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in "Record"
(www.record.pt)
ALGARVIOS JOGAM MAL E SÃO CASTIGADOS
Um golo pouco visto num filme repetido
Autores: A.A. e L.S.
O Felgueiras deu um passo de gigante na luta pela permanência, ao
ganhar em Olhão, num jogo em que a equipa da casa, a rubricar uma
decepcionante segunda volta, voltou a produzir uma exibição muito
pobre.
Um golo de canto directo, com culpas para Bruno Veríssimo, foi a
única nota de relevo de uma primeira hora de péssima qualidade. O
Olhanense procurou reagir mas o melhor que conseguiu foi assustar
Pedro, em remates ao lado de Sérgio Marquês e Rui Loja.
Os locais viveram o seu melhor período no início da segunda parte,
perdendo várias oportunidades, muito por força da acção de Vasco
Matos e Edu, mas a lesão deste, deixando o Olhanense reduzido a dez
unidades (Paulo Sérgio já esgotara as substituições), retirou
capacidade ofensiva ao conjunto e o Felgueiras pôde, a partir daí,
gerir com menos sobressaltos o resultado. |
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in "Região Sul"
(www.regiao-sul.pt)
A seis pontos da "zona negra"
Autor: Edgar Pires
Matematicamente, a derrota de ontem, em casa, trouxe maiores
aflições para o Olhanense, que ainda não está completamente livre
das contas finais da descida à II Divisão B, uma vez que só seis
pontos o distam do 16.º lugar, curiosamente ocupado pelo
Portimonense, em 12 pontos possíveis, nesta competitiva Liga de
Honra.
Aliás, o Olhanense teve o prémio merecido pois foi incapaz de
mostrar arte e engenho para ultrapassar a bem formada defesa
duriense. Aliás, os nortenhos, apesar da forte crise financeira,
estão a discutir até ao fim a permanência na prova, o que não deixa
de ser louvável.
Em Olhão, a turma de Lima Pereira revelou-se mais serena,
aproveitando a incapacidade dos rubro-negros. Miguel Lima Pereira
abriu o marcador aos 23', num canto directo com culpas para Bruno
Veríssimo (traído pelo vento), e só à passagem da meia hora os
algarvios remataram pela primeira vez: Sérgio Marquês atirou perto
do poste direito.
Os forasteiros evidenciavam calma e organização, perante o jogo
confuso do conjunto de Paulo Sérgio, que só voltou a criar perigo à
beira do intervalo, por Rui Loja. O técnico mexeu no conjunto e,
após o reatamento, o Olhanense teve o seu melhor período, marcado
por um lance de golo, anulado a Filipe Azevedo por fora-de-jogo.
Mas foi sol de pouca dura. A saída de Edu (já sem substituições por
fazer), por lesão, prejudicou os locais, que perderam capacidade
ofensiva, ao passo que o Felgueiras ganhou maior motivação, gerindo
o resultado até final e criando mais ocasiões: Bruno Veríssimo e o
poste salvaram o Olhanense de um resultado ainda mais negativo.
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense, referiu: "Fizemos o suficiente
para vencer, reagimos ao golo e tivemos ocasiões suficientes para
vencer, mas não fomos felizes, tal como a arbitragem. Tem faltado
sorte na segunda volta."
Lima Pereira, técnico do Felgueiras,
afirmou: "Foi um jogo desgastante e sofrido, sendo o nosso objectivo
atingido, embora o Olhanense também pudesse ter marcado." |