[ 14 de Fevereiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA

OLHANENSE, 0 - FEIRENSE, 1

in "Região Sul"
"FEITIÇO" DE UM ANO QUEBRADO
Autor: Edgar Pires

E ao 10.º jogo em casa, a primeira derrota. O Estádio José Arcanjo era, juntamente com a Mata Real (terreno que, curiosamente, os rubro-negros visitam no próximo sábado, para defrontar o Paços de Ferreira), um dos terrenos inviolados até agora.

Mas o Feirense, extremamente eficaz na defesa e sabendo guardar um golo marcado muito cedo, "quebrou" de forma justa a invencibilidade caseira do Olhanense que, aliás, juntando-se a carreira do emblema na II Divisão B na última temporada, já vinha de Janeiro de 2004 (derrotado pelo Lusitânia, 0-3).

A equipa de Santa Maria da Feira teve alguma sorte ao marcar logo aos 4', num livre a alguns metros da grande área, sob o lado esquerdo, em que Bruno Veríssimo pareceu mal batido, mas depois conseguiu "amordaçar" o ataque da casa e dispor, ainda, de quatro grandes ocasiões de golo.

É certo que o Olhanense, até aos 25', respondeu com uma forte pressão sobre o meio-campo contrário mas raramente conseguiu criar perigo concreto. Isto porque, quando havia a possibilidade de efectuar cruzamentos, ou estes saiam mal tirados ou faltava presença na área para o desvio final.

Esta foi uma constante durante os 90', por parte do conjunto de Paulo Sérgio. Enquanto isso, especialmente no primeiro tempo, o Feirense raramente dava espaços e ainda partia perigosamente para o contra-ataque.

Numa dessas jogadas (28'), Lameirão jogou a bola com a mão dentro da área. Mas Bruno Veríssimo foi "enorme", atirando-se para o seu lado esquerdo e parando o remate de Riça.

O panorama do encontro manteve-se inalterável durante os segundos 45', com o Olhanense sem espírito nem dinâmica para empatar. O ataque da equipa da casa estava, simplesmente, em dia-não (apenas e só cruzamentos... para ninguém!) e a equipa do Feirense limitava-se a despejar bolas para longe, insistindo em queimar tempo, com a complacência de João Ferreira.

Aliás, nos últimos dez minutos, acabou por ser o Feirense a desperdiçar uma possível goleada, com três oportunidades de golo (duas de Riça e uma de Vitinha). Com esta derrota, o Olhanense, em 8.º lugar, coloca-se a sete pontos da subida (30 para 37, do Marco, 3.º classificado).

"Sofremos um golo de bola parada logo no início, mas estivemos 90 minutos no meio campo adversário. Só não conseguimos estar presentes no momento de fazer o golo. Não desanimaremos e vamos responder a este desaire"
, atirou Paulo Sérgio, treinador do Olhanense.

Francisco Chaló referiu: "Entrámos bem, marcámos o golo cedo e soubemos guardar a vantagem, num relvado em mau estado e perante uma equipa difícil. Além de termos falhado um penálti, na segunda parte até podíamos ter feito o segundo golo."

in "Record"
INVENCIBILIDADE CASEIRA PERDIDA - Uma defesa de... betão
Autor: ARMANDO ALVES E LÍGIA SOUSA

O Olhanense sofreu a primeira derrota da época em casa – não perdia no José Arcanjo desde 11 de Janeiro de 2004 (1-3 frente ao Lusitânia dos Açores) – e o Feirense ganhou pela quinta vez nos seis últimos encontros, num duelo marcado pela notável eficácia defensiva da turma forasteira.

Um golo madrugador, na transformação de um livre directo, deu ao Feirense preciosa vantagem, que a equipa soube gerir pelo tempo adiante. E se na primeira parte os homens de Chaló ainda estenderam o seu futebol até ao meio-campo contrário, depois do descanso a ordem foi mesmo apenas e só defender – com disciplina e rigor, diga-se –, perante um Olhanense impotente e sem espaços.

O tento de Hélder Ferreira – num lance em que Bruno Veríssimo não terá visto a bola partir – enervou os locais, incapazes de ligar o seu jogo, em boa parte devido ao compacto sistema defensivo contrário mas também por falta de capacidade rompedora, sobretudo pelos flancos. E nas raras vezes em que o Feirense abriu brechas, os cruzamentos ou foram mal tirados ou não encontraram ninguém na zona de finalização.

O quadro poderia ter ficado ainda mais complicado para os algarvios quando Lameirão jogou a bola com a mão na área (28 minutos) e o árbitro marcou a competente grande penalidade. Riça rematou forte mas Bruno Veríssimo defendeu...

Na segunda parte, a pressão dos algarvios intensificou-se – chegou a ser sufocante, em dados momentos – sem que a estrutura do Feirense abanasse. Paulo Sérgio alargava a frente de ataque e Francisco Chaló respondia com o reforço da defesa. O empate só esteve perto num lance mal concluído por Branquinho. Na parte final, em contra-ataque, foi o Feirense que desperdiçou as melhores ocasiões do segundo tempo, por Riça (duas vezes) e Vitinha.

Mal na aplicação da lei da vantagem, João Ferreira pactuou com a queima de tempo do Feirense.

in "O Jogo"
FEIRA DE GOLOS PERDIDOS
Autor: MANUEL LUÍS

Um golo a frio (6'), conseguido quando as duas equipas se estudavam, como que gelou o Olhanense, que, apesar de ter acabado o jogo com quase toda a equipa na grande área do Feirense, nunca teve discernimento para desfeitear o muro defensivo dos forasteiros. O Feirense ainda desperdiçou uma grande penalidade (28'), pois o guardião Bruno Veríssimo adivinhou o local para onde Riça rematou.

Para a primeira derrota caseira dos "leões" de Olhão esta época muito contribuiu, também, o facto de a ala direita algarvia, constituída por Vidigal, Vasco Matos e Ricardo Silva - e habitual trave-mestra das vitórias do Olhanense -, não ter conseguido uma exibição a condizer. E quando enviaram o esférico para a zona da verdade, os avançados da casa não lhe conseguiram dar o melhor seguimento, umas vezes por falta de pontaria e outras porque a "floresta" de pernas adversárias era enorme. Aproveitando o total balanceamento ofensivo do Olhanense, Riça só não marcou o segundo golo porque o guardião da casa foi enorme...

PAULO SÉRGIO, treinador do Olhanense:
"Sofremos um golo de bola parada logo no início, mas estivemos 90 minutos no meio campo adversário. Só não conseguimos estar presentes no momento de fazer o golo. Não desanimaremos e vamos responder a este desaire"

FRANCISCO CHALÓ, treinador do Feirense:
"Entrámos bem, marcámos o golo cedo e soubemos guardar a vantagem, num relvado em mau estado e perante uma equipa difícil. Além de termos falhado um penálti, na segunda parte até podíamos ter feito o segundo golo"

 

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