[ Domingo, 18 de Setembro de 2005 ]

 

4.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 2 - MARCO, 1

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Paulo Sérgio (Toy, 54'), Lameirão e Miranda (Branquinho, 82'); Alnoudji; Vasco Matos, Sérgio Marquês e Bragança (Hugo Faria, 70'); Ricardo Silva e Filipe Azevedo;

MARCO: Celso; Albertino, Pedro Ribeiro, Bruno Ferraz e Miguel; Filipe Fernandes, Thiago Polieri (Ico, 70') e Ferreira; Vieirinha, Lary (Matheus, 79') e Chiquinho (André Oliveira, 53');

TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: Moura da Costa

SNU: Tiago Martins (GR), Hugo Évora, Calu e Pepa

SNU: Ricardo (GR), Gonzalo, Helder Calviño e João Filipe

Amarelos: Jorge Vidigal (23') e Miranda (71')

Amarelos: Thiago Polieri (40'), Miguel (60'), Filipe Fernandes (73') e Bruno Ferraz (90+02')

  Vermelho: Pedro Ribeiro (50')

GOLOS

0-1 por Vieirinha (29')
1-1 por Ricardo Silva (74', de g.p.)
2-1 por Ricardo Silva (87')
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 PORTIMONENSE 2  BARREIRENSE 0
 VARZIM 1  ESTORIL-PRAIA 0
 AVES 3  VIZELA 2
 CHAVES 1  GONDOMAR 1
 MOREIRENSE 1  LEIXÕES 1
 BEIRA-MAR 2  COVILHÃ 0
 SANTA CLARA 2  FEIRENSE 2
 OVARENSE 4  MAIA 4
 

CLASSIFICAÇÃO

 

RECORTES DE IMPRENSA

GANHAR SEM MERECER
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)   Por: Edgar Pires


Ricardo Silva e Vasco Matos foram as grandes figuras da tarde de ontem, pois estiveram ambos nos dois golos que deram a primeira vitória caseira do Olhanense nesta Liga de Honra 2004/2005, com um travo a injustiça, pois o Marco nunca demonstrou ser inferior aos algarvios.

Durante a primeira parte, o futebol praticado foi sofrível e o Olhanense parecia ter sido afectado pelo jogo-soporífero do Marco, que, dando o domínio aparente aos elementos da casa, controlava sabiamente o jogo, com investidas certeiras em contra-ataque. Numa dessas jogadas, Vieirinha surgiu à entrada da área, trabalhou bem o lance (fintando Paulo Sérgio), e atirou a contar.

Os rubro-negros pareciam querer colocar os seus adeptos com os nervos à flor da pele. E no minuto seguinte ao golo, Ferreira falhou o 0-2, com uma bela "mancha" de Bruno Veríssimo, que evitou nova mudança no marcador. Da parte dos locais, até ao intervalo, nada a assinalar.

No segundo tempo, o Marco - que parecia preparado para ir em busca de novo golo - teve de recuar nas suas intenções, pois logo aos 50' ficou reduzido a dez unidades, por expulsão justa de Pedro Ribeiro (parou Ricardo Silva em falta, quando este seguia isolado...). Na sequência do lance, Jorge Vidigal atirou por cima.

Quem pensasse que o Olhanense ia ganhar novo entusiasmo, enganou-se. Paulo Sérgio arriscou logo um 3x3x4 mas, mesmo com muitas unidades ofensivas e o adversário com menos um, nunca os elementos da casa tiveram capacidade para ultrapassar a defensiva contrária.

O Marco revelou uma grande sagacidade táctica e nunca deixou de procurar o 0-2 mas aos 73', após cruzamento de Vasco Matos, Filipe Fernandes jogou de forma ingénua a mão à bola dentro da área, permitindo a Ricardo Silva empatar.

A partida prosseguiu na mesma toada, com os marcoenses bem mais fortes: Vieirinha marcou mas o auxiliar assinalou fora-de-jogo (num lance que merece benefício da dúvida) e, alguns minutos depois, Ico atirou uma bola à barra.

De forma injusta, a três minutos do apito final, em contra-ataque, Vasco Matos serviu Ricardo Silva em corrida, este ultrapassou o último defesa contrário e, só perante Celso, não teve dificuldades em fazer o 2-1, garantindo mais três pontos ao Olhanense (clube pelo qual, anunciou no final do jogo, deverá renovar por mais três anos).

O adjunto de Paulo Sérgio, Hélder Rocha, considerou a vitória justa: "Ganhámos a um candidato à subida e penso que isso deve realçar a nossa merecida vitória. Reconheço que não foi um jogo do agrado do público, tendo em conta o futebol que temos praticado nos últimos anos, mas precisamos do seu apoio em todos os momentos", enfatizou.

Moura da Costa dirigiu muitas críticas à equipa de arbitragem. "É uma derrota que custa muito a digerir. Marcámos três golos e só um foi validado; o penálti do 1-1 não existe, tenho a certeza absoluta - não merecíamos este resultado. Em jogo jogado, controlámos e desperdiçámos as melhores ocasiões", frisou.
 

RICARDO SILVA DETERMINANTE
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Manuel Luís


A equipa do Olhanense teve de suar bastante e beneficiar de uma boa dose de sorte para conseguir derrotar o Marco. A formação da casa começou melhor, com um remate fora do alvo de Ricardo Silva, que, no entanto, haveria de assinar os dois golos vitoriosos da equipa algarvia.

Com um jogo afunilado e sem fazer uso dos flancos, o conjunto liderado por Paulo Sérgio só não foi para intervalo a perder por duas bolas porque, logo a seguir ao golo de Vieirinha, Bruno Veríssimo fez a mancha perfeita ao isolado Ferreira. A segunda metade do jogo ficou marcada pela expulsão de Pedro Ribeiro, por um penálti correctamente assinalado a favor do Olhanense, um segundo golo invalidado ao Marco, um disparo de Ico ao travessão e um lance passível de grande penalidade - e, claro, pelo tento final de Ricardo Silva.

Hélder Rocha, treinador-adjunto do Olhanense:
"Não foi um jogo agradável para os adeptos, mas é preciso não esquecer que defrontámos um candidato à subida."

Mora da Costa, treinador do Marco:
"Marcámos três golos, fizemos a segunda parte com menos um jogador, sofremos um golo de grande penalidade - inexistente - e não nos foi concedido um penálti."
 

BRUNO PAIXÃO CRITICADO PELOS VISITANTES
Ricardo "vira" com sorte

Em: "Record" (www.record.pt)   Por: José Mealha


Um "bis" de Ricardo Silva valeu ao Olhanense o primeiro triunfo da época em casa. Êxito suado e feliz, diante de uma equipa do Marco que exerceu claro domínio em largos períodos, sobretudo na primeira parte.

O melhor futebol dos forasteiros teve como prémio o golo de Vieirinha e, ao intervalo, o resultado espelhava com rigor a diferença de capacidade revelada pelas duas equipas.

No reatamento o Olhanense surgiu mais afoito, mas o Marco, mesmo reduzido a dez, poderia ter feito o 2-1 (Ico rematou à barra).

Bem na expulsão de Bruno Ferraz e no "penalty" assinalado, Bruno Paixão deixou dúvidas noutros lances, sobretudo num golo anulado ao Marco, ouvindo muitos protestos dos forasteiros.
 
 


A claque forasteira voltou a marcar presença, tal como na época passada

 

 

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