[ 14 de Março de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA

OLHANENSE, 1 - OVARENSE, 0

in "Record" (www.record.pt)
ALGARVIOS DESPERDIÇARAM MUITO E SÓ MARCARAM DE "PENALTY"
Como é difícil fazer golo
Autores: Armando Alves e Lígia Sousa


A equipa do Olhanense voltou ontem às vitórias, após cinco jogos de "jejum", mas precisou de uma grande penalidade muito contestada pelos homens de Ovar para chegar a um triunfo que teria sido obtido com facilidade acaso houvesse um pouco mais de acerto na finalização.

Oportunidades não faltaram, sobretudo na primeira parte. Sem produzir uma exibição brilhante, longe disso – o péssimo estado do relvado também não ajuda... – os algarvios construíram situações suficientes para deixarem a questão resolvida bem cedo. Mas nunca atinaram com a baliza...

Evilar, mais tarde "réu", seria o salvador dos homens de Ovar na meia hora inicial: o central evitou, com um corte precioso, que um remate de Ricardo Silva tivesse êxito e mais tarde opôs-se por duas vezes a disparos sucessivos de Filipe Azevedo, na sequência do único erro do guarda-redes Sérgio Leite, que largara a bola.

A essas perdidas juntam-se outras de Toy (cabeceamento ao lado), Ricardo Silva (remate por alto) e Filipe Azevedo (enviou a bola contra um poste), consequência da atitude ofensiva do Olhanense, que contrastava com as cautelas e a pouca chama do contra-ataque da Ovarense.

O golo surgiria antes do intervalo, em tempo de compensações: Bruno Paixão considerou faltosa uma intervenção de Evilar, em disputa com Jorge Vidigal e apontou para a marca do castigo máximo. Os protestos dos homens de Ovar foram audíveis mas nada alteraram e Ricardo Silva concretizou.

O jogo baixou de qualidade no segundo tempo: o Olhanense, sem deixar de dominar e de ter as melhores oportunidades de golo (embora em menor número que até ao descanso) mostrou-se mais calculista e à Ovarense de nada valeu o adiantamento das suas linhas, pois do meio-campo para diante faltou sempre qualidade e engenho.

O 2-0 esteve sempre mais perto, com Jorge Humberto a evitar o golo sobre a linha e Sérgio Leite a brilhar a remates de Toy e Filipe Azevedo.

Contestado no lance da grande penalidade, o árbitro Bruno Paixão passou despercebido no resto do tempo.

in "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)
GOLEADA "FUGIU" NO REGRESSO AOS TRIUNFOS
Autor: Edgar Pires

O Olhanense regressou ontem à tarde às vitórias, após derrotar, no seu terreno, a Ovarense, pela margem mínima, embora tenha sido um triunfo plenamente justificado. Com este resultado, os algarvios podem descansar mais, ao dar um passo de gigante rumo à manutenção, que nesta altura se assume como o seu principal objectivo.

A equipa da casa protagonizou um verdadeiro "festival" de golos perdidos, devido à incompetência e ineficácia dos seus atacantes, que não conseguiram finalizar nenhum dos muitos remates efectuados, para todos os gostos e feitios. Só mesmo de grande penalidade, o Olhanense conseguiu chegar à vantagem.

Vasco Matos abriu as hostilidades aos 5', seguindo-se um dos poucos lances de perigo dos adversários: Alex Garcia rematou com perigo ao lado. A partir de então, só deu Olhanense, com a avalancha ofensiva rubro-negra a "empurrar" a Ovarense para a sua área.

Os jogadores de Olhão viram os seus remates ser interceptados por elementos contrários, viram remates com "selo de golo" sair por cima e ao lado, viram cruzamentos sem respostas e combinações com mau final e também viram uma bola embater na barra.

Destaque para lances de fazer corar de vergonha qualquer avançado: aos 14', Ricardo Silva e Vasco Matos, consecutivamente, falham o golo; Filipe Azevedo, aos 26', rematou duas vezes seguidas contra vareiros; e aos 33', cruzamento de Toy e cabeceamento de Filipe Azevedo, a dois metros da baliza, "ao ferro".

Se o "tiro ao boneco" não funcionava, teve de ser a ingenuidade de Evilar a beneficiar os olhanenses. O defesa tocou Jorge Vidigal dentro da área e Bruno Paixão assinalou grande penalidade, já dentro do tempo de compensações. Ricardo Silva pôs o Olhanense em vantagem antes de sair para os balneários.

No segundo tempo, os locais surgiram com menor dinâmica e mais pacientes, perante a tentativa da Ovarense de chegar ao empate - que nunca passou de leves fogachos (e Bruno Veríssimo raramente tocou na bola). Aliás, o conjunto orientado por Paulo Sérgio voltou a ser bastante perigoso, mas uma nulidade na eficácia.

Sérgio Leite foi o melhor elemento dos vareiros nesse período, ao salvar quatro lances de golo, por Marco Abreu (49'), Filipe Azevedo (61' e 90+3') e Toy (90'). A vitória do Olhanense não sofre, assim, qualquer contestação, e merecia mesmo ter atingido outros números.

"Fomos superiores e, se contabilizarmos, tivemos uma diferença de oito oportunidades flagrantes para duas do nosso adversário. Estas vitórias são as mais saborosas", disse Hélder Rocha, treinador adjunto do Olhanense. "A vitória do Olhanense foi justa, mas vou enviar uma cassete ao árbitro: são 18 grandes penalidades contra e nenhuma a favor", queixou-se Mazola, treinador da Ovarense.

in "A Bola" (www.abola.pt)
ALGARVIOS VOLTARAM A PECAR NA FINALIZAÇÃO - Acabou o jejum a Sul
Autor: João José Pedro

in "O Jogo" (www.ojogo.pt)
FESTIVAL DE GOLOS PERDIDOS
Autor: Manuel Luís

O Olhanense quebrou ontem o enguiço de cinco jornadas sem ganhar. A superioridade evidenciada pela equipa de Paulo Sérgio não se traduziu em golos, tendo a vitória sido alcançada apenas na transformação de uma grande penalidade, que, aliás, mereceu muitos protestos por parte dos adversários. Os visitantes foram demasiado inofensivos, embora os avançados dos "leões" de Olhão tenham desperdiçado duas mãos-cheias de oportunidades. Essa situação levou a que a formação da casa acabasse o encontro com o credo na boca para evitar a igualdade. Valdir e o guarda-redes Sérgio Leite estiveram em plano de destaque por terem evitado que o Olhanense conseguisse resultado mais desnivelado.

Hélder Rocha, treinador adjunto do Olhanense:
"Se contabilizarmos, tivemos uma diferença de oito oportunidades flagrantes para duas do nosso adversário. Estas vitórias são as mais saborosas"

Mazola, treinador da Ovarense:
"A vitória do Olhanense foi justa, mas recordo que a Ovarense já viu serem assinaladas 18 grandes penalidades contra e nenhuma a favor"

 

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