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[ Domingo, 06
de Novembro de 2005 ] |
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10.ª JORNADA -
II LIGA DE HONRA |
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OLHANENSE, 1 - PORTIMONENSE, 1 |
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Estádio José Arcanjo, em
Olhão
Árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria) |
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OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Lameirão (Calu, 45'), Paulo Sérgio, Anselmo e
Branquinho; Nicolas Alnoudji (Hugo Faria, 77'); Vasco Matos,
Sérgio Marquês e Hélder Costa (Ricardo Silva, 45'); Toy e Pepa; |
PORTIMONENSE:
Fouhami; Ricardo Pessoa, Rui Ribeiro, Filipe e Ruben (Marco
Abreu, 66'); Paulo Teixeira, Marinho e Luís Marques; Cavaco
(Welington, 66'), Serjão (Ronaldo, 81') e Artur Jorge Vicente; |
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TREINADOR:
Paulo Sérgio |
TREINADOR:
Diamantino Miranda |
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SNU: Tiago Martins
(GR), Évora, Ernesto e Filipe Azevedo |
SNU: Nuno Ricardo
(GR), Shuster, Carlos Gomes e Piojo |
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Amarelos:
Lameirão (19'), Hélder Costa (42'), Nicolas Alnoudji (64'),
Sérgio Marquês (73') e Calú (74') |
Amarelos:
Rui Ribeiro (05') e Luís Marques (30' e 38') |
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Vermelho:
Luís Marques (38') |
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GOLOS |
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1-0 por Toy (06', de g.p.) |
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1-1 por Marco Abreu (75') |
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OUTROS JOGOS DA JORNADA |
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OVARENSE |
1 |
BARREIRENSE |
0 |
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FEIRENSE |
2 |
LEIXÕES |
1 |
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MOREIRENSE |
0 |
VIZELA |
2 |
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VARZIM |
0 |
CHAVES |
0 |
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BEIRA-MAR |
2 |
AVES |
1 |
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SANTA CLARA |
3 |
GONDOMAR |
1 |
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MAIA |
0 |
ESTORIL-PRAIA |
0 |
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COVILHÃ |
1 |
MARCO |
0 |
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CLASSIFICAÇÃO |
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RECORTES DE IMPRENSA |
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Tinham menos um e pareceram mais
Em: "Record" (www.record.pt)
Por: Armando Alves |
A notável atitude revelada pelo Portimonense na segunda parte acabou
por traduzir-se num empate justo no duelo entre os vizinhos
algarvios. Os forasteiros, em inferioridade numérica e em
desvantagem no marcador, mostraram grande personalidade, detendo
claro domínio territorial – os dez homens até pareciam... 12 –, e
aproveitaram a falta de ambição dos locais.
Aos 5 minutos, o árbitro já tinha apontado por duas vezes para a
marca de grande penalidade. Lameirão e Rui Ribeiro jogaram a bola
com as mãos e os guarda-redes fizeram a diferença: Bruno Veríssimo
susteve o remate de Serjão – terceira defesa do guardião do
Olhanense em cinco “penalties”, esta época – e Fouhami nada pôde
perante Toy.
O Portimonense acusou o golpe e os homens da casa viveram o seu
melhor momento em todo o jogo, desperdiçando duas boas
oportunidades. Aos poucos, os forasteiros equilibraram e Artur Jorge
por pouco não fez o empate, antes de Luís Marques receber ordem de
expulsão.
Ao intervalo, Paulo Sérgio retirou os dois amarelados e a equipa
reentrou amorfa e também sem sorte – poderia ter feito o 2-0, por
três vezes, em contra-ataque. O Portimonense dominava e o empate
surgiu sem surpresa. Marco Abreu marcou à ex-equipa, num livre
desviado por um homem da barreira.
Benquerença, contestado pelos locais num lance entre Marinho e Toy
na área do Portimonense, não mostrou o amarelo a Lameirão no
primeiro “penalty”.
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Justiça a dois
tempos
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)
Por: Manuel Luís |
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No dérbi algarvio, o Portimonense
desperdiçou a oportunidade de ganhar vantagem no marcador logo aos
4', quando Serjão permitiu a Bruno Veríssimo defender uma grande
penalidade. Para piorar as coisas, Toy não desperdiçou uma
oportunidade idêntica - para o Olhanense... - e abriu o marcador da
marca de 11 metros, volvidos dois minutos.
Num jogo muito táctico e algo faltoso, coube ao Olhanense a maior
parte das oportunidades de golo, na sua maioria por Toy, que ainda
foi rasteirado na área, mas com Olegário Benquerença a não assinalar
mais um castigo máximo.
