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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo, A Bola, O Jogo, Região Sul e Correio da Manhã) |
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OLHANENSE, 1 -
EST. AMADORA, 0 |
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in "Record"
ALGARVIOS FORAM SEMPRE SUPERIORES: Estrela perde com justiça
Autor: ARMANDO ALVES
O Olhanense nem precisou de jogar ao seu melhor nível para bater o
Estrela da Amadora, que se apresentava no Algarve na condição de
líder da Liga de Honra: a turma forasteira rubricou uma exibição
pobre e ao longo de todo o jogo apenas por uma vez esteve perto do
golo (remate de Henrique para defesa apertada de Bruno Veríssimo, à
beira do intervalo), o que diz bem da incapacidade patenteada em
campo.
Menos fulgurante e vistoso que noutras ocasiões, o Olhanense teve
sempre o comando do jogo, graças a uma atitude colectiva que se
traduziu numa grande pressão sobre o portador da bola – dessa forma
os algarvios “mataram” à nascença muitas iniciativas do Estrela e
recuperaram a posse do esférico vezes sem conta, levando a que o
adversário só muito a espaços conseguisse fazer mais do que dois
passes consecutivos.
A isso juntaram os algarvios velocidade e argúcia nos movimentos
ofensivos e, se na primeira ocasião criada Filipe Azevedo falhou
(após cruzamento de Jorge Vidigal), à segunda o ponta-de-lança vindo
do Felgueiras aproveitou um magnífico cruzamento de Ricardo Silva e
marcou.
Esperava-se uma forte reacção do Estrela mas a equipa da Amadora não
alterou o seu comportamento – faltou agressividade e escasseou
esclarecimento ao conjunto – e o já aludido lance de Henrique foi a
excepção num total deserto de ideias.
Na segunda parte o Olhanense procurou gerir a vantagem e fê-lo sem
passar por sobressaltos, com o jogo a desenrolar-se quase sempre a
meio-campo. Toni ainda tentou mudar algo com a entrada de Davide,
mas a expulsão de Fábio Hempel acabou por impedir o Estrela de
adiantar mais as suas linhas. Restava uma cartada, o recurso a Hugo
Carreira como ponta-de-lança, nos últimos minutos, ficando a equipa
a jogar com três defesas, mas os efeitos práticos dessa aposta foram
nulos. |
in "A Bola"
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in "O Jogo"
JÁ NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU
Autor: MANUEL LUÍS
A vitória do Olhanense sobre o ex-líder do campeonato foi justa e
incontestada, tal a superioridade dos anfitriões, especialmente na
primeira metade do jogo, não permitindo que o Estrela demonstrasse
os pergaminhos que o conduziram, até à ronda finda, à liderança da
prova.
Desde logo que os comandados de Paulo Sérgio explicaram aos
orientados por Toni que não basta o título de comandante, entretanto
perdido, para se vencer as partidas, pelo que a turma algarvia foi,
claramente, superior em todos os capítulos do terreno de jogo.
Nem os fogachos dos forasteiros Semedo e Henrique conseguiram
atenuar o futebol mandão e eficaz da formação algarvia, onde a
segurança na defesa de Paulo Sérgio, o virtuosismo de Sérgio Marquês
no meio-campo, os "piques" de Vasco Matos pelas faixas laterais e a
eficácia ofensiva do reforço que é Filipe Azevedo marcaram a
diferença. Aliás, foi após uma das muitas acções logradas entre os
dois últimos e Ricardo Silva que surgiu o golo da vitória olhanense.
Ainda sem perder em casa, os "leões" de Olhão venceram e convenceram
um Estrela apático, demonstrando aos adversários que têm de contar
com eles na luta pela subida.
Hélder Rocha, treinador-adjunto do Olhanense:
"Foi uma vitória justíssima, porque fomos a melhor equipa em
campo e não deixamos o nosso adversário fazer melhor. Na segunda
parte só tivemos de controlar o jogo"
Toni, treinador do Estrela da Amadora:
"Não funcionámos enquanto equipa, cometemos demasiados erros, bem
aproveitados pelo Olhanense, que mereceu ganhar" |
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in "Região Sul"
TEMPO FRIO "CONGELOU" A PARTIDA
Autor: EDGAR PIRES
O Olhanense continua imbatível no seu terreno e nem mesmo o líder, o
Est. Amadora, mostrou capacidade suficiente para sequer criar
problemas aos algarvios. Com este 1-0 de ontem, a equipa de Paulo
Sérgio acumula agora 29 pontos, ocupando a 6.ª posição da tabela.
