[ 11 de Abril de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA

OLHANENSE, 2 - ESPINHO, 0

in "Record" (www.record.pt)
ALGARVIOS MAIS ESCLARECIDOS EM PÉSSIMO JOGO: Vitória do menos mau

Autor: A.A. e L.S.

Um golo a abrir – “frango” de Tó Ferreira – e outro já na recta final da partida deram ao Olhanense um triunfo importante, que deixa a equipa com a permanência na Liga de Honra praticamente garantida, num jogo marcado pela péssima qualidade do futebol exibido pelos dois conjuntos.

A bola foi muito maltratada e viveram-se vários momentos de autêntico pontapé para a frente, sem nexo, mas, no meio de um quadro de mediocridade geral, os algarvios valeram-se de um maior acerto defensivo e de mais lucidez nas acções ofensivas para marcarem a diferença a seu favor.

O Sp. Espinho até reagiu bem a uma falha do seu guarda-redes, num pontapé de longa distância de Jorge Vidigal, com Quim a surgir isolado e a rematar torto, mas daí até final só por mais uma vez – de novo num desvio defeituoso de Quim – os tigres voltaram a criar perigo, o que diz bem da incapacidade demonstrada pela turma forasteira.

Na pior fase do jogo entrou Toy, que animou as hostes locais e teve participação decisiva no lance do 2-0 (cruzamento bem medido), o qual desfez as dúvidas quanto ao vencedor.

O árbitro esteve ao nível da partida, sendo o seu maior erro a não marcação de um “penalty” contra o Sp. Espinho, num derrube de Correia a Nauzet.

in "Agência Lusa" (www.lusa.pt)
Autor: JMP

Ao ganhar hoje em casa por 2-0, o Olhanense colocou hoje o Espinho (15º) em sérias dificuldades para se manter na Liga de Honra, num jogo muito desigual em matéria de qualidade, dominado pelos anfitriões.

No primeiro tempo, o golo de Filipe Azevedo - uma fífia do guardião nortenho Tó Ferreira-, logo aos dois minutos, compensou o maior esforço atacante dos homens da casa, que nos primeiros 20 minutos tiveram soberbas oportunidades de golo e puseram o Espinho a jogar em contra-ataque.

A meio da primeira parte, a equipa nortenha teve algumas oportunidades perdidas, sobretudo devido ao maior peso atacante do Olhanense, mas os primeiros 45 minutos terminaram, de novo, com múltiplas perdidas dos atacantes algarvios, com destaque para uma bola de Nauzé, que Filipe Azevedo não consegue alcançar, à boca da baliza.

No segundo tempo a qualidade decresceu tremendamente, com as duas equipas a parecerem conformadas com o resultado, com excepção do excelente lance de golo, concretizado por Nauzet à boca da baliza, após cruzamento do recém entrado Toy, que de resto espevitou o ataque do tranquilo Olhanense, nono classificado.

in "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)
"Frango" de entrada...
Autor: Edgar Pires

Frente ao Sp. Espinho, o Olhanense conquistou três pontos que deverão valer, ainda que não matematicamente, a permanência na Liga de Honra, pois os oito pontos em relação à linha-d'água dificilmente serão recuperáveis pelos adversários posicionados mais abaixo na tabela.

Num jogo fraco e mal jogado, os algarvios entraram "a matar" e, com a ajuda de Tó Ferreira (um "frango"), Jorge Vidigal inaugurou o marcador, com um remate de fora de área, lance imediatamente posterior a um cabeceamento fraco de Rui Loja. Por alguns momentos, o nervosismo da defensiva espinhense originou diversos calafrios na sua área.

O Sp. Espinho reagiu - Quim e André Cunha remataram com perigo - mas nunca manifestou força suficiente para dar a volta "ao texto". O Olhanense, sem jogar bom futebol, foi sempre mais sólido durante os primeiros 45 minutos, com Rui Loja envolvido em dois lances de perigo: um livre defendido por Tó Ferreira e uma tentativa de chapéu.

Após o reatamento, assistiu-se a 20 minutos de autêntica nulidade futebolística: dois conjuntos aos "repelões" e a bola pontapeada de trás para a frente entre os dois meios-campos. As entradas de Toy e Carlos Manuel trouxeram maior dinâmica à partida, acordando os adormecidos colegas.

Após Toy e Filipe Azevedo terem desperdiçado o 2-0, Nauzet acorreu a um cruzamento rasteiro do elemento vindo do banco (bom trabalho na esquerda), decidindo de vez o encontro... e também qualquer réstia de ver mais futebol - até ao final, nada de importante sucedeu.

"Foi uma vitória justa e muito importante, num jogo muito difícil, porque defrontámos um adversário de valor. Com estes pontos, ficamos mais tranquilos em relação ao futuro", disse Hélder Rocha, treinador-adjunto do Olhanense. Quanto a Bruno Cardoso, reconheceu "que o jogo não foi bom": "Não sei se foi do calor, da viagem ou da noite mal dormida, mas não estivemos ao nosso nível - o Olhanense aproveitou os nossos erros", acrescentou.

in "O Jogo" (www.ojogo.pt)
Deserto de ideias... com golos
Autor: MANUEL LUÍS

Um golo de Jorge Vidigal - logo aos três minutos de jogo - e outro de Nauzet (75') foram suficientes para que o Olhanense derrotasse, ontem à tarde, no Estádio José Arcanjo, um aflito Espinho, a lutar pela "sobrevivência". Num jogo sonolento e trapalhão, principalmente na segunda parte, a turma da casa acabou por vencer, fruto da maior eficácia e contando também com a preciosa ajuda do guardião dos "tigres", Tó Ferreira, mal batido no lance do tento inaugural.

Num jogo de nervos para os forasteiros, os avançados do Olhanense, Filipe Azevedo e Rui Loja, não souberam aproveitar a constante tremedura da defensiva espinhense, enquanto, do outro lado, André Cunha e Quim se revelaram insuficientes para alterar o rumo do encontro.

Hélder Rocha, treinador-adjunto do Olhanense:
"Foi uma vitória justa, num jogo fraco, porque acusámos um pouco a responsabilidade de conseguirmos uma vitória, que sabíamos ser muito importante para o nosso futuro. Merecemos uma classificação diferente da actual"

Bruno Cardoso, treinador do Espinho:
"Ao contrário do que tem acontecido, fizemos um mau jogo. Não sei se foi do calor, da viagem ou porque dormimos mal. Não podemos cometer erros destes - vou falar com os jogadores para que não se repitam. Não podemos perder a tranquilidade por estarmos em zona de despromoção"

 

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