[ 31 de Janeiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo, A Bola, O Jogo, Região Sul e Correio da Manhã)

OLHANENSE, 1 - EST. AMADORA, 0

in "Record"
ALGARVIOS FORAM SEMPRE SUPERIORES: Estrela perde com justiça
Autor: ARMANDO ALVES

O Olhanense nem precisou de jogar ao seu melhor nível para bater o Estrela da Amadora, que se apresentava no Algarve na condição de líder da Liga de Honra: a turma forasteira rubricou uma exibição pobre e ao longo de todo o jogo apenas por uma vez esteve perto do golo (remate de Henrique para defesa apertada de Bruno Veríssimo, à beira do intervalo), o que diz bem da incapacidade patenteada em campo.

Menos fulgurante e vistoso que noutras ocasiões, o Olhanense teve sempre o comando do jogo, graças a uma atitude colectiva que se traduziu numa grande pressão sobre o portador da bola – dessa forma os algarvios “mataram” à nascença muitas iniciativas do Estrela e recuperaram a posse do esférico vezes sem conta, levando a que o adversário só muito a espaços conseguisse fazer mais do que dois passes consecutivos.

A isso juntaram os algarvios velocidade e argúcia nos movimentos ofensivos e, se na primeira ocasião criada Filipe Azevedo falhou (após cruzamento de Jorge Vidigal), à segunda o ponta-de-lança vindo do Felgueiras aproveitou um magnífico cruzamento de Ricardo Silva e marcou.

Esperava-se uma forte reacção do Estrela mas a equipa da Amadora não alterou o seu comportamento – faltou agressividade e escasseou esclarecimento ao conjunto – e o já aludido lance de Henrique foi a excepção num total deserto de ideias.

Na segunda parte o Olhanense procurou gerir a vantagem e fê-lo sem passar por sobressaltos, com o jogo a desenrolar-se quase sempre a meio-campo. Toni ainda tentou mudar algo com a entrada de Davide, mas a expulsão de Fábio Hempel acabou por impedir o Estrela de adiantar mais as suas linhas. Restava uma cartada, o recurso a Hugo Carreira como ponta-de-lança, nos últimos minutos, ficando a equipa a jogar com três defesas, mas os efeitos práticos dessa aposta foram nulos.

in "A Bola"

in "O Jogo"
JÁ NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU
Autor: MANUEL LUÍS

A vitória do Olhanense sobre o ex-líder do campeonato foi justa e incontestada, tal a superioridade dos anfitriões, especialmente na primeira metade do jogo, não permitindo que o Estrela demonstrasse os pergaminhos que o conduziram, até à ronda finda, à liderança da prova.

Desde logo que os comandados de Paulo Sérgio explicaram aos orientados por Toni que não basta o título de comandante, entretanto perdido, para se vencer as partidas, pelo que a turma algarvia foi, claramente, superior em todos os capítulos do terreno de jogo.

Nem os fogachos dos forasteiros Semedo e Henrique conseguiram atenuar o futebol mandão e eficaz da formação algarvia, onde a segurança na defesa de Paulo Sérgio, o virtuosismo de Sérgio Marquês no meio-campo, os "piques" de Vasco Matos pelas faixas laterais e a eficácia ofensiva do reforço que é Filipe Azevedo marcaram a diferença. Aliás, foi após uma das muitas acções logradas entre os dois últimos e Ricardo Silva que surgiu o golo da vitória olhanense.

Ainda sem perder em casa, os "leões" de Olhão venceram e convenceram um Estrela apático, demonstrando aos adversários que têm de contar com eles na luta pela subida.


Hélder Rocha, treinador-adjunto do Olhanense:
"Foi uma vitória justíssima, porque fomos a melhor equipa em campo e não deixamos o nosso adversário fazer melhor. Na segunda parte só tivemos de controlar o jogo"

Toni, treinador do Estrela da Amadora:
"Não funcionámos enquanto equipa, cometemos demasiados erros, bem aproveitados pelo Olhanense, que mereceu ganhar"

in "Região Sul"
TEMPO FRIO "CONGELOU" A PARTIDA
Autor: EDGAR PIRES

O Olhanense continua imbatível no seu terreno e nem mesmo o líder, o Est. Amadora, mostrou capacidade suficiente para sequer criar problemas aos algarvios. Com este 1-0 de ontem, a equipa de Paulo Sérgio acumula agora 29 pontos, ocupando a 6.ª posição da tabela.

