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NAVAL:
Taborda; Carlitos, Fernando, Ivo Afonso e Nelson Veiga; Solimar,
Glauber, Fajardo (Pedro Cervantes, 80') e Basílio (Diogo Luís,
88'); Leandro Tatu e Rhanem (Éder Richartz, 32'); |
OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Lameirão, Paulo Sérgio, Miguel (Edinho, 69'),
Anselmo (Sérgio Marquês, 58') e Branquinho; Alexandre; Vasco Matos,
Nauzet (Filipe Azevedo, 62') e Marco Abreu; Ricardo Silva; |
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Por Miguel Saial
O Olhanense surpreendeu os seus
adeptos que se deslocaram à Figueira da Foz (e certamente também os muitos
ouvintes radiofónicos, agora que a única estação da cidade
finalmente voltou a transmitir os relatos) ao entrar com uma equipa
bastante alterada. Se tivermos em conta que na última jornada a nossa
equipa venceu o líder da prova e que Paulo Sérgio tem, desde sempre,
privilegiado uma vincada continuidade nesse campo, o caso torna-se ainda mais estranho.
Apesar dessas "surpresas", os onze atletas que vestiram a camisola
rubro-negra deram uma resposta bastante positiva, principalmente na
primeira metade. Com o esquema defensivo de três centrais (que já
vem desde a Maia) constituído pelo regressado "capitão" Miguel
Teixeira (primeiro jogo após a lesão e logo a titular) e pelos
brasileiros Paulo Sérgio e Anselmo (titularíssimo nos jogos fora de
casa desde o jogo... na Maia), Lameirão jogou adaptado a lateral
direito e, como já é hábito (sempre que necessário nessa ou
noutra posição), deu o seu melhor.
No meio-campo Alexandre foi o "trinco", tendo à sua
frente Vasco
Matos (em bom momento de forma e sempre no limite), o espanhol Nauzet (que parece
só conseguir chegar à titularidade em jogos fora de casa, revelando
"bons pés" e sentido de jogo colectivo, mas alguma falta de fogosidade
e acutilância) e o mais recente
reforço, Marco Abreu (sobre a esquerda, esteve sempre certinho, não
revelando qualquer quebra, mas também não "entusiasmando"
por aí além). Na
frente, Ricardo Silva, esteve muito sozinho, mas nunca baixou os
braços. E depois de muito esforço (quase) inglório durante quase toda a partida,
acabou por ser decisivo no golo do empate.
Apesar de ter dominado os primeiros quarenta e cinco minutos, o
Olhanense
não criou grandes ocasiões de golo, exceptuando uma em que um defesa
navalista salvou em cima da linha, já perto do intervalo.
Na etapa complementar os da casa entraram melhor, remetendo os
rubro-negros para a sua defensiva na maior parte do tempo. Os
figueirenses conseguiram chegar ao golo na sequência que um livre na zona
frontal (a falta que lhe deu origem é muito duvidosa), cujo
seguimento foi uma jogada bastante confusa, onde várias tabelas
e ressaltos confundiram o nosso guardião. A defesa não conseguiu afastar
e
Fajardo (que, recordamos, chegou a ser noticiado como possível reforço rubro-negro na
pré-temporada), inaugurou o marcador.
Curiosamente, dois minutos antes do golo Paulo Sérgio havia
substituído o lesionado Anselmo por Sérgio Marquês e, volvidos outro
par de minutos, tirou Nauzet para fazer entrar Filipe Azevedo.
Mais tarde lançaria
ainda Edinho para o lugar de um defesa (Miguel), recuando Alexandre
para central. Marco Abreu foi para defesa-esquerdo e Branquinho
recebeu a braçadeira de "capitão", juntamente com instruções para adiantar-se no terreno. Com estas alterações o Olhanense actuaria o terço
final da partida num 4-3-3 bastante ofensivo. Inicialmente
pareceu não surtir efeitos práticos, mas acabaria por originar o merecido golo do
empate: Branquinho recuperou a posse de bola, lançou Ricardo Silva,
que ludibriou alguns adversários pela esquerda, centrando para o
mesmo Branquinho. Já dentro da área, o esquerdino marcou um tento de belo
efeito, em pontapé à meia volta.
Estava resposta a justiça no marcador num jogo com arbitragem
algo caseira no assinalar de pequenas faltas a meio-campo (uma
delas originou o primeiro golo da partida). Resta imaginar o que
teria sido este jogo se o Olhanense tivesse actuado na "máxima
força"... |