20.ª JORNADA
II LIGA DE HONRA - 2004/05

 

NAVAL, 1 - OLHANENSE, 1

Sábado, 05 de Fevereiro de 2005
Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)

NAVAL: Taborda; Carlitos, Fernando, Ivo Afonso e Nelson Veiga; Solimar, Glauber, Fajardo (Pedro Cervantes, 80') e Basílio (Diogo Luís, 88'); Leandro Tatu e Rhanem (Éder Richartz, 32');

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Lameirão, Paulo Sérgio, Miguel (Edinho, 69'), Anselmo (Sérgio Marquês, 58') e Branquinho; Alexandre; Vasco Matos, Nauzet (Filipe Azevedo, 62') e Marco Abreu; Ricardo Silva;

TREINADOR: Rogério Gonçalves TREINADOR: Paulo Sérgio

Amarelos: Rhanem (23'), Ivo Afonso (80') e Leandro Tatu (85')

Amarelos: Branquinho (90')

GOLOS:
1-0 por Fajardo (60')
1-1 por Branquinho (90')

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COMENTÁRIO

Por Miguel Saial
O Olhanense surpreendeu os seus adeptos que se deslocaram à Figueira da Foz (e certamente também os muitos ouvintes radiofónicos, agora que a única estação da cidade finalmente voltou a transmitir os relatos) ao entrar com uma equipa bastante alterada. Se tivermos em conta que na última jornada a nossa equipa venceu o líder da prova e que Paulo Sérgio tem, desde sempre, privilegiado uma vincada continuidade nesse campo, o caso torna-se ainda mais estranho.

Apesar dessas "surpresas", os onze atletas que vestiram a camisola rubro-negra deram uma resposta bastante positiva, principalmente na primeira metade. Com o esquema defensivo de três centrais (que já vem desde a Maia) constituído pelo regressado "capitão" Miguel Teixeira (primeiro jogo após a lesão e logo a titular) e pelos brasileiros Paulo Sérgio e Anselmo (titularíssimo nos jogos fora de casa desde o jogo... na Maia), Lameirão jogou adaptado a lateral direito e, como já é hábito (sempre que necessário nessa ou noutra posição), deu o seu melhor.

No meio-campo Alexandre foi o "trinco", tendo à sua frente Vasco Matos (em bom momento de forma e sempre no limite), o espanhol Nauzet (que parece só conseguir chegar à titularidade em jogos fora de casa, revelando "bons pés" e sentido de jogo colectivo, mas alguma falta de fogosidade e acutilância) e o mais recente reforço, Marco Abreu (sobre a esquerda, esteve sempre certinho, não revelando qualquer quebra, mas também não "entusiasmando" por aí além). Na frente, Ricardo Silva, esteve muito sozinho, mas nunca baixou os braços. E depois de muito esforço (quase) inglório durante quase toda a partida, acabou por ser decisivo no golo do empate.

Apesar de ter dominado os primeiros quarenta e cinco minutos, o Olhanense não criou grandes ocasiões de golo, exceptuando uma em que um defesa navalista salvou em cima da linha, já perto do intervalo.

Na etapa complementar os da casa entraram melhor, remetendo os rubro-negros para a sua defensiva na maior parte do tempo. Os figueirenses conseguiram chegar ao golo na sequência que um livre na zona frontal (a falta que lhe deu origem é muito duvidosa), cujo seguimento foi uma jogada bastante confusa, onde várias tabelas e ressaltos confundiram o nosso guardião. A defesa não conseguiu afastar e Fajardo (que, recordamos, chegou a ser noticiado como possível reforço rubro-negro na pré-temporada), inaugurou o marcador.

Curiosamente, dois minutos antes do golo Paulo Sérgio havia substituído o lesionado Anselmo por Sérgio Marquês e, volvidos outro par de minutos, tirou Nauzet para fazer entrar Filipe Azevedo. Mais tarde lançaria ainda Edinho para o lugar de um defesa (Miguel), recuando Alexandre para central. Marco Abreu foi para defesa-esquerdo e Branquinho recebeu a braçadeira de "capitão", juntamente com instruções para adiantar-se no terreno. Com estas alterações o Olhanense actuaria o terço final da partida num 4-3-3 bastante ofensivo. Inicialmente pareceu não surtir efeitos práticos, mas acabaria por originar o merecido golo do empate: Branquinho recuperou a posse de bola, lançou Ricardo Silva, que ludibriou alguns adversários pela esquerda, centrando para o mesmo Branquinho. Já dentro da área, o esquerdino marcou um tento de belo efeito, em pontapé à meia volta.

Estava resposta a justiça no marcador num jogo com arbitragem algo caseira no assinalar de pequenas faltas a meio-campo (uma delas originou o primeiro golo da partida). Resta imaginar o que teria sido este jogo se o Olhanense tivesse actuado na "máxima força"...

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 SANTA CLARA 3  VARZIM 0
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