Filipe Azevedo, reforço de Inverno, no seu segundo encontro ao serviço dos rubro-negros, já valeu três pontos, marcando o único golo do encontro, com um desvio excelente, após boa jogada de Ricardo Silva pela direita do ataque e cruzamento com conta, peso e medida.

Passavam, então, 20' do início da partida e os algarvios dominavam a seu bel-prazer, encostando os adversários à sua área, sem, no entanto, criar muitas ocasiões de perigo, porque a dinâmica ofensiva parecia "congelada".

A surpresa, no 4x4x2 habitual de Paulo Sérgio, foi a presença de Toy à esquerda, na posição até agora ocupada por Livramento, enquanto Ricardo Silva tinha a missão de apoiar directamente Filipe Azevedo. Um pouco antes do golo, Vidigal tinha proporcionado ao novo jogador olhanense uma bela oportunidade, mas este acabou por rematar para fora. De resto, pouco mais no bloco-de-notas.

O Estrela da Amadora foi incapaz de impor o seu futebol e mostrar por que razão ocupa a liderança. "Toni" mexeu na equipa à meia-hora de jogo mas tudo continuou na mesma. Já após os descontos, Henrique, aproveitando um ressalto, poderia ter igualado, mas rematou para defesa de Bruno Veríssimo.

A segunda parte foi um hino à sonolência, sem qualquer ocasião de perigo. O Olhanense fechou o seu jogo e deu ao Estrela o controlo. Só que os lisboetas nunca manifestaram capacidade para furar a defensiva contrária - e a expulsão algo exagerada de Hempel só veio prejudicar os seus intentos. Resultado: zero oportunidades de golo concretas e um par de remates por cima. Mais frio que o tempo, só o jogo...

Hélder Rocha, técnico-adjunto do Olhanense, considerou a vitória da sua equipa "justa". "Fomos o melhor conjunto e aquele que mais procurou vencer. Se o Estrela não mostrou mais foi porque nós não deixamos..."

Por seu lado, "Toni" confessou-se "triste". "Não fizemos jus ao lugar que ocupamos na tabela", acrescentou, lembrando algumas atenuantes para a derrota: "O esforço da Taça de Portugal [n.d.r. - vitória sobre o Penafiel, na quarta-feira] e o péssimo relvado".

in "Correio da Manhã"
Olhanense invencível em casa - O MEDO TRAIU O E. AMADORA
Autor: TEIXEIRA MARQUES

Uma entrada de rompante, com quatro avançados de raiz, que pareceu atemorizar o Estrela da Amadora – Fredrick realizou ontem o último jogo pelos ‘tricolores’, pois vai seguir para o Córdoba –, permitiu que o Sporting Olhanense, na primeira meia hora, dominasse por completo e marcasse o único golo do jogo, mantendo a invencibilidade no seu estádio. Na restante hora de jogo o equilíbrio foi a tónica dominante, mas sem que o líder conseguisse criar jogadas de perigo.

Aliás, foi um jogo muito táctico, com escassas oportunidades de golo. A excepção foi a fuga do muito mexido Ricardo Silva que foi à linha oferecer, de bandeja, a emenda vitoriosa, na pequena área, ao oportuno Filipe Azevedo que se estreava perante o público local da melhor maneira.

Estava feita justiça no marcador, pois apenas os algarvios pareciam interessados em vencer. Os lisboetas mostravam-se inofensivos e apenas no último minuto da primeira parte, uma falha defensiva, permitiu o remate perigoso, mas fraco, de Henrique, que Bruno Veríssimo defendeu proporcionando o único pontapé de canto dos visitantes nesse período – o Olhanense teve seis na 1.ª parte.

Esperava-se a reacção do Estrela no segundo período, mas nem as substituições operadas, que puseram mais atacantes em campo, tiveram o condão de trazer emoção à partida. Até porque, a quinze minutos do fim, uma ‘infantilidade’ de Fábio – pontapeou, sem bola, Lameirão – deixou os amadorenses em inferioridade numérica. Como, por outro lado, o Olhanense se limitava a controlar, a partida perdeu interesse. A vitória dos algarvios é justa, num jogo excelentemente arbitrado.

 

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