21.ª JORNADA
II LIGA DE HONRA - 2004/05

 

OLHANENSE, 0 - FEIRENSE, 1

Domingo, 13 de Fevereiro de 2004
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Paulo Sérgio (Glaedson, 37'), Lameirão (Edu, 73') e Branquinho; Alexandre; Sérgio Marquês, Vasco Matos e Marco Abreu (Edinho, 57'); Filipe Azevedo e Ricardo Silva;

FEIRENSE: Rui Correia; Hernâni, Mamadi, Fábio Terra e Serginho; Loukima (Adelino, 61'), Cris e Carlos Pinto e Barge (Vitinha, 45'); Hélder Ferreira (Devigor, 77') e Riça;

TREINADOR: Paulo Sérgio

TREINADOR: Francisco Chaló

SNU: Cândido (GR), Miguel Teixeira, Calu e Rui Loja SNU: Hélder II (GR), Cláudio, Djalmir e Hélder Sousa
Amarelos: P. Sérgio (35') e S. Marquês (67') Amarelos: Mamadi (20') e Fábio Terra (80')
GOLO:
1-0 por Hélder Ferreira (06')

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COMENTÁRIO

Por Luís Miguel Quinta Gomes

O Olhanense perdeu pela primeira vez no José Arcanjo nesta sua caminhada na Liga de Honra, derrota esta frente a um adversário que soube aproveitar as escassas oportunidades que teve e que trouxe a sua táctica de puro anti-jogo bem estudada.

A boa moldura humana presente no estádio não contava com um espectáculo tão pobre, pois o Olhanense bem cedo podia ter inaugurado o marcador por intermédio de Branquinho na cobrança de um livre. Praticamente na resposta o Feirense inaugurou o marcador, através de um pontapé livre à entrada da área rubro-negra, dando a nítida impressão que o nosso guarda-redes podia ter feito mais, embora também se tenha que culpabilizar o buraco que se abriu na barreira.

Pouco tempo depois, mais uma das muitas "visões" do árbitro João Ferreira, que sem ninguém perceber porquê, assinalou uma grande penalidade contra a nossa equipa. No entanto, escreveu-se direito por linhas tortas, pois Bruno Veríssimo - com uma grande estirada - evitou o segundo golo da equipa nortenha.

A partir daqui o jogo teve sentido único: a baliza de Rui Correia. O Olhanense sentiu o golo e teve que fazer pela vida, mas nem os rasgos de Ricardo Silva conseguiram dar justiça ao marcador, já que Filipe Azevedo esteve sempre muito apático dentro da área contrária, não aproveitando os centros do seu colega.

Na segunda parte o domínio do Olhanense acentuou-se, e embora se tenha assistido a 45 minutos de futebol no meio campo adversário, a nossa equipa nunca conseguiu criar evidentes situações de golo, apostando sempre em cruzamentos para a área contrária que esbarraram ora na defesa adversária, ora nas mãos de Rui Correia.

Paulo Sérgio bem tentou mexer na equipa (que acabou sem defesas centrais de raiz), com as entradas de Glaedson, Edinho e Edu, mas ficou a sensação que a sorte não estava do nosso lado. Para além do inconformismo de Branquinho, que acabou o jogo a central e teve as melhores arrancadas da segunda parte, de uma bola desviada por um jogador contrário a remate de Filipe Azevedo quando esta tinha como destino o fundo das malhas adversárias, pouco mais se viu do Olhanense que mereça registo.

De realçar que na parte final o Feirense por duas ocasiões também podia ter chegado ao segundo golo, mas a equipa nortenha não vinha talhada para marcar em Olhão (apesar de o ter feito, de livre), deslumbrando-se com a baliza à sua mercê.

Em jeito de conclusão, fica na retina um pobre espectáculo de futebol, muito por culpa da táctica ultra defensiva da formação de Santa Maria da Feira, que conseguiu mais do que vinha à procura, pois não levou um, mas sim três pontos.

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 ALVERCA 2  PORTIMONENSE 0
 GONDOMAR 1  NAVAL 1
 CHAVES 2  LEIXÕES 0
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 VARZIM 1  MARCO 1
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