[ Sábado, 22 de Outubro de 2005 ]

 

8.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 1 - BARREIRENSE, 1

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Paulo Paraty (AF Porto)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Anselmo, Lameirão e Branquinho; Calu (Pepa, 30') e Nicolas Alnoudji; Vasco Matos (Hugo Faria, 76'), Sérgio Marquês e Ricardo Silva; Filipe Azevedo (Ernesto, 64');

BARREIRENSE: Paulo Silva; Marco Airosa, Miguel Ângelo, Rodolfo e Pedro Duarte; Paulo Filipe (Hugo Machado, 80'), Mário Carlos, Marco e Marco Bicho; Moreira (Ayuk, 85') e Jairson (Hugo Morais, 74');

TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: Rui Bento

SNU: Tiago Martins (GR), Évora, Hélder Costa e Miranda

SNU: Pedro Cardoso (GR), Baltazar, Manuel do Carmo e Artur

Amarelo: Branquinho (51')

Amarelos:  Moreira (65'), Marco Bicho (70'), Mário Carlos (89') e Marco Airosa (90' + 04')

Vermelho: Anselmo (68')

 

GOLOS

0-1 por Hugo Morais (83')
1-1 por Ricardo Silva (87')
 
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 FEIRENSE 1  MARCO 1
 SANTA CLARA 0  ESTORIL-PRAIA 0
 VARZIM 2  AVES 1
 MOREIRENSE 0  PORTIMONENSE 2
 BEIRA-MAR 2  GONDOMAR 1
 MAIA 1  COVILHÃ 2
 CHAVES 0  VIZELA 2
 OVARENSE 0  LEIXÕES 1
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

Afectados pela síndroma da liderança
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires

O Olhanense empatou no sábado, em casa, com o Barreirense e permitiu que o Beira-Mar o igualasse no topo da Liga de Honra, ambos com 17 pontos. A equipa algarvia pareceu afectada com a responsabilidade inerente à liderança isolada, síndroma que acabou por impedir a vitória.

As duas equipas apresentaram estratégias tácticas semelhantes, mas a disposição ofensiva pertenceu sempre aos locais. Rui Bento optou por uma equipa clássica de contra-ataque, tentando que os seus jogadores aproveitassem, com rapidez, as perdas de bola e o balanceamento atacante dos rubro-negros.

Ricardo Silva e Vasco Matos eram as principais figuras, coordenando o jogo ofensivo. Mas Filipe Azevedo estava em dia-não, perdendo muitas vezes a bola. Foi dele também o lance mais perigoso do Olhanense, na primeira parte, quando, aos 33', atirou ao lado, após centro rasteiro de Ricardo Silva.

Então, já o Olhanense tinha mudado de esquema, optando por um claro 4x4x2, com a saída de Calu e Pepa a juntar-se a Filipe Azevedo. Nos primeiros 45 minutos, o Barreirense não teve um único remate perigoso mas até deve queixar-se do árbitro, que não assinalou um penálti por falta sobre Moreira (38').

O segundo tempo mostrou mais do mesmo. O Olhanense atacava bastante, porém sem criatividade ou inteligência para ultrapassar a equipa do Barreiro. E Anselmo, de forma infantil, prejudicou a sua equipa ao convidar o árbitro a expulsá-lo (após ter ganho uma falta a Moreira, agrediu-o).

Mesmo a jogar com 10, os comandados de Paulo Sérgio não largaram o domínio territorial, aparentemente consentido pelo Barreirense. Os visitantes aproveitaram os espaços da defesa local e, aos 71', Jairson correu quilómetros, surgiu isolado, mas falhou de forma escandalosa.

A jogar em contra-ataque, o Barreirense chegou ao golo aos 83', por Hugo Morais, aproveitando uma confusão na grande área dos locais. Mas o Olhanense teve tempo para um último fôlego, quatro minutos depois, com Ricardo Silva a responder de primeira a um passe de cabeça de Pepa, igualando a partida.

Paulo Sérgio, o treinador do Olhanense, "corremos muitos riscos neste jogo. Enquanto o Barreirense apostou na contenção, nós apostámos no ataque. Temos na estatística uma dezena de remates perigosos, mas não enquadrados na baliza adversária. Depois do golo deles, tivemos uma reacção espectacular e o golo impediu um resultado injusto".

Para o técnico do Barreirense, Rui Bento, "a equipa cumpriu a estratégia pedida. Defendemos bem, de forma equilibrada, para controlar o jogo. Marcámos o golo e, depois, numa das poucas falhas que tivemos, fomos castigados com um tento. Soube a pouco...".
 

Castigo em dois actos
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: Manuel Luís


Um golo de Ricardo Silva, nos minutos finais do jogo, salvou o líder da Liga de Honra de uma derrota que seria demasiado castigadora para o domínio (consentido) que os algarvios exerceram sobre um Barreirense tacticamente (quase) perfeito, quer a defender quer na arte de contra-atacar.

O Olhanense entrou na partida a demonstrar que queria somar os três pontos, enquanto a equipa de Rui Bento não escondia os seus intuitos de contenção - fez o primeiro remate à baliza adversária só aos 31´.

A história do jogo começou a ser colorida numa grande confusão na grande área do Olhanense, com Hugo Morais a rematar certeiro. Contudo, o inevitável Ricardo Silva (melhor marcador da formação algarvia) empatou, ao corresponder de forma eficaz a um passe de cabeça de Pepa.


Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Foi um jogo difícil, já que o Barreirense veio com uma estratégia de contenção a meio-campo. Falhámos algumas oportunidades e conseguimos reagir à injustiça do marcador. Amealhámos mais um ponto importante para os nossos objectivos de manutenção"

Rui Bento, treinador do Barreirense: "Defendemos bem e tentámos aproveitar o adiantamento do Olhanense. Conseguimos atingir os nossos objectivos na maior parte do tempo, mas falhámos nos últimos dez minutos"
 

VISITANTES ATREVIDOS ESTIVERAM A GANHAR
Líder evita derrota bem perto do fim
Em: "Record" (www.record.pt)    Por: Armando Alves


O líder empatou em casa, mas o resultado até nem foi mau para os algarvios, atendendo às incidências da partida: faltou inspiração, o adversário criou imensas dificuldades e o central Anselmo complicou ainda mais as coisas ao agredir um adversário (Moreira) a meio da segunda parte.

Reduzida a 10, a equipa de Olhão sofreu 1 golo – o primeiro do Barreirense em terreno alheio –, mas conseguiu evitar a primeira derrota em casa, numa bonita jogada concluída por Ricardo Silva. O Olhanense esteve melhor na primeira parte e, sem praticar um futebol por aí além, dispôs de três ocasiões claras de golo, perante um Barreirense bem organizado na defesa e de quando em vez perigoso no contra-ataque.

Depois do descanso a qualidade do futebol praticado pelo Olhanense decaiu, à medida que o Barreirense se mostrava mais atrevido e mesmo antes do 0-1 já os forasteiros haviam produzido dois lances que, por pouco, não resultaram em golo.

A perder a poucos minutos do fim, o Olhanense acabou por ter, ao cair do pano, a pontinha de sorte que lhe faltou na primeira parte, conseguindo um empate justo, que premeia, sobretudo, a atitude do Barreirense.
 

BARREIRENSE, BEM ORGANIZADO
DEFENSIVAMENTE, ESTEVE QUASE A SURPREENDER O LÍDER
Bomba deixa Olhão em delírio
Em: "Região Sul" (www.abola.pt)    Por: João José Pedro

 
 

 

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