorge Humberto e Hélder Vasco

TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: Mário Reis

Amarelos: Nicolas Alnoudji (36') e Sérgio Marquês (44')

Amarelos: Justiniano (50'), Quim Berto (70') e Bruno Novo (84')

 

Vermelho: Hugo Henrique (84')

GOLOS

1-0 por Ricardo Silva (47’), de G.P.
2-0 por Sérgio Marquês (75’)
 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 BEIRA-MAR 2  OVARENSE 0
 VARZIM 1  FEIRENSE 0
 MOREIRENSE 0  MAIA 1
 AVES 2  ESTORIL-PRAIA 1
 BARREIRENSE 0  LEIXÕES 2
 CHAVES 0  COVILHÃ 0
 GONDOMAR 2  VIZELA 4
 PORTIMONENSE *  MARCO *
 

(*) - O Marco deu falta de comparência.
A vitória foi atribuída ao Portimonense, por 3-0.

 
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

Paixão pelo erro...
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)  Por: Edgar Pires


O Olhanense manteve-se na perseguição ao líder da Liga de Honra, o Beira-Mar, com a vitória de hoje à tarde sobre o Santa Clara, por 2-0. Ricardo Silva e Sérgio Marquês deram os três pontos à equipa da casa, conseguindo um triunfo perante um adversário que complicou bastante a tarefa dos locais.

Mas a grande figura do encontrou acabou por ser o árbitro Bruno Paixão: além de outras decisões ridículas, errou ao assinalar a grande penalidade que, convertida por Ricardo Silva, abriu o marcador. Só o juiz de Setúbal viu um puxão na grande área dos açorianos, para espanto geral, mas não mostrou qualquer cartão amarelo.

O primeiro tempo iniciou-se com uma forte pressão da equipa algarvia. Aos 4’, Ricardo Silva, de ângulo difícil, tentou o golo mas Nuno Santos defendeu. O Santa Clara começou a sacudir a “onda” rubro-negra aos poucos: Basílio atirou à barra, aos 14’, e poucos minutos depois Bruno Veríssimo fez bem a “mancha” a Hugo Henrique.

Sem dar hipóteses a meio-campo, os açorianos defendiam bem e tentavam partir em ataque continuado, com a bola de pé para pé. Eram notórias, nesse período, as dificuldades do Olhanense para criar situações de perigo junto da baliza contrária. Excepção feita a um centro perigoso de Ricardo Silva para Ernesto, que Justiniano safou em cima da linha de golo.

No último lance da primeira parte, Bruno Paixão decidiu “aquecer” o ambiente, demasiado frio com o tempo gélido que se fez sentir no José Arcanjo. O Olhanense ganhou uma falta perigosa mas o árbitro (demasiado rigoroso) pegou na bola e mandou todos para o intervalo, sem mostrar o devido amarelo a Nuno Sociedade, situação que originou fortes protestos nas bancadas.

A paixão pelo erro por parte do juiz teve novo capítulo, agora a favor dos locais, no primeiro minuto do segundo tempo, quando viu uma falta que mais ninguém conseguiu descortinar. Ricardo Silva não se fez rogado e atirou a contar.

Mário Reis optou então por efectuar algumas alterações, mas Livramento e Peixinho não estiveram à altura. O Santa Clara dominava de forma infrutífera, contabilizando-se apenas duas oportunidades de golo, ambas aos 60’: Bruno Veríssimo defendeu um remate de Basílio e, na jogada seguinte, Orestes atirou a rasar o poste esquerdo da baliza rubro-negra.

Em contra-ataque, o Olhanense acabaria por chegar ao segundo golo. Antes, após triangulação com Jorge Vidigal, Vasco Matos surgiu isolado mas permitiu a defesa de Nuno Santos. Aos 75’, Bragança fez o passe para Ricardo Silva que, da esquerda, centrou para Sérgio Marquês tocar de forma fácil para dentro da baliza.

A vencer por 2-0, os locais limitaram-se a controlar o jogo até final, com o técnico Paulo Sérgio a dar a melhor prenda de aniversário (20 anos cumpridos hoje) que Ari podia ter: a jovem promessa da “cantera” de Olhão fez a sua estreia oficial com a camisola sénior do emblema.

Hélder Rocha, técnico-adjunto do Olhanense, considerou a vitória – que dedicou a Tiago, jovem guardião emprestado na semana passada ao Lus. VRSA – “merecida”. “Perante um adversário bom e com excelente qualidade individual, vencemos de forma justa. O triunfo deveu-se aos diversos factores positivos que fazem uma equipa: disciplina táctica, entreajuda, concentração e vontade”, frisou.

