[ Domingo, 04 de Dezembro de 2005 ]

 

13.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

VARZIM, 0 - OLHANENSE, 0

Estádio do Varzim, na Póvoa de Varzim
Árbitro: Elmano Santos (AF Madeira)

VARZIM: Ricardo; Nuno Ribeiro, Nuno Gomes, Bruno Miguel e Telmo (Rui Miguel, 70'); Eliseu, Emanuel, Tito e Mendonça; Cícero (Rafael Cadorin, 60') e Costé (Anderson, 82'); OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Paulo Sérgio e Évora; Nicolas Alnoudji;  Vasco Matos, Sérgio Marquês, Hugo Faria e Toy (Helder Costa, 72'); Pepa (Ricardo Silva, 72' (Ernesto, 90'+01'));
TREINADOR: Horácio Gonçalves

TREINADOR: Paulo Sérgio

SNU: Saric (GR), Campinho, Pedrinho e Pedro Santos

SNU: Cândido (GR), Bragança e Aricson

Amarelos: Tito (12') e Eliseu (35')

Amarelos: Évora (31'), Jorge Vidigal (53' e 68'), Helder Costa (85') e Vasco Matos (90'+01')

 

Vermelho: Jorge Vidigal (68')
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 AVES 2  FEIRENSE 1
 CHAVES 2  OVARENSE 1
 BARREIRENSE 1  MAIA 1
 GONDOMAR 1  COVILHÃ 1
 PORTIMONENSE 3  SANTA CLARA 1
 MOREIRENSE 2  BEIRA-MAR 2
 LEIXÕES 4  MARCO 0
 VIZELA 2  ESTORIL-PRAIA 2
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

POVEIROS SOMAM SÉTIMO EMPATE NA PROVA
Bruno Veríssimo segurou o nulo
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: Luís Leal

O Varzim partilha, desde ontem, o "trono" dos empates – já lá vão sete em 13 jogos – com o Santa Clara, após o nulo em casa, onde só venceu por duas vezes, com o Olhanense.

Os poveiros dominaram um Olhanense mais interessado em tapar os caminhos para a sua baliza. Aliás, na primeira parte, a organização táctica dos algarvios manietou por completo o conjunto de Horácio Gonçalves, sem argumentos para furar a muralha à frente de Bruno Veríssimo, o qual voltou a ser preponderante no ponto conquistado. Neste período, o jovem Ricardo, que se estreou na baliza do Varzim, só por numa ocasião foi chamado a intervir.

Após o intervalo, os locais surgiram mais inspirados nas acções ofensivas, com o Olhanense a continuar na expectativa. Horácio Gonçalves introduziu mais "poder de fogo" e os lances de perigo aumentaram – sobretudo após a expulsão de Jorge Vidigal (68') – só que Bruno Veríssimo impediu sempre os intentos do Varzim, que viu ainda um golo anulado por alegado fora-de-jogo.
 

OLHANENSE MARCA PASSO NA LUTA PELOS LUGARES CIMEIROS
Um nulo cheio de nada
Em: "A Bola" (www.abola.pt)    Por: Ricardo Meireles Santos

Nulo premeia algarvios
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: António Teixeira

O Varzim não foi capaz de terminar com a maldição dos empates em casa, mesmo tendo jogado em superioridade numérica nos últimos 20 minutos. Só durante esse período é que os poveiros conseguiram ser superiores, criando e esbanjando algumas oportunidades de golo, ficando o prémio do desperdício para os avançados Rui Miguel e Costé, que, dentro da área, em remates consecutivos, foram incapazes de desfeitear o guardião Bruno Veríssimo, que teve bastante trabalho na parte final da partida. O equilíbrio foi a nota dominante, originada pelo receio que uma equipa sentia pela outra. Apesar de não ter tido influência no resultado, o árbitro realizou um trabalho bastante irregular.

