[ Domingo, 28 de Agosto de 2005 ]

 

2.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 3 - MAIA, 3

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: António Costa (AF Setúbal)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Évora e Miranda (Bragança, 70'); Calu (Hugo Faria, 75'); Ernesto, Sérgio Marquês e Vasco Matos (Anselmo, 67'); Toy e Ricardo Silva;

MAIA: Miguel; Alex Garcia, Abadito, Selmo Lima e Hugo Luz; Anderson (Nuno Silva, 87'), Cuco e Topas; Neto (David, 62'), Marcão e Artur Futre (Cássio, 62');

TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: Ferreirinha

SNU: Cândido (GR), Branquinho, Hélder Costa e Pepa

SNU: Pedro (GR), Pedro Nuno, João Araújo e Saramago

Amarelos: Bruno Veríssimo (10')

Amarelos: Abadito (54') e Hugo Luz (90')

GOLOS

0-1 por Évora (35'), N.P.B.
1-1 por Toy (39')
2-1 por Jorge Vidigal (46')
2-2 por David (68')
3-2 por Jorge Vidigal (81')
3-3 por Topas (90' + 03')
 
 

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> AS PRIMEIRAS IMAGENS DA ÉPOCA > O DIA INFELIZ DE ÉVORA
> ALGUMAS FASES DA PARTIDA > O DIA FELIZ DE VIDIGAL
   

PÁGINA OFICIAL

 

A página oficial do nosso clube disponibilizou as imagens da entrega dos prémios do jornal do clube referentes à época passada (que decorreu antes do início da partida), assim como um vídeo da grande penalidade defendida por Bruno Veríssimo nesta SECÇÃO.

 

COMENTÁRIO AO JOGO

 

O primeiro jogo oficial da época em Olhão foi bastante emotivo, com muitos golos e alternância no marcador. Estes são motivos motivos suficientes para alegrar um espectador "imparcial", mas provavelmente não para os adeptos rubro-negros, que viram a sua equipa deixar fugir a vitória nos últimos instantes de um jogo que estiveram onde estiveram na dianteira do marcador por duas vezes.

Apesar do ascendente inicial do Olhanense, foi o Maia a dispôr da primeira grande ocasião, quando o árbitro assinalou uma grande penalidade a seu favor. O castigo máximo foi, provavelmente, bem aplicado, numa daquelas já clássicas situações em que o guarda-redes tenta chegar à bola e não pode deixar de tocar no adversário, que se aproveita do contacto para cair. O único senão é que o atacante forasteiro estava, também muito provavelmente, "fora-de-jogo" nessa mesma jogaga. Escreveu-se direito por linhas tortas, pois Bruno Veríssimo defendeu mais uma grande penalidade ao serviço do Olhanense. A segunda em duas jornadas disputadas. E já na época passada, na última jornada, frente ao mesmo adversário, havia defendido uma.

Os rubro-negros voltaram a demonstrar ascendência atacante no jogo, mas seria o Maia a chegar ao golo. Num lance infeliz, Évora introduziu a bola na própria baliza na sequência de um cruzamento tenso, quando tentava afastar o perigo.

Os homens de Paulo Sérgio não desisitiram e Toy, de cabeça, repôs a igualdade ainda antes do intervalo. Praticamente no regresso das cabines, Jorge Vidigal marca um dos seus típicos "golaços", na transformação de um livre directo em zona frontal (mas ainda algo distante da grande área adversária).

O Maia alargou a fente de ataque, e o "mister" rubro-negro responderia com a entrada de mais um central, o que não poderia ter resultado pior. O Olhanense até esteve bastante perto do 3-1, mas na resposta de uma oportunidade perdida de forma flagrante, Anselmo e Évora falharam clamorosamente e esse mesmo contra-ataque resultaria no empate.

Paulo Sérgio fez entrar dois atletas jovens e "frescos", Bragança e Faria, o que acabou por resultar no terceiro golo. Após boa jogada do esquerdino Bragança na direita com Ernesto, este colocou o esférico à mercê do potente remate de primeira de Jorge Vidigal, à entrada da grande área. Um "golaço", para novo delírio dos seus vários familiares presentes.

Até final o Olhanense ainda dispôs de ocasiões para aumentar a vantagem, e uma vitória sofrida - porém justa - parecia já não escapar... mas acabou mesmo por escapar. Numa boa jogada de contra-ataque, Ricardo Silva consegue isolar-se, fintar o guardião adversário, mas depois já não teve forças para conseguir o remate vitorioso. Na jogada de resposta, que seria mesmo a última do desafio, a defensiva rubro-negra comete uma falta desnecessária sobre o seu lado esquerdo e, na marcação da mesma, o atleta nortenho Topas arranca um "tiraço" que desta feita nem Bruno Veríssimo conseguiu defender, repondo a igualdade no marcador.

Poucos segundos após o Olhanense recolocar a bola em jogo, o árbitro dá por finalizada a partida.

