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in "Record"
GRANDE ESPECTÁCULO NA MATA REAL: Paços canta vitória ante
rival incómodo
Autor: JOSÉ SANTOS
Grande jogo de futebol na Mata Real: cinco golos, muitas
oportunidades desperdiçadas e alguns casos de difícil julgamento
marcaram esta partida, sempre disputada a uma velocidade alucinante
e praticamente sem paragens.
O “atrevimento” dos algarvios, logo após o apito inicial, baralhou
por completo a estratégia de José Mota. Por isso não foi de
estranhar que, em apenas 10 minutos, o Olhanense tivesse construído
três oportunidades claríssimas de golo, duas delas por Vasco Matos.
Aos 12 minutos, os pacenses reagiram e inauguraram o marcador por
Júnior Bahia, no primeiro ataque realizado. Sete minutos volvidos,
Tiago Valente aumentou a vantagem, contrariando totalmente a
tendência ofensiva registada até esse momento.
O técnico Paulo Sérgio, insatisfeito, arriscou tudo: aos 30 minutos
entraram dois avançados, Toy e Filipe Azevedo. A equipa de Olhão
ganhou ainda maior capacidade ofensiva, mas seriam os da casa a
desperdiçar, ainda na primeira parte, dois lances de golo iminente,
por Rincon e Júnior Bahia, enquanto Alexandre teve nos pés uma boa
oportunidade para reduzir.
Na segunda parte, os forasteiros conseguiram marcar logo no segundo
minuto: Ricardo Silva reduziu a desvantagem e relançou o jogo. A
partir deste golo, o Paços começou a jogar em contenção, mas, ainda
assim, esteve perto de marcar, com Rincon a cabecear ao poste, aos
56 minutos. Dois minutos depois, a equipa da casa reclamou um
“penalty”, por pretensa mão na bola, mas Paulo Paraty, bem colocado,
nada assinalou. Na resposta, Ricardo Silva bisou.
A partir deste lance, os anfitriões passaram a controlar o
meio-campo e chegaram à área contrária com maior insistência. Porém,
Ricardo Silva rematou à barra.
Aos 80 minutos surgiu o golo que ditou os três pontos para os
pacenses: Rincon, bem colocado, aproveitou uma bola que bateu no
poste, após remate de Tiago Valente, para marcar.
A vitória acaba por premiar a equipa mais madura, embora o
Olhanense, pelo futebol apresentado, não merecesse perder. Paulo
Paraty teve uma actuação difícil e tem o benefício da dúvida em dois
lances: na jogada que originou o primeiro golo do Paços, em que a
equipa adversária reclamou uma falta atacante, e na situação já
relatada na área do Olhanense. |
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in "O Jogo"
DESATENÇÕES E UM SUSTO
Autor: Armindo Calção
A forma como o Olhanense entrou em jogo e as desatenções
defensivas dos pacenses poderiam ter feito com que a equipa algarvia
se adiantasse no marcador. Mas, como tal não aconteceu, os pacenses
começaram assentar o jogo e a tomar conta das operações. Aos 12',
Júnior Baia abriu o activo para, aos 20', Tiago Valente, após uma
excelente assistência de João Duarte, ter colocado o Paços a vencer
por 2-0.
No segundo tempo, o Olhanense reduziu a desvantagem, aos 46', por
Ricardo Silva que, aos 59', empatou a partida. Este golo foi
precedido de mão de um defensor do Olhanense na área, que o árbitro
não assinalou e no contra-ataque apareceu o golo do empate. Aos 80',
Tiago Valente na marcação em livre, enviou a bola ao poste para
Rincon, na recarga, de cabeça, dar em defintivo a vitória aos
pacenses.
Má arbitragem.
José Mota, treinador do Paços de Ferreira:
"Defrontamos uma das melhores equipas da Honra. Os adversários
motivam-se quando jogam contra nós, mas vencemos bem"
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Foi um bom jogo de futebol e o resultado é enganoso. Não quero
tirar o mérito ao adversário e desejo que os seus objectivos sejam
cumpridos" |