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RECORTES DE IMPRENSA
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NAVAL, 1 - OLHANENSE, 1 |
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in "Record"
PORFIAR DOS ALGARVIOS DEU FRUTOS - Navalistas sobre brasas
Autor: ANÍBAL JOSÉ DE MATOS
O Olhanense entrou de rompante, com grande atitude e determinação,
surpreendendo a Naval que, na primeira parte, nunca se encontrou,
parecendo a jogar sobre brasas. De qualquer modo, o jogo dos
algarvios era inócuo em termos de finalização e apenas por uma vez,
aos 31', estiveram à beira de abrir o activo, com Nélson Veiga a
emendar a defesa de Taborda, evitando o golo mesmo em cima da linha
limite. Quanto aos navalistas, registe-se um único remate
(inconsequente) de Fajardo (40') à baliza de Bruno Veríssimo.
Se a equipa de Olhão se mostrou mais personalizada no período
inicial, não permitindo aos figueirenses organizarem o seu jogo, a
verdade é que o futebol praticado era de qualidade inferior. Sem
golos nem remates dignos desse nome, o primeiro tempo decorreu de
forma insípida, mas o Olhanense, com maior percentagem de posse de
bola, nunca deu espaços aos locais, apostando na velocidade para
fugir às marcações e aproximar-se do último reduto contrário.
Na segunda parte, a Naval, mesmo sem atingir um patamar exibicional
elevado, praticou um futebol mais dinâmico e foi com alguma
naturalidade que chegou ao golo. Éder Richartz cobrou o livre, a
bola bateu na barreira, Bruno Veríssimo evitou o tento numa primeira
tentativa, mas Fajardo não falhou a recarga.
Os navalistas prosseguiram mais balanceados no ataque, mas os
algarvios cresceram nos últimos minutos. Rogério Gonçalves,
apercebendo-se do perigo, reforçou a defesa e o meio-campo, fazendo
sair dois dos mais diligentes jogadores da frente: Fajardo e
Basílio. Mas o porfiar dos visitantes deu frutos e, aos 89',
restabeleceram a igualdade, impondo um desfecho que premiou a sua
postura. Quando decorria o segundo minuto de compensações, a Naval
esteve à beira de vencer, mas Diogo Luís desperdiçou a oportunidade. |
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in "O Jogo"
INTRANQUILIDADE TTRAIU FIGUEIRENSES
Autor: CARLOS PAIVA
A Naval apresentou-se intranquila frente a um conjunto algarvio
altamente veloz e agressivo,que logo no primeiro minuto teve um
remate à barra de Ricardo Silva... Apesar de não praticar um futebol
muito técnico, o Olhanense baralhou os figueirenses de tal forma com
a estratégia, que estes não conseguiam fazer a transposição
defesa-ataque, esbarrando numa bem montada organização defensiva.
Após o intervalo, Rogério Gonçalves transmitiu outra dinâmica aos
jogadores, que surgiram com outra atitude, criando problemas ao
Olhanense. E, na sequência de um livre de Éder, o guardião Bruno
Veríssimo fez uma defesa incompleta e Fajardo, oportuno, assinou o
primeiro golo da partida.
Com este tento, os algarvios foram à procura do prejuízo, o que
permitiu aos navalistas controlar a partida, mostrando então o seu
futebol. Tiveram mesmo oportunidade para matar o encontro, mas
Basílio desperdiçou uma preciosa assistência de Leandro Tattu.
Quando tudo fazia crer que estava encontrado o vencedor da partida,
eis que aos 87', numa intercepção infeliz, Fernando colocou o
esférico à mercê de Branquinho, que não perdoou, fazendo o empate.
No período de compensação, Diogo Luís quase fazia a diferença, o
que, a acontecer, daria mais verdade no resultado, face à exibição
dos figueirenses na segunda parte. |
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