 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 PORTIMONENSE 0  LEIXÕES 0
 VARZIM 1  COVILHÃ 2
 OVARENSE 1  SANTA CLARA 1
 BARREIRENSE 1  VIZELA 1
 MOREIRENSE 1  MARCO 1
 BEIRA-MAR 1  FEIRENSE 0
 AVES 2  GONDOMAR 0
 CHAVES 1  ESTORIL-PRAIA 3
 
 
 

RECORTES DE IMPRENSA

VISITANTES EMPATAM AO CAIR DO PANO
Grandes golos animam a tarde

Em: "Record" (www.record.pt)


Os golos foram o melhor de um jogo de fraca qualidade, com o Olhanense a poder lamentar-se de um tento sofrido nas compensações, que estabeleceu o resultado final, quando momentos antes Ricardo Silva havia desperdiçado a possibilidade do 4-2.

O guarda-redes da turma de Olhão, Bruno Veríssimo, defendeu (11') a segunda grande penalidade em duas jornadas, detendo com os pés o remate de Alex Garcia, enquanto o seu companheiro Jorge Vidigal marcou dois grandes golos em pontapés de longe, sendo imitado por Topas no último minuto da partida, após erro de Évora.

Arbitragem razoável.
 

VIDIGOLO IMPOTENTE
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)


Dois portentosos golos de Vidigal não chegaram para que os leões de Olhão se colassem à liderança do campeonato. O Olhanense teve o "pássaro na mão" e deixou-o fugir no último segundo do jogo: poucos momentos antes do empate maiato, Ricardo Silva, só com o guardião forasteiro pela frente, não teve a frieza suficiente para fazer o quarto golo.

Debaixo de um calor intenso, não se assistiu a uma boa partida de futebol, mas deu para quase tudo. Bruno Veríssimo defendeu uma grande penalidade na sequência de um fora-de-jogo não assinalado; quanto a Évora, com um autogolo e o livre que deu o empate ao adversário, mais pareceu um avançado forasteiro do que um defesa da casa.

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Tivemos duas ocasiões para fazer o quarto golo. Numa desatenção, sofremos o empate no último segundo".

Ferreirinha, treinador do Maia: "Parabéns à minha equipa, que teve uma grande atitude. Foi um grande jogo e o resultado foi justo".

 

"Bombas" de "Vidigol" não evitaram empate
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)


Grandes golos marcaram a tarde de ontem em Olhão, num jogo cuja segunda parte se revelou muito emocionante, acabando por ser decidido no último lance do encontro, com um empate que impossibilitou o Olhanense de ascender à liderança da Liga de Honra.

Após uns primeiros minutos relativamente mexidos, aos 10' a partida atingiu o seu primeiro pico de emoção. Bruno Veríssimo cometeu um penálti mas redimiu-se de seguida, defendendo com os pés o remate de Alex Garcia (segunda grande penalidade defendida esta época, depois de, em Santa Maria da Feira, na 1.ª jornada, ter parado o polémico penálti com que a partida terminou...).

O encontro decresceu de emotividade, com o Olhanense a ver desperdiçadas algumas oportunidades, por intermédio de Toy e Ricardo Silva (dois "motores" do ataque dos da casa). A dez minutos do intervalo, o Maia chegou à vantagem, com um centro de Topas a ser desviado para a sua própria baliza, de forma infeliz, por Évora. Mas pouco tempo depois, Toy restabeleceu a igualdade, cabeceando sozinho dentro da grande área após livre marcado por Vasco Matos.

Logo no início do segundo tempo, Jorge Vidigal consumou a reviravolta, com uma "bomba" de livre directo. Este golo deu o mote para um domínio declarado do Olhanense, embora sem conseguir construir grandes oportunidades, já que o Maia opunha uma excelente barreira defensiva.

Paulo Sérgio optou, aos 66', por trocar Vasco Matos por Anselmo, mas a troca, para a colocar a equipa com três centrais, revelar-se-ia aziaga. Num dos lances seguintes, o brasileiro e Évora falharam o corte e David, acabado de entrar, não falhou, isolado perante Bruno Veríssimo.

Sem grandes oportunidades, o jogo estava emotivo. Mas o Olhanense revelava muitas dificuldades para penetrar na área do Maia, que bloqueava todas as iniciativas atacantes algarvias. Acabaria por ser "Vidigol", com novo tiro fantástico do meio da rua, a colocar o marcador em 3-2.

Praticamente convictos da vitória, os adeptos da casa já pensavam na liderança. Mas os minutos de compensação foram como um balde de água fria. Ricardo Silva, numa grande jogada, revelou-se demasiado egoísta e, já sem forças, quis fazer tudo e desperdiçou um golo fácil, com Toy completamente isolado.

No último minuto e no último lance do jogo, após uma jogada disputada no último terço defensivo do Maia, a bola chegou em contra-ataque ao outro lado do campo, com Évora a cometer uma falta de forma infantil perto do bico esquerdo da sua grande área. Topas não se fez rogado e encerrou o encontro com outro grande golo...

"Aceito este resultado, mas não o considero justo, devido às muitas oportunidades que criámos. Falhámos muitos golos e, no último minuto, cometemos uma falta que revelou enorme desconcentração. Acho que fomos lentos nas transições defensivas e deixámos o Maia jogar em demasia", explicou Paulo Sérgio, na análise à partida.

Para Ferreirinha, "a produção das duas equipas justifica este resultado. Estou satisfeito com a atitude, coragem, determinação e trabalho da minha equipa".
 

 

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