Sem se perceber porquê, até porque estavam em vantagem numérica,
devido à expulsão de Luís Marques, os pupilos de Paulo Sérgio
regressaram do intervalo apáticos. O técnico forasteiro foi mais
feliz nas substituições, cabendo ao ex-Olhanense Marco Abreu fazer o
golo do empate.
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Empatámos com uma certa dose de infelicidade. O golo do
adversário foi obtido num ressalto e o árbitro não nos assinalou uma
grande penalidade"
Diamantino Miranda, treinador do Portimonense:
"O empate foi bom e, mesmo com dez jogadores, o Portimonense
seria um justo vencedor. Falhámos um penálti e controlámos sempre o
jogo"
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Empate justo com início de
loucos...
Em: "Região
Sul" (www.regiao-sul.pt)
Por: Edgar Pires |
As mais de 6 mil pessoas que
acorreram, ontem, ao José Arcanjo para assistir a este derby
algarvio não esperavam, com certeza, o início inesperado, com dois
penáltis em cinco minutos. O Olhanense foi, então, o mais sortudo
mas, no segundo tempo, não teve arte para guardar a vitória,
deixando fugir três pontos e afastando-se da liderança da Liga de
Honra.
Ainda muitos procuravam o melhor assento, quando Olegário
Benquerença viu mão na bola de Lameirão, perto da linha lateral de
grande área (não mostrando amarelo por o lance não representar
grande perigo). Mas Serjão foi infeliz, rematou denunciado e
permitiu a defesa de Bruno Veríssimo (já um especialista em parar
grandes penalidades), tornando-o o primeiro herói da tarde.
Um minuto depois, para não ficar atrás, foi a vez de Rui Ribeiro
colocar a mão à bola que se dirigia à baliza de Fouhami. O árbitro
assinalou, e bem, grande penalidade, e Toy não enjeitou a
possibilidade, abrindo o marcador, para festa dos muitos milhares de
adeptos rubro-negros.
Com este começo de loucos, não houve sequer tempo para as equipas se
estudarem mutuamente. Paulo Sérgio colocou em campo um 4x4x2 nítido,
com Vasco Matos e Helder Costa nas alas do meio-campo, e a dupla
Toy/Pepa no ataque. O homólogo portimonense contrapunha com um
4x3x3: um meio-campo forte fisicamente e Artur Jorge e Cavaco a
desempenharem o papel de extremos.
O inesperado arranque da partida entusiasmou tudo e todos. Futebol
aberto, de parada e resposta. E depois de duas decisões acertadas,
também Olegário decidiu tornar o encontro mais emotivo: à passagem
dos 9', Toy partiu para jogada individual, entrou na grande área e
foi tocado por Marinho, mas o juiz de Leiria não sancionou o lance.
A partir de então, o jogo entrou no seu ritmo normal e muito
interessante, de parte a parte. O Portimonense detinha mais posse de
bola, atacava mais, procurava o empate; o Olhanense, por seu lado,
resguardava o seu meio-campo e apostava mais no contra-ataque.
Aos 26', Pepa rematou por cima, e aos 33', Artur Jorge Vicente não
conseguiu aproveitar um lance confuso na área, após centro de
Cavaco. Estes foram os dois lances mais notados até Luís Marques,
com alguma ingenuidade, decidir prejudicar a sua equipa, cometendo
uma falta estúpida a meio-campo.
Reduzida a dez jogadores antes do intervalo, o encontro parecia
destinado a sorrir aos visitados. Mas, após o reatamento (Paulo
Sérgio mudou a equipa, retirando os "amarelados"), o retrato do jogo
era surpreendente: os alvinegros começaram melhor e eram os
olhanenses que acusavam a ansiedade e o peso da liderança no
marcador.
Diamantino Miranda continuou a arriscar num meio-campo com dois
elementos (Marinho e Paulo Teixeira) e o "miolo" reforçado pelo
técnico da casa era incapaz de ganhar a posse de bola. Só a partir
do primeiro quarto de hora o conjunto de Olhão conseguiu "sacudir" a
pressão.
Mesmo com dez jogadores, o Portimonense equilibrou sempre o encontro
nos segundos 45 minutos, pese o facto de ao Olhanense terem
pertencido as melhores ocasiões, nomeadamente o duelo em dois actos
entre Sérgio Marquês e Fouhami (54' e 67') e a perdida de Ricardo
Silva, completamente isolado (70').
Mas aos 74', chegou um prémio para a entrega dos forasteiros
(raramente capazes de chegar ao último reduto contrário com perigo),
que bem podem agradecer à sorte: foi o seu único remate à baliza e a
bola batida por Marco Abreu foi desviada na barreira, enganando
Bruno Veríssimo.
