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[ Sábado, 17
de Dezembro de 2005 ] |
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15.ª JORNADA -
II LIGA DE HONRA |
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OLHANENSE, 0 - BEIRA MAR, 0
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Estádio
José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Hélio Santos (AF Lisboa)
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OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Paulo
Sérgio e Évora; Nicolas Alnoudji; Vasco Matos
(Ricardo Silva, 62'), Sérgio Marquês, Hugo Faria
e Ernesto (Bragança, 75'); Pepa;
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BEIRA
MAR: Pavel Snircek; Ricardo,
Jorge Silva (Marco, 73'), Alcaraz e Tinhinho;
João Pedro, Luís Vouzela, Diakité e Torrão (Baldé,
61'); Rui Lima e Nicolas (Miran, 55');
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SNU:
Tiago Martins (GR), Hélder Costa, Calu, Miranda
e Aricson
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SNU:
Alê (GR), Daniel, Ribeiro e Marcelo Labarthe
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TREINADOR:
Paulo Sérgio |
TREINADOR:
Augusto Inácio |
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Amarelos:
Ricardo Silva (86')
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Amarelos:
Luís Vouzela (34')
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OUTROS JOGOS DA JORNADA |
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CHAVES |
4 |
FEIRENSE |
1 |
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AVES |
2 |
COVILHÃ |
1 |
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BARREIRENSE |
2 |
MARCO |
3 |
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VIZELA |
0 |
LEIXÕES |
0 |
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PORTIMONENSE |
2 |
MAIA |
0 |
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VARZIM |
3 |
OVARENSE |
1 |
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MOREIRENSE |
2 |
SANTA CLARA |
1 |
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GONDOMAR |
2 |
ESTORIL-PRAIA |
0 |
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CLASSIFICAÇÃO |
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RECORTES DE IMPRENSA |
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Contenção do líder deu empate
Em: "Região
Sul" (www.regiao-sul.pt)
Por: Edgar Pires |
O Olhanense perdeu uma óptima
oportunidade para chegar à liderança isolada da Liga de Honra,
depois de ter empatado, de forma injusta, esta tarde, em Olhão. O
líder Beira-Mar mostrou pouco futebol e optou por uma declarada
estratégia de contenção – o “medo” só podia dar empate…
Assim, o Algarve persegue Aveiro na classificação, com Olhanense e
Portimonense “ex aequo” na segunda posição (27 pontos), a um ponto
dos aveirenses. Seguem-se Leixões (26), Desp. Aves e Sp. Covilhã
(24).
Os três cantos consecutivos que a turma de Augusto Inácio conquistou
nos dois primeiros minutos levaram os adeptos a pensar que o
Beira-Mar apostava no ataque. Mas não passou de um engano. A partida
entrou depois na “fase de estudo”, com ambas as equipas entregues ao
meio-campo, mostrando pouco futebol.
Faria, aos 5’, teve a primeira grande ocasião nos pés, atirando por
cima, e aos 17’, Pepa falhou um desvio a centro de Vasco Matos.
Tirando estes dois lances, pouco se viu na primeira meia hora.
A toada de equilíbrio “mastigava” o jogo, tornando-o demasiado
sonolento e, só perto do intervalo, o Olhanense começou a pegar mais
no encontro, mais ao ataque, mas sem resultados práticos.
No segundo tempo, a turma de Paulo Sérgio surgiu com outra
predisposição, jogando mais no meio-campo contrário. Aos 55’ e 59’,
Pepa teve nos pés duas grandes oportunidades, mas falhou ambas, para
grande desespero dos cerca de 5 mil adeptos que estiveram no José
Arcanjo.
O Beira-Mar, no segundo tempo, não arriscou nada. Enquanto o
Olhanense controlava em termos territoriais, o líder manteve-se
apático em termos ofensivos, ainda que evidenciando boa organização
defensiva. A nulidade aveirense mostra-se na estatística: nenhum
remate em 45 minutos!
Mais forte, o Olhanense chegou ao final do jogo em cima do
adversário, merecendo a vitória que nunca chegou apesar dos lances
de perigo: aos 81’, Ricardo Silva centrou para cabeceamento de Pepa
ao lado; dois minutos depois, de novo Ricardo Silva, quase a marcar
de canto directo; e, já em período de descontos, Sérgio Marquês
atirou e Srnicek desviou para a barra.
Paulo Sérgio lembrou as “seis oportunidades contabilizadas a
nosso favor, enquanto o Beira-Mar teve zero” para destacar a
injustiça do resultado. De resto, enalteceu a “coesão e humildade
de campeões” dos seus jogadores – “apesar das várias lesões e
castigos, a equipa tem dado respostas positivas”.
“Pelas oportunidades criadas, o Olhanense seria um justo
vencedor”, resumiu Augusto Inácio, queixoso do poder ofensivo
que o Beira-Mar, hoje, não tinha. “Tínhamos o Roma e o Zé Roberto
castigados, jogámos com um elemento que veio da II B (Nicolas),
entrou depois o Baldé, um jovem. É pouco para quem se afirma como um
candidato sério à subida”, concluiu.