Filipe Azevedo, reforço de Inverno, no seu segundo encontro ao
serviço dos rubro-negros, já valeu três pontos, marcando o único
golo do encontro, com um desvio excelente, após boa jogada de
Ricardo Silva pela direita do ataque e cruzamento com conta, peso e
medida.
Passavam, então, 20' do início da partida e os algarvios dominavam a
seu bel-prazer, encostando os adversários à sua área, sem, no
entanto, criar muitas ocasiões de perigo, porque a dinâmica ofensiva
parecia "congelada".
A surpresa, no 4x4x2 habitual de Paulo Sérgio, foi a presença de Toy
à esquerda, na posição até agora ocupada por Livramento, enquanto
Ricardo Silva tinha a missão de apoiar directamente Filipe Azevedo.
Um pouco antes do golo, Vidigal tinha proporcionado ao novo jogador
olhanense uma bela oportunidade, mas este acabou por rematar para
fora. De resto, pouco mais no bloco-de-notas.
O Estrela da Amadora foi incapaz de impor o seu futebol e mostrar
por que razão ocupa a liderança. "Toni" mexeu na equipa à meia-hora
de jogo mas tudo continuou na mesma. Já após os descontos, Henrique,
aproveitando um ressalto, poderia ter igualado, mas rematou para
defesa de Bruno Veríssimo.
A segunda parte foi um hino à sonolência, sem qualquer ocasião de
perigo. O Olhanense fechou o seu jogo e deu ao Estrela o controlo.
Só que os lisboetas nunca manifestaram capacidade para furar a
defensiva contrária - e a expulsão algo exagerada de Hempel só veio
prejudicar os seus intentos. Resultado: zero oportunidades de golo
concretas e um par de remates por cima. Mais frio que o tempo, só o
jogo...
Hélder Rocha, técnico-adjunto do Olhanense, considerou a vitória da
sua equipa "justa". "Fomos o melhor conjunto e aquele que
mais procurou vencer. Se o Estrela não mostrou mais foi porque nós
não deixamos..."
Por seu lado, "Toni" confessou-se "triste". "Não fizemos
jus ao lugar que ocupamos na tabela", acrescentou, lembrando algumas
atenuantes para a derrota: "O esforço da Taça de Portugal [n.d.r. -
vitória sobre o Penafiel, na quarta-feira] e o péssimo relvado". |
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in "Correio da
Manhã"
Olhanense invencível em casa - O MEDO TRAIU O
E. AMADORA
Autor: TEIXEIRA MARQUES
Uma entrada de rompante, com quatro avançados de raiz, que pareceu
atemorizar o Estrela da Amadora – Fredrick realizou ontem o último
jogo pelos ‘tricolores’, pois vai seguir para o Córdoba –, permitiu
que o Sporting Olhanense, na primeira meia hora, dominasse por
completo e marcasse o único golo do jogo, mantendo a invencibilidade
no seu estádio. Na restante hora de jogo o equilíbrio foi a tónica
dominante, mas sem que o líder conseguisse criar jogadas de perigo.
Aliás, foi um jogo muito táctico, com escassas oportunidades de
golo. A excepção foi a fuga do muito mexido Ricardo Silva que foi à
linha oferecer, de bandeja, a emenda vitoriosa, na pequena área, ao
oportuno Filipe Azevedo que se estreava perante o público local da
melhor maneira.
Estava feita justiça no marcador, pois apenas os algarvios pareciam
interessados em vencer. Os lisboetas mostravam-se inofensivos e
apenas no último minuto da primeira parte, uma falha defensiva,
permitiu o remate perigoso, mas fraco, de Henrique, que Bruno
Veríssimo defendeu proporcionando o único pontapé de canto dos
visitantes nesse período – o Olhanense teve seis na 1.ª parte.
Esperava-se a reacção do Estrela no segundo período, mas nem as
substituições operadas, que puseram mais atacantes em campo, tiveram
o condão de trazer emoção à partida. Até porque, a quinze minutos do
fim, uma ‘infantilidade’ de Fábio – pontapeou, sem bola, Lameirão –
deixou os amadorenses em inferioridade numérica. Como, por outro
lado, o Olhanense se limitava a controlar, a partida perdeu
interesse. A vitória dos algarvios é justa, num jogo excelentemente
arbitrado. |
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