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RECORTES DE IMPRENSA
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OLHANENSE, 0 - SANTA CLARA, 0 |
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in "O Jogo"
(www.ojogo.pt)
FRIO COMO O TEMPO
Autor: MANUEL LUIS
O Olhanense não foi além de um empate frente ao Santa Clara,
resultado que pune, sobretudo, a ineficácia ofensiva dos pupilos de
Paulo Sérgio, num jogo sem grandes motivos de interesse. Em suma,
frio... como o tempo que ontem se fez sentir na região algarvia. Num
relvado a pedir reforma, o jogo foi dominado pela equipa de Olhão
que só perto do intervalo se assustou, quando Siston surgiu na área
a rematar... mal. No reatamento, o árbitro decidiu expulsar
Alexandre, por acumulação de cartões amarelos e a equipa da casa
passou a jogar com dez unidades. Este facto não inibiu a formação
algarvia, que continuou a apostar no ataque, sem retirar daí
dividendos, já que Toy, Filipe Azevedo e Ricardo Silva estavam em
tarde desastrada.
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Criámos várias situações de golo mas não conseguimos concretizar. O
Santa Clara defendeu-se bem e o estado do terreno prejudicou-nos
imenso."
Agatão, treinador do Santa Clara:
"O estado do terreno dificultou-nos a vida. Fomos, contudo,
felizes na obtenção de um ponto." |
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in "Região Sul"
(www.regiao-sul.pt)
FRIO "CONSTIPA" ATAQUE DAS EQUIPAS
Autor: EDGAR PIRES
Jogo frio, sem emoção, com domínio do Olhanense sem luta dos
forasteiros, que nem em superioridade numérica quiseram mostrar mais
futebol. Os elementos da casa falharam nas poucas oportunidades de
golo e, se ainda havia quem pensasse na possível subida, esse sonho
parece ter acabado ontem, dado que os algarvios se encontram agora a
11 pontos do 3.º lugar, distância praticamente irrecuperável.
Num relvado impraticável, as duas equipas chegaram com propósitos
claros: o conjunto da casa disposto a definir o resultado logo cedo
e os açorianos com vontade de controlar o 0-0, procurando aos poucos
ultrapassar a linha de meio-campo, o que só conseguiu, com perigo, a
um minuto do intervalo, quando Livramento - de volta ao estádio onde
se fez notar - centrou para Siston rematar ao lado.
Antes, já o Olhanense, mesmo sem jogar um futebol brilhante, tinha
desperdiçado uma série de oportunidades, com Toy em destaque: aos
30', um remate disparatado por cima, após centro de Ricardo Silva;
aos 34', uma boa jogada pela esquerda e um tiro a centímetros do
poste; e aos 40', quando atirou às malhas laterais.
A segunda parte começou com a expulsão forçada de Alexandre.
Pensou-se então que o Santa Clara arriscaria mais mas Agatão manteve
a filosofia inicial - defender o nulo - embora quase marcasse,
nomeadamente em dois pontapés de canto, quando a bola, ajudada pelo
vento forte, quase traía Bruno Veríssimo.
Paulo Sérgio mexeu na equipa mas o Olhanense mostrava uma notória
incapacidade de criar jogo. Vasco Matos desperdiçou a única ocasião
de golo dos algarvios no segundo tempo, tão frio quanto o tempo que
se fez sentir em Olhão, máxima que espelha, no fundo, os 90 minutos
da partida, com os ataques de ambos os conjuntos "constipados"...
No final do encontro, Paulo Sérgio afirmou-se desiludido com as
várias "situações de golo criadas mas que não conseguimos
concretizar. O Santa Clara defendeu-se bem e o estado do terreno
prejudicou-nos imenso". "O estado do terreno dificultou-nos a vida.
Fomos, contudo, felizes na obtenção de um ponto", reconheceu
Francisco Agatão, técnico do Santa Clara. |
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in "Record"
(www.record.pt)
AÇORIANOS MEIA HORA EM SUPERIORIDADE NUMÉRICA
Olhanense-Santa Clara, 0-0: Um desperdiça outro não arrisca
O Santa Clara arrecadou um precioso ponto na deslocação a Olhão, num
jogo em que os algarvios não souberam aproveitar várias
oportunidades de golo criadas ao longo do primeiro tempo, naquele
que constituiu o melhor período. Na etapa complementar, a expulsão
de Alexandre condicionou a turma da casa e os açorianos, sem
arriscarem muito, foram os que mais perto estiveram de marcar.
Sem produzir um futebol de arregalar o olho, o Olhanense foi
claramente a melhor equipa até ao intervalo e só a inépcia revelada
na finalização impediu a abertura do marcador. Ricardo Silva, numa
ocasião, e Toy, em três situações, não conseguiram atinar com a
baliza à guarda de Nuno Santos, rematando sempre ao lado ou por
alto.
No início do segundo tempo, o árbitro – com um critério disciplinar
muito criticado pelos algarvios – expulsou Alexandre, e a partir daí
o Santa Clara teve alguma ascendência, embora só em lances de bola
incomodasse verdadeiramente Bruno Veríssimo, com saliência para um
livre apontado por Hugo Henrique, sustido em dificuldade pelo
guardião da casa.
Os açorianos arriscaram pouco e os algarvios perderam acutilância a
partir do momento em que ficaram reduzidos a dez, com o empate a
acabar por parecer servir ambos.
Autores: ARMANDO ALVES COM LÍGIA SOUSA |
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