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ALGARVIOS MELHOR QUE AVEIRENSES
NULOS NO ATAQUE
Muralha aveirense trava fúria algarvia
Em: "Record" (www.record.pt)
Por: Bruno Roseiro |
Um Beira-Mar quase nulo em termos
ofensivos – algo justificável pela ausência de unidades fulcrais
como Roma ou Zé Roberto – conseguiu segurar a liderança da Liga de
Honra em Olhão, frente a um adversário racional que, no segundo
tempo, poderia ter chegado a uma vantagem que traria justiça ao
marcador.
Num desafio onde os conjuntos interpretaram de forma distinta
esquemas tácticos semelhantes (4x3x3) – os visitantes deram o
controlo da partida ao opositor, utilizando jogo de contenção –, a
metade inicial teve tantas oportunidades de golo como... bolas fora
do estádio: Faria, aos 5’, atirou por cima, após bom trabalho da
dupla ofensiva Ernesto-Pepa.
Os aveirenses ainda esboçaram tentativas de remate entre a missão de
obrigar o Olhanense a utilizar mais jogo directo, algo a que os
algarvios só conseguiam responder explorando as entrelinhas recuadas
dos visitantes através de passes longos.
O reatamento trouxe um conjunto visitado mais objectivo e prático em
termos ofensivos e, fruto da maior acção do meio-campo, Pepa
desperdiçou duas excelentes hipóteses de inaugurar o marcador (55 e
60’), depois de solicitações nas costas dos centrais de Aveiro.
Aos 62’, Paulo Sérgio assumiu o risco – calculado – com a entrada de
Ricardo Silva, passando a jogar com dois homens na frente do ataque
e Faria mais descaído na direita. Mas a maior posse de bola e
domínio de jogo acabaram por não ter os merecidos resultados
práticos.
Já nas compensações, um lance aparentemente inofensivo traduziu-se
no ponto alto da partida: Srnicek desviou para a trave um
centro-remate de Sérgio Marquês, deixando em desespero os muitos
algarvios presentes no estádio e... arredores – ultrapassava a
centena o número de “voyeurs” que assistiram ao encontro na parte
exterior do campo e nos prédios circundantes.
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Nulo em jogo muito táctico
Medo não mete golos
Em: "Correio
da Manhã" (www.correiomanha.pt)
Por: Teixeira Marques |
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Num jogo muito táctico, marcado
pelo ‘medo’ , com os candidatos à subida a mostrarem excessivo
respeito mútuo, o nulo final acaba por castigar a equipa algarvia, a
única que teve oportunidades para vencer.
A 1.ª parte, embora tecnicamente bem jogada, desenrolou-se
praticamente sempre a meio-campo. Os aveirenses, com um meio-campo
muito povoado, controlaram a partida, pelo que apenas um remate
frontal de Faria (5’), que errou o alvo, causou alguma emoção.
No 2.º tempo, o primeiro quarto de hora mostrou um Olhanense mais
atrevido. Pepa, por duas vezes, podia ter resolvido a partida.
Isolado, contornou o guarda-redes adversário, mas, com pouco ângulo,
atirou ao lado (55’). Pouco depois, bem desmarcado por Sérgio
Marquês, disparou forte, mas torto (59’).
Estavam esgotadas as oportunidades de golo, pese o facto do técnico
Paulo Sérgio ter arriscado com a entrada de Ricardo Silva, que veio
dar outra dinâmica ao ataque algarvio.
Jogando praticamente num 5x4x1, os aveirenses continuaram a defender
bem, com Vouzela, o melhor em campo, a ‘varrer’ tudo no meio-campo e
os centrais Jorge Silva e Alcaraz a dominarem, por completo, o
ataque algarvio, onde foi notória a falta de Toy, que parece estar a
caminho do Qatar. Uma transferência que irá ajudar as finanças do
Olhanense, mas que desfalca a equipa.
Em tempo de compensação, um centro-remate de Sérgio Marquês,
desviado para a barra por Srnicek, podia ter dado o triunfo à única
equipa que arriscou, num jogo em que o trio de arbitragem não teve
casos para resolver, realizando um trabalho irregular. |
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Com medo mútuo
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)
Por: Manuel Luís |
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O empate castiga os dois
candidatos à subida de divisão pelo jogo enfadonho que
proporcionaram aos muitos espectadores que se deslocaram ao José
Arcanjo, na esperança de que a classificação dos dois emblemas fosse
sinónimo de um bom espectáculo.
Pelo contrário, na procura do erro alheio para chegar ao golo, que,
com o desenrolar dos acontecimentos, significaria a vitória do
conjunto que o marcasse, sobraram jogadas confusas num meio-campo
hiperpovoado e faltaram as iniciativas de golo iminente.
É verdade que o Olhanense, especialmente na segunda metade, por Pepa
e Sérgio Marquês, desperdiçou as oportunidades mais soberanas para
abrir o activo, por isso, se a vitória sorrisse aos da casa, tal não
escandalizaria ninguém, mas um jogo não se ganha com ses...
O árbitro falhou no capítulo disciplinar, mais em prejuízo dos
anfitriões.
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Criámos seis ocasiões de
golo, três delas claras, com nenhuma para o Beira-Mar, que veio com
a estratégia de levar daqui um ponto e conseguiu. Estes jogos
decidem-se através de pormenores"
Augusto Inácio, treinador do Beira-Mar: "O resultado é justo,
mas, se houvesse um vencedor, pelas oportunidades criadas, seria o
Olhanense. Estas equipas podem e têm de fazer mais se quiserem subir
de divisão"
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