Horácio Gonçalves, treinador do Varzim: "Estivemos muito perto da vitória. Na segunda parte, comandámos o jogo e seria justo se tivéssemos vencido. Jogámos muito bem, com cabecinha, mas fomos infelizes na finalização"

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Atendendo às contingências da partida, não posso ser arrogante e dizer que o empate não me agrada. Agrada sim, porque é um ponto fora de casa e o campeonato é feito de pontos"
 

Se tirassem as balizas ninguém dava por elas
Em: "Póvoa Semanário" (www.povoasemanario.pt)    Por: André Veloso



Apesar de serem duas das melhores equipas da Liga de Honra e de estarem em campo bons interpretes, o jogo entre Varzim e Olhanense acabou por defraudar as expectativas

 


Dentro de um cabaz imaginário onde se juntam as razões que explicam o 11º lugar, estão factores como a azelhice, as más arbitragens e o azar que tem acompanhado o Varzim nas primeiras 13 jornadas do campeonato. Agora, temos de arranjar espaço para a falta de qualidade colectiva, sempre na perspectiva do rendimento individual. Se Eliseu joga bem, Cícero joga mal.

Se Cícero faz um grande jogo, Mendonça desaparece. Se os centrais parecem um relógio suíço, o guarda-redes falha ou vice-versa, enfim, poucas vezes se viu a qualidade de alguns jogadores aliar-se ao acerto colectivo. E isso poderá ter algumas explicações. Ou simplesmente ser uma coincidência.

A verdade é que o Varzim continua a ser superior aos adversários e apenas venceu três deles. Essa realidade poderia encostar a equipa à parede, no entanto, por incrível que pareça, o Varzim continua a apenas sete pontos dos lugares cimeiros e pode vencer o líder Beira Mar.

O Olhanense foi superior na 1ª parte e dominou as operações no meio campo, sob a batuta do esclarecido Sérgio Marquês. A jogar com um 4x3x3 diferente do utilizado por Horácio Gonçalves, já que Pepa e Toy estavam muitas vezes encostados na frente (e que bem foram anulados), Paulo Sérgio tinha em Vasco Matos o homem-chave nas trocas de bola pela ala direita, onde trabalhava com o lateral Jorge Vidigal. O equilíbrio foi grande na luta com o bravo Telmo e o estonteante Eliseu que, depois de efectuar um grande sprint, ofereceu o golo a Coste, mas este, colocado ao segundo poste, viu o guardião Bruno realizar uma grande defesa.

Ricardo não ficou atrás e evitou, por duas vezes, o golo algarvio, numa delas com um fantástico voo a parar uma bomba de Vasco Matos.
Apesar da muita chuva que caiu na Póvoa durante a semana, o relvado não impediu as equipas de jogar bom futebol e foi mesmo a incapacidade colectiva e os inúmeros passes falhados a ditar leis. O treinador Horácio Gonçalves fez então o que tinha a fazer, retirando do jogo a unidade menos produtiva no meio campo - Cícero - e colocando uma muleta – Rafael - para Eliseu rebentar em definitivo com o forte algarvio.

Quando o açoriano do Varzim conseguiu expulsar Vidigal, tudo parecia encaminhar-se para o regresso às vitórias mas o massacre à área do Olhanense não deu em nada.
Paulo Sérgio fechou a equipa para segurar o ponto. Horácio ainda colocou Rui Miguel no ataque e quase recebia um prémio nessa substituição. O avançado, por duas vezes na mesma jogada, fez o que tem sido habitual: falhou. Pelo meio, um golo anulado ao incansável Coste (em grande forma) e algumas decisões irritantes do árbitro. Depois, ninguém percebeu a saída de Coste e os adeptos cobraram isso ao seu técnico que já viveu melhores dias na relação com os varzinistas.

O empate aceita-se sem grande contestação. Ricardo estreou-se na baliza com uma frieza impressionante. Os quatro defesas estiveram quase perfeitos. O meio campo lutou mas pouco criou, mudando com a entrada de Rafael. Na frente Eliseu e Costé destacaram-se. E, já agora, Campinho esteve no banco…

Horácio Gonçalves, treinador do Varzim: "A 1ª parte foi equilibrada com alguma supremacia no meio campo do Olhanense. Na 2ª parte entrámos a dominar e a nossa vitória seria o resultado mais justo, mas fomos infelizes na finalização. Temos sido superiores em quase todos os jogos, com um caudal ofensivo muito forte e a equipa a jogar muito bem mas, como os jogadores dizem na brincadeira, é melhor trocar as redes. A sorte terá que virar um dia e não posso deixar esta equipa cair. Não tenho que dizer da defesa e do meio campo, que comanda os jogos ou pelo menos divide-os."
 

