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RECORTES DE IMPRENSA
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OLHANENSE, 1 - OVARENSE, 0 |
in "Record"
(www.record.pt)
ALGARVIOS DESPERDIÇARAM MUITO E SÓ MARCARAM DE "PENALTY"
Como é difícil fazer golo
Autores: Armando Alves e Lígia Sousa |
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A equipa do Olhanense voltou ontem às vitórias, após cinco jogos de
"jejum", mas precisou de uma grande penalidade muito contestada
pelos homens de Ovar para chegar a um triunfo que teria sido obtido
com facilidade acaso houvesse um pouco mais de acerto na
finalização.
Oportunidades não faltaram, sobretudo na primeira parte. Sem
produzir uma exibição brilhante, longe disso – o péssimo estado do
relvado também não ajuda... – os algarvios construíram situações
suficientes para deixarem a questão resolvida bem cedo. Mas nunca
atinaram com a baliza...
Evilar, mais tarde "réu", seria o salvador dos homens de Ovar na
meia hora inicial: o central evitou, com um corte precioso, que um
remate de Ricardo Silva tivesse êxito e mais tarde opôs-se por duas
vezes a disparos sucessivos de Filipe Azevedo, na sequência do único
erro do guarda-redes Sérgio Leite, que largara a bola. |
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A essas perdidas juntam-se outras de Toy (cabeceamento ao lado),
Ricardo Silva (remate por alto) e Filipe Azevedo (enviou a bola
contra um poste), consequência da atitude ofensiva do Olhanense, que
contrastava com as cautelas e a pouca chama do contra-ataque da
Ovarense.
O golo surgiria antes do intervalo, em tempo de compensações: Bruno
Paixão considerou faltosa uma intervenção de Evilar, em disputa com
Jorge Vidigal e apontou para a marca do castigo máximo. Os protestos
dos homens de Ovar foram audíveis mas nada alteraram e Ricardo Silva
concretizou.
O jogo baixou de qualidade no segundo tempo: o Olhanense, sem deixar
de dominar e de ter as melhores oportunidades de golo (embora em
menor número que até ao descanso) mostrou-se mais calculista e à
Ovarense de nada valeu o adiantamento das suas linhas, pois do
meio-campo para diante faltou sempre qualidade e engenho.
O 2-0 esteve sempre mais perto, com Jorge Humberto a evitar o golo
sobre a linha e Sérgio Leite a brilhar a remates de Toy e Filipe
Azevedo.
Contestado no lance da grande penalidade, o árbitro Bruno Paixão
passou despercebido no resto do tempo. |
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in "Região Sul"
(www.regiao-sul.pt)
GOLEADA "FUGIU" NO REGRESSO AOS TRIUNFOS
Autor: Edgar Pires
O Olhanense regressou ontem à tarde às vitórias, após derrotar, no
seu terreno, a Ovarense, pela margem mínima, embora tenha sido um
triunfo plenamente justificado. Com este resultado, os algarvios
podem descansar mais, ao dar um passo de gigante rumo à manutenção,
que nesta altura se assume como o seu principal objectivo.
A equipa da casa protagonizou um verdadeiro "festival" de golos
perdidos, devido à incompetência e ineficácia dos seus atacantes,
que não conseguiram finalizar nenhum dos muitos remates efectuados,
para todos os gostos e feitios. Só mesmo de grande penalidade, o
Olhanense conseguiu chegar à vantagem.
Vasco Matos abriu as hostilidades aos 5', seguindo-se um dos poucos
lances de perigo dos adversários: Alex Garcia rematou com perigo ao
lado. A partir de então, só deu Olhanense, com a avalancha ofensiva
rubro-negra a "empurrar" a Ovarense para a sua área.
Os jogadores de Olhão viram os seus remates ser interceptados por
elementos contrários, viram remates com "selo de golo" sair por cima
e ao lado, viram cruzamentos sem respostas e combinações com mau
final e também viram uma bola embater na barra.
Destaque para lances de fazer corar de vergonha qualquer avançado:
aos 14', Ricardo Silva e Vasco Matos, consecutivamente, falham o
golo; Filipe Azevedo, aos 26', rematou duas vezes seguidas contra
vareiros; e aos 33', cruzamento de Toy e cabeceamento de Filipe
Azevedo, a dois metros da baliza, "ao ferro".
Se o "tiro ao boneco" não funcionava, teve de ser a ingenuidade de
Evilar a beneficiar os olhanenses. O defesa tocou Jorge Vidigal
dentro da área e Bruno Paixão assinalou grande penalidade, já dentro
do tempo de compensações. Ricardo Silva pôs o Olhanense em vantagem
antes de sair para os balneários.
No segundo tempo, os locais surgiram com menor dinâmica e mais
pacientes, perante a tentativa da Ovarense de chegar ao empate - que
nunca passou de leves fogachos (e Bruno Veríssimo raramente tocou na
bola). Aliás, o conjunto orientado por Paulo Sérgio voltou a ser
bastante perigoso, mas uma nulidade na eficácia.
Sérgio Leite foi o melhor elemento dos vareiros nesse período, ao
salvar quatro lances de golo, por Marco Abreu (49'), Filipe Azevedo
(61' e 90+3') e Toy (90'). A vitória do Olhanense não sofre, assim,
qualquer contestação, e merecia mesmo ter atingido outros números.
"Fomos superiores e, se contabilizarmos, tivemos uma diferença de
oito oportunidades flagrantes para duas do nosso adversário. Estas
vitórias são as mais saborosas", disse Hélder Rocha, treinador
adjunto do Olhanense. "A vitória do Olhanense foi justa, mas vou
enviar uma cassete ao árbitro: são 18 grandes penalidades contra e
nenhuma a favor", queixou-se Mazola, treinador da Ovarense. |
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in "A Bola"
(www.abola.pt)
ALGARVIOS VOLTARAM A PECAR NA FINALIZAÇÃO - Acabou o jejum a
Sul
Autor: João José Pedro
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in "O Jogo"
(www.ojogo.pt)
FESTIVAL DE GOLOS PERDIDOS
Autor: Manuel Luís
O Olhanense quebrou ontem o enguiço de cinco jornadas sem ganhar. A
superioridade evidenciada pela equipa de Paulo Sérgio não se
traduziu em golos, tendo a vitória sido alcançada apenas na
transformação de uma grande penalidade, que, aliás, mereceu muitos
protestos por parte dos adversários. Os visitantes foram demasiado
inofensivos, embora os avançados dos "leões" de Olhão tenham
desperdiçado duas mãos-cheias de oportunidades. Essa situação levou
a que a formação da casa acabasse o encontro com o credo na boca
para evitar a igualdade. Valdir e o guarda-redes Sérgio Leite
estiveram em plano de destaque por terem evitado que o Olhanense
conseguisse resultado mais desnivelado.
Hélder Rocha, treinador adjunto do Olhanense:
"Se contabilizarmos, tivemos uma diferença de oito oportunidades
flagrantes para duas do nosso adversário. Estas vitórias são as mais
saborosas"
Mazola, treinador da Ovarense:
"A vitória do Olhanense foi justa, mas recordo que a Ovarense já
viu serem assinaladas 18 grandes penalidades contra e nenhuma a
favor" |
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