[ 28 de Fevereiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA

OLHANENSE, 0 - SANTA CLARA, 0

in "O Jogo" (www.ojogo.pt)
FRIO COMO O TEMPO
Autor: MANUEL LUIS

O Olhanense não foi além de um empate frente ao Santa Clara, resultado que pune, sobretudo, a ineficácia ofensiva dos pupilos de Paulo Sérgio, num jogo sem grandes motivos de interesse. Em suma, frio... como o tempo que ontem se fez sentir na região algarvia. Num relvado a pedir reforma, o jogo foi dominado pela equipa de Olhão que só perto do intervalo se assustou, quando Siston surgiu na área a rematar... mal. No reatamento, o árbitro decidiu expulsar Alexandre, por acumulação de cartões amarelos e a equipa da casa passou a jogar com dez unidades. Este facto não inibiu a formação algarvia, que continuou a apostar no ataque, sem retirar daí dividendos, já que Toy, Filipe Azevedo e Ricardo Silva estavam em tarde desastrada.

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Criámos várias situações de golo mas não conseguimos concretizar. O Santa Clara defendeu-se bem e o estado do terreno prejudicou-nos imenso."

Agatão, treinador do Santa Clara:
"O estado do terreno dificultou-nos a vida. Fomos, contudo, felizes na obtenção de um ponto."

in "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)
FRIO "CONSTIPA" ATAQUE DAS EQUIPAS
Autor: EDGAR PIRES

Jogo frio, sem emoção, com domínio do Olhanense sem luta dos forasteiros, que nem em superioridade numérica quiseram mostrar mais futebol. Os elementos da casa falharam nas poucas oportunidades de golo e, se ainda havia quem pensasse na possível subida, esse sonho parece ter acabado ontem, dado que os algarvios se encontram agora a 11 pontos do 3.º lugar, distância praticamente irrecuperável.

Num relvado impraticável, as duas equipas chegaram com propósitos claros: o conjunto da casa disposto a definir o resultado logo cedo e os açorianos com vontade de controlar o 0-0, procurando aos poucos ultrapassar a linha de meio-campo, o que só conseguiu, com perigo, a um minuto do intervalo, quando Livramento - de volta ao estádio onde se fez notar - centrou para Siston rematar ao lado.

Antes, já o Olhanense, mesmo sem jogar um futebol brilhante, tinha desperdiçado uma série de oportunidades, com Toy em destaque: aos 30', um remate disparatado por cima, após centro de Ricardo Silva; aos 34', uma boa jogada pela esquerda e um tiro a centímetros do poste; e aos 40', quando atirou às malhas laterais.

A segunda parte começou com a expulsão forçada de Alexandre. Pensou-se então que o Santa Clara arriscaria mais mas Agatão manteve a filosofia inicial - defender o nulo - embora quase marcasse, nomeadamente em dois pontapés de canto, quando a bola, ajudada pelo vento forte, quase traía Bruno Veríssimo.

Paulo Sérgio mexeu na equipa mas o Olhanense mostrava uma notória incapacidade de criar jogo. Vasco Matos desperdiçou a única ocasião de golo dos algarvios no segundo tempo, tão frio quanto o tempo que se fez sentir em Olhão, máxima que espelha, no fundo, os 90 minutos da partida, com os ataques de ambos os conjuntos "constipados"...

No final do encontro, Paulo Sérgio afirmou-se desiludido com as várias "situações de golo criadas mas que não conseguimos concretizar. O Santa Clara defendeu-se bem e o estado do terreno prejudicou-nos imenso". "O estado do terreno dificultou-nos a vida. Fomos, contudo, felizes na obtenção de um ponto", reconheceu Francisco Agatão, técnico do Santa Clara.

in "Record" (www.record.pt)
AÇORIANOS MEIA HORA EM SUPERIORIDADE NUMÉRICA
Olhanense-Santa Clara, 0-0: Um desperdiça outro não arrisca

O Santa Clara arrecadou um precioso ponto na deslocação a Olhão, num jogo em que os algarvios não souberam aproveitar várias oportunidades de golo criadas ao longo do primeiro tempo, naquele que constituiu o melhor período. Na etapa complementar, a expulsão de Alexandre condicionou a turma da casa e os açorianos, sem arriscarem muito, foram os que mais perto estiveram de marcar.

Sem produzir um futebol de arregalar o olho, o Olhanense foi claramente a melhor equipa até ao intervalo e só a inépcia revelada na finalização impediu a abertura do marcador. Ricardo Silva, numa ocasião, e Toy, em três situações, não conseguiram atinar com a baliza à guarda de Nuno Santos, rematando sempre ao lado ou por alto.

No início do segundo tempo, o árbitro – com um critério disciplinar muito criticado pelos algarvios – expulsou Alexandre, e a partir daí o Santa Clara teve alguma ascendência, embora só em lances de bola incomodasse verdadeiramente Bruno Veríssimo, com saliência para um livre apontado por Hugo Henrique, sustido em dificuldade pelo guardião da casa.

Os açorianos arriscaram pouco e os algarvios perderam acutilância a partir do momento em que ficaram reduzidos a dez, com o empate a acabar por parecer servir ambos.

Autores: ARMANDO ALVES COM LÍGIA SOUSA

 

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