Por seu lado, o treinador do Santa Clara, Mário Reis, dirigiu fortes críticas ao árbitro Bruno Paixão: “O que aqui se passou foi uma mentira e uma grande injustiça. Bruno Paixão inventou uma grande penalidade, adulterando o resultado. O Olhanense não merecia este triste espectáculo…”.
 

Penálti discutível abre portas do êxito
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: Armando Alves


Uma grande penalidade controversa – Bruno Paixão, a avaliar pelos seus gestos, considerou que um homem do Olhanense foi agarrado na área – abriu caminho ao triunfo dos algarvios diante do Santa Clara, depois de uma primeira parte em que os açorianos haviam mostrado mais qualidade.

Quim Berto (excelente defesa de Bruno Veríssimo) e Basílio (remate de longe, à barra) tiveram as melhores ocasiões da metade inicial da partida, na qual a produção do Olhanense ficou muito aquém do habitual.

O golo deu tranquilidade aos algarvios e, ao invés, perturbou o Santa Clara, que ainda assim teve duas situações claras para empatar, desperdiçadas por Basílio e Orestes.

Em vantagem, a turma de Olhão privilegiou o contra-ataque e Vasco Matos perdeu a possibilidade de matar o jogo (isolado, rematou à figura de Nuno Santos), o que acabaria por acontecer mais tarde, numa bela iniciativa de Ricardo Silva, concluída à boca da baliza por Sérgio Marquês.

Espalhafatoso e prepotente, Bruno Paixão fez tudo para ser a figura da tarde e estragou o espectáculo. Ninguém gostou: foi contestado pelas duas equipas e pelo público...
 

Paixão na vitória
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: Manuel Luís


Na vitória frente à formação açoreana, os "leões" de Olhão bem podem agradecer ao árbitro de Setúbal a ajuda aos 46', quando assinalou uma grande penalidade que só não deixou dúvidas a Bruno Paixão, castigando um pretenso agarrão na grande-área a um jogador (Lameirão) da casa, sem, no entanto, mostrar o respectivo amarelo ao infractor, que também ninguém soube dizer quem era...

Com influência no resultado, o juiz da partida rubricou uma má exibição num jogo repartido, no qual os visitantes foram superiores na primeira metade, até nas oportunidades de golo criadas, enquanto os visitados dominaram no segundo período, mormente após a "oferta" do árbitro, que ainda reduziu a equipa dos Açores a dez unidades, previsivelmente por palavras de Hugo Henrique.


Hélder Rocha, treinador adjunto do Olhanense: "Conseguimos uma justa vitória frente a um adversário valoroso. Deixo para os jornalistas a análise à arbitragem"

Mário Reis, treinador do Santa Clara: "Fomos superiores na primeira parte, até nas oportunidades, mas com arbitragens como a da segunda metade o futebol não vai a parte nenhuma. Marcou o penálti mas não mostrou amarelo, porque nem sabe quem terá cometido o pretenso agarrão. O que aconteceu aqui foi uma injustiça e uma mentira. Se este senhor quer continuar na arbitragem que seja isento"
 

Triunfo em dia polémico
Algarvios empurrados
Em: "Correio da Manhã" (www.correiodamanha.pt)


O Olhanense manteve a perseguição cerrada ao líder Beira-mar depois de ontem ter vencido o Santa Clara. Mas conseguiu-o muito por causa de uma decisão mal tomada por Bruno Paixão.

O árbitro sadino, numa decisão bastante controversa, que deixou estupefactos os orientados de Mário Reis, assinalou uma grande penalidade ‘fantasma’ no início da etapa complementar, o que acabaria por lançar a formação algarvia rumo ao tão desejado triunfo. A um quarto de hora do apito final, o médio Sérgio Marquês acabaria por selar o triunfo por 2-0.

O Santa Clara, à procura de fugir à parte inferior da tabela classificativa, repartiu o comando do encontro. O avançado anfitrião Ricardo Silva, logo ao quarto minuto, isolou-se frente a Nuno Santos, mas não conseguiu acertar na baliza defendida pelo guardião açoriano. Imediatamente Quim Berto tratou de responder para os insulares, proporcionando boa defesa ao guarda-redes Bruno Veríssimo. Ainda nos primeiros 45 minutos, Veríssimo voltou a assustar-se, mas a bola rematada por Basílio foi devolvida pelo poste da sua baliza.

A etapa complementar começou com o lance polémico, que Ricardo Silva acabou por concretizar de forma tranquila. Balanceado em chegar ao empate, o conjunto insular acabou por sofrer o segundo golo, com Sérgio Marquês a limitar-se a encostar o pé a uma assistência de Ricardo Silva. Com os nervos à flor da pele, Hugo Henriques foi expulso após contestar mais uma decisão do polémico árbitro Bruno Paixão.
 

 

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