O Filme do Costume
Em: "A Voz da Póvoa" (www.vozdapovoa.com)

O Varzim e Olhanense empataram, num jogo que apenas teve um minuto de emoção, em cima do intervalo, quando os dois guarda-redes tiveram de se aplicar para manter as redes invioladas. Primeiro foi Ricardo a fazer a defesa da tarde, quando voou para desviar a bola, que se aprestava para entrar junto à barra, vinda do pé de Vasco Matos. Na resposta, foi o guardião algarvio que fez uma excelente mancha para suster um remate de Coste. De resto, assistiu-se a um futebol pastoso e previsível, muito jogado a meio campo, com um ligeiro ascendente dos algarvios na primeira parte e dos poveiros na segunda, principalmente depois de terem ficado em superioridade numérica devido à expulsão de Jorge Vidigal, a 25 minutos do fim.

Frente a um antagonista bem organizado e com um bom maestro como é Vasco Matos, o Varzim voltou a patentear pouca dinâmica ofensiva. A bola é endossada aos avançados, mas os médios e os laterais sobem pouco para criar desequilíbrios na defesa adversária. Eliseu teve algumas boas iniciativas, mas só tinha Coste, coberto pelos centrais, para cruzar. Por isso optou algumas vezes por remates de ângulo apertado com poucas possibilidades de êxito. Faltou aos restantes elementos da equipa da Póvoa imitarem Emanuel. Só o capitão parece ter dinâmica para jogar no terreno todo, num vai e vem constante, como exige o futebol moderno. Merecedor de elogios é também Ricardo, que se estreou neste campeonato. Embora com pouco trabalho, o jovem guarda-redes, formado nas escolas do clube, fez a defesa da tarde, esteve tranquilo e deu tranquilidade aos seus companheiros.
 

Poveiros alcançam mais um ponto
Em: www.varzim.pt

O encontro entre o Varzim, sem dúvida, umas das melhores equipas a praticar futebol na Liga de Honra e o Olhanense, o actual 4º classificado desta prova, terminou com um empate a zero. Um resultado que se justifica pela forma abnegada como as duas equipas se entregaram e disputaram o jogo. Faltaram os golos para enriquecer o encontro e animar os adeptos que, apesar da tarde chuvosa e fria, não deixaram de marcar presença no nosso estádio…

Num jogo bastante equilibrado e muito batalhado no centro do terreno, foram poucos os lances de perigo criados por ambas as equipas.

O Olhanense, sobretudo na 1ª parte, justificou com uma boa exibição o facto de se encontrar actualmente nos lugares cimeiros da tabela classificativa, sem no entanto conseguir superiorizar-se a um Varzim que, uma vez mais, deu provas de que merece muito mais do que um 11º lugar.

A segunda parte do jogo foi mais rica em iniciativas de ataque, principalmente, da equipa poveira que continua infeliz na concretização. Aos 68’, o Olhanense viu-se reduzido a 10 unidades, com a expulsão de Jorge Vidigal depois de ter travado em falta Eliseu, um dos jogadores que mais deu nas vistas no ataque alvinegro. Na sequência do livre, o Varzim conseguiu marcar, mas o golo foi anulado por fora de jogo.

Destaque para o jovem guarda-redes Ricardo que, ontem, realizou o seu primeiro jogo oficial desta época e o terceiro enquanto profissional do Varzim. Apesar de ter sido poucas vezes utilizado, Ricardo sobressaiu pela postura tranquila e pela segurança nas suas intervenções. A massa associativa não escondeu a sua satisfação ao ver como titular mais um atleta formado nas camadas jovens do Clube.



 

 

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