[ 20 de Fevereiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA

P. FERREIRA, 3 - OLHANENSE, 2

in "A Bola"

in "Record"
GRANDE ESPECTÁCULO NA MATA REAL: Paços canta vitória ante rival incómodo
Autor: JOSÉ SANTOS

Grande jogo de futebol na Mata Real: cinco golos, muitas oportunidades desperdiçadas e alguns casos de difícil julgamento marcaram esta partida, sempre disputada a uma velocidade alucinante e praticamente sem paragens.

O “atrevimento” dos algarvios, logo após o apito inicial, baralhou por completo a estratégia de José Mota. Por isso não foi de estranhar que, em apenas 10 minutos, o Olhanense tivesse construído três oportunidades claríssimas de golo, duas delas por Vasco Matos.

Aos 12 minutos, os pacenses reagiram e inauguraram o marcador por Júnior Bahia, no primeiro ataque realizado. Sete minutos volvidos, Tiago Valente aumentou a vantagem, contrariando totalmente a tendência ofensiva registada até esse momento.

O técnico Paulo Sérgio, insatisfeito, arriscou tudo: aos 30 minutos entraram dois avançados, Toy e Filipe Azevedo. A equipa de Olhão ganhou ainda maior capacidade ofensiva, mas seriam os da casa a desperdiçar, ainda na primeira parte, dois lances de golo iminente, por Rincon e Júnior Bahia, enquanto Alexandre teve nos pés uma boa oportunidade para reduzir.

Na segunda parte, os forasteiros conseguiram marcar logo no segundo minuto: Ricardo Silva reduziu a desvantagem e relançou o jogo. A partir deste golo, o Paços começou a jogar em contenção, mas, ainda assim, esteve perto de marcar, com Rincon a cabecear ao poste, aos 56 minutos. Dois minutos depois, a equipa da casa reclamou um “penalty”, por pretensa mão na bola, mas Paulo Paraty, bem colocado, nada assinalou. Na resposta, Ricardo Silva bisou.

A partir deste lance, os anfitriões passaram a controlar o meio-campo e chegaram à área contrária com maior insistência. Porém, Ricardo Silva rematou à barra.

Aos 80 minutos surgiu o golo que ditou os três pontos para os pacenses: Rincon, bem colocado, aproveitou uma bola que bateu no poste, após remate de Tiago Valente, para marcar.

A vitória acaba por premiar a equipa mais madura, embora o Olhanense, pelo futebol apresentado, não merecesse perder. Paulo Paraty teve uma actuação difícil e tem o benefício da dúvida em dois lances: na jogada que originou o primeiro golo do Paços, em que a equipa adversária reclamou uma falta atacante, e na situação já relatada na área do Olhanense.

in "O Jogo"
DESATENÇÕES E UM SUSTO
Autor: Armindo Calção

A forma como o Olhanense entrou em jogo e as desatenções defensivas dos pacenses poderiam ter feito com que a equipa algarvia se adiantasse no marcador. Mas, como tal não aconteceu, os pacenses começaram assentar o jogo e a tomar conta das operações. Aos 12', Júnior Baia abriu o activo para, aos 20', Tiago Valente, após uma excelente assistência de João Duarte, ter colocado o Paços a vencer por 2-0.

No segundo tempo, o Olhanense reduziu a desvantagem, aos 46', por Ricardo Silva que, aos 59', empatou a partida. Este golo foi precedido de mão de um defensor do Olhanense na área, que o árbitro não assinalou e no contra-ataque apareceu o golo do empate. Aos 80', Tiago Valente na marcação em livre, enviou a bola ao poste para Rincon, na recarga, de cabeça, dar em defintivo a vitória aos pacenses.

Má arbitragem.


José Mota, treinador do Paços de Ferreira:
"Defrontamos uma das melhores equipas da Honra. Os adversários motivam-se quando jogam contra nós, mas vencemos bem"

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Foi um bom jogo de futebol e o resultado é enganoso. Não quero tirar o mérito ao adversário e desejo que os seus objectivos sejam cumpridos"

 

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