A maior pressão do Olhanense nos últimos minutos revelou-se um mero
fogacho, com Ricardo Silva a rematar contra Filipe, com este deitado
no chão frente à baliza. A equipa da casa terminava o encontro sem
ter mostrado capacidade para segurar a vitória e o ponto ganho pelo
Portimonense premiou a atitude dos seus elementos.
Declarações
Paulo Sérgio viu "uma grande dose de felicidade" na forma como o
adversário empatou o encontro, "no único remate da segunda parte,
com a ajuda da barreira", colocando "enorme injustiça no resultado".
"Tivemos uma primeira parte bem conseguida, criámos algumas
situações e, no segundo tempo, contabilizámos mais quatro excelentes
ocasiões de golo. Mas a ineficácia foi maior", resumiu.
Porém, o técnico não foi nada meigo na análise à segunda parte da
sua equipa: "Simplesmente, deixámos de jogar. Não segurámos a bola
na frente e não produzimos o que tínhamos planeado. Faltou,
essencialmente, mobilidade e categoria para continuar a jogar como
na primeira parte. Os jogadores pareciam acomodados com o 1-0."
O treinador do Portimonense, Diamantino Miranda, viu um jogo
completamente diferente. "Foi um bom empate mas deveria ter ganho a
melhor equipa", disse. "Mesmo jogando com dez, seríamos justos
vencedores - fomos melhores em todas as vertentes e incidências de
jogo: fomos quem melhor jogou e quem mais oportunidades flagrantes
teve", sublinhou.
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Olhanense e Portimonense em grande
Em: "Barlavento" (www.barlavento.online.pt)
Por: António Martins |
O empate acabou por ser um
resultado justo, neste derby algarvio. A festa imperou nas bancadas
O derby Olhanense-Portimonense, a contar para a 10ª jornada da Liga
de Honra, não só não defraudou as expectativas como se revelou uma
verdadeira festa do futebol.
Logo após cinco minutos de jogo já havia dois penalties assinalados
pelo árbitro Olegário Benquerença, um falhado e outro marcado, dando
a garantia de que os minutos seguintes seriam de grande intensidade.
E foram!
Aos 9 minutos, outro lance, na área do Portimonense, parecia apontar
para novo penalty, mas o árbitro mandou seguir o jogo.
Ainda na primeira parte, já depois do golo do Olhanense (a tal
grande penalidade, marcada por Toy, aos 5 minutos), o portimonense
Luís Marques foi expulso por acumulação de cartões, o que parecia
deixar a equipa de Portimão em maus lençóis.
No entanto, a formação de Diamantino reapareceu bem e o empate
aconteceu mesmo na segunda parte (de livre apontado por Marco Abreu,
aos 74 minutos), mantendo-se até ao final.
Foi o suficiente para garantir a permanência dos dois clubes na
parte superior da tabela: o Olhanense no terceiro lugar, a dois
pontos do primeiro, Beira Mar, e o Portimonense no quinto lugar.
Nas bancadas, a festa foi feita pelas claques dos dois únicos clubes
algarvios a disputar os campeonatos profissionais. |
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Abreu marcou a ex-equipa
Empate justo entre vizinhos
Em: "Correio
da Manhã" (www.correiodamanha.pt)
Por: Carlos Farinha |
Viveram-se emoções fortes nos
primeiros minutos, com o árbitro Olegário Benquerença a assinalar
uma grande penalidade para cada lado, na sequência de lances em que
Lameirão e Rui Ribeiro usaram as mãos para jogar a bola. Serjão viu
Bruno Veríssimo defender (3’) e Toy (5’) não falhou.
Pouco depois (9’), um lance na área do Portimonense, entre Marinho e
Toy, deixou dúvidas, com Benquerença a mandar seguir, numa fase em
que os forasteiros pareciam aturdidos pelos acontecimentos dos
primeiros minutos. Aos poucos, porém, a turma de Diamantino Miranda
foi despertando para o jogo e Bruno Veríssimo evitou o empate, num
desvio de Artur Jorge.
A expulsão de Luís Marques (acumulação de amarelos) deixou a turma
de Portimão em situação complicada – a perder e com menos um – mas a
equipa surgiu muito bem no reatamento, perante um Olhanense
estranhamente retraído e sem chama, que só esporadicamente (embora
com perigo, diga-se) explorava o contra-ataque.
A coragem mostrada pelo Portimonense teve como prémio o empate, num
livre apontado por Marco Abreu (jogador do Olhanense na época
passada). A bola tabelou num elemento da barreira e Bruno Veríssimo
nada pôde fazer. |
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