[ 06 de Fevereiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA

NAVAL, 1 - OLHANENSE, 1

in "Record"
PORFIAR DOS ALGARVIOS DEU FRUTOS - Navalistas sobre brasas
Autor: ANÍBAL JOSÉ DE MATOS

O Olhanense entrou de rompante, com grande atitude e determinação, surpreendendo a Naval que, na primeira parte, nunca se encontrou, parecendo a jogar sobre brasas. De qualquer modo, o jogo dos algarvios era inócuo em termos de finalização e apenas por uma vez, aos 31', estiveram à beira de abrir o activo, com Nélson Veiga a emendar a defesa de Taborda, evitando o golo mesmo em cima da linha limite. Quanto aos navalistas, registe-se um único remate (inconsequente) de Fajardo (40') à baliza de Bruno Veríssimo.

Se a equipa de Olhão se mostrou mais personalizada no período inicial, não permitindo aos figueirenses organizarem o seu jogo, a verdade é que o futebol praticado era de qualidade inferior. Sem golos nem remates dignos desse nome, o primeiro tempo decorreu de forma insípida, mas o Olhanense, com maior percentagem de posse de bola, nunca deu espaços aos locais, apostando na velocidade para fugir às marcações e aproximar-se do último reduto contrário.

Na segunda parte, a Naval, mesmo sem atingir um patamar exibicional elevado, praticou um futebol mais dinâmico e foi com alguma naturalidade que chegou ao golo. Éder Richartz cobrou o livre, a bola bateu na barreira, Bruno Veríssimo evitou o tento numa primeira tentativa, mas Fajardo não falhou a recarga.

Os navalistas prosseguiram mais balanceados no ataque, mas os algarvios cresceram nos últimos minutos. Rogério Gonçalves, apercebendo-se do perigo, reforçou a defesa e o meio-campo, fazendo sair dois dos mais diligentes jogadores da frente: Fajardo e Basílio. Mas o porfiar dos visitantes deu frutos e, aos 89', restabeleceram a igualdade, impondo um desfecho que premiou a sua postura. Quando decorria o segundo minuto de compensações, a Naval esteve à beira de vencer, mas Diogo Luís desperdiçou a oportunidade.

in "O Jogo"
INTRANQUILIDADE TTRAIU FIGUEIRENSES
Autor: CARLOS PAIVA

A Naval apresentou-se intranquila frente a um conjunto algarvio altamente veloz e agressivo,que logo no primeiro minuto teve um remate à barra de Ricardo Silva... Apesar de não praticar um futebol muito técnico, o Olhanense baralhou os figueirenses de tal forma com a estratégia, que estes não conseguiam fazer a transposição defesa-ataque, esbarrando numa bem montada organização defensiva.

Após o intervalo, Rogério Gonçalves transmitiu outra dinâmica aos jogadores, que surgiram com outra atitude, criando problemas ao Olhanense. E, na sequência de um livre de Éder, o guardião Bruno Veríssimo fez uma defesa incompleta e Fajardo, oportuno, assinou o primeiro golo da partida.

Com este tento, os algarvios foram à procura do prejuízo, o que permitiu aos navalistas controlar a partida, mostrando então o seu futebol. Tiveram mesmo oportunidade para matar o encontro, mas Basílio desperdiçou uma preciosa assistência de Leandro Tattu.

Quando tudo fazia crer que estava encontrado o vencedor da partida, eis que aos 87', numa intercepção infeliz, Fernando colocou o esférico à mercê de Branquinho, que não perdoou, fazendo o empate.

No período de compensação, Diogo Luís quase fazia a diferença, o que, a acontecer, daria mais verdade no resultado, face à exibição dos figueirenses na segunda parte.

 

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