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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo, A Bola e Região Sul) |
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PORTIMONENSE, 0 -
OLHANENSE, 0 |
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in "Record"
FALTARAM GOLOS PARA SER SUPER
Autor: ARMANDO ALVES
Uma moldura humana bem acima dos valores médios da SuperLiga (cerca
de 10 mil espectadores) e futebol de excelente qualidade: o derby
algarvio redundou num espectáculo emotivo e bem jogado, ao qual
apenas faltaram os golos, muito por culpa do guardião da turma
visitante, Bruno Veríssimo, que em três momentos de grande
inspiração negou o golo aos locais.
O Portimonense foi melhor na primeira parte, dispondo das mais
claras ocasiões de golo, a primeira logo nos minutos iniciais, num
remate de Marinho sustido por Bruno Veríssimo, que voltaria a
brilhar ainda antes do descanso, num pontapé de Ailton. Pelo meio
ficaram outros momentos de bom futebol dos homens da casa, com
saliência para duas movimentações junto à área contrária: Cavaco e
Serjão surgiram isolados mas remataram por alto.
Apresentando Filipe Azevedo no onze inicial, o Olhanense montou um
esquema em que era evidente o propósito de jogar com as armas do
adversário (dois avançados poderosos) para fazer a diferença através
da maior valia técnica dos seus elementos do meio-campo.
Vasco Matos e Livramento criaram alguns desequilíbrios e o primeiro
esteve perto do golo ao aproveitar uma desatenção de Barrigana. Mas
a melhor oportunidade da equipa, na primeira parte, foi anulada por
Duka, num desvio precioso a um cruzamento de Branquinho, que o
estreante Azevedo se preparava para aproveitar.
Na segunda parte o jogo, sem ser menos intenso e disputado, perdeu
qualidade e registaram-se menos situações de golo, em parte devido à
maior eficácia da turma de Olhão na cobertura defensiva e na zona de
meio-campo.
Os forasteiros quase marcaram num cabeceamento defeituoso de Filipe
Azevedo, mas a mais soberba ocasião da etapa complementar
registou-se já nas compensações, com Ailton a obrigar Bruno
Veríssimo a notável intervenção, na cobrança de um livre. Arbitragem
com nota positiva.
Funeral
Realiza-se hoje, às 10.30, em Portimão, o funeral de Mateus, antigo
jogador do Portimonense, Olhanense e Vitória de Setúbal. Foi
respeitado um minuto de silêncio antes do início do derby de ontem. |
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in "Região Sul"
FALTA DE GOLOS DESILUDE "CASA CHEIA"
Autor: EDGAR PIRES
Portimonense e Olhanense desiludiram os mais de nove mil
espectadores que se deslocaram até ao recinto do primeiro emblema ao
não conseguir marcar um único golo, num encontro competitivo,
equilibrado e emotivo, que "cheirou" a SuperLiga.
Com este empate, as duas equipas mantêm-se acima do meio da tabela
na Liga de Honra, com vantagem pontual dos rubro-negros (26 contra
25).
Com diferentes esquemas tácticos (um 4x4x2 normal entre os da casa e
um 3x5x2 por parte dos forasteiros), as duas equipas acabaram, à
medida que o tempo passava, por se encaixar uma na outra, com os
forasteiros mais preocupados do ponto-de-vista defensivo.
O conjunto de Paulo Sérgio raramente criou perigo, enquanto o
Portimonense, fazendo valer o "factor casa", com muita bravura e
luta, beneficiou das melhores ocasiões de golo durante a primeira
metade do encontro.
No primeiro remate da partida, aos 6', Marinho proporcionou bela
defesa a Bruno Veríssimo; aos 35', Ailton rematou de primeira para
defesa do guardião adversário; e, já nos descontos, Serjão, isolado
a passe de Mateus, falhou incrivelmente, atirando de forma
desajeitada por cima.
A segunda parte revelou, de início, um Olhanense mais arrojado, com
Filipe Azevedo a desperdiçar uma bela oportunidade: respondeu com um
cabeceamento torto a cruzamento de Livramento (51'). Mas foi sol de
pouca dura. Embora emotivo, o encontro decresceu de qualidade, ao
que ajudou também a performance dos locais, de quem pouco se viu -
só aos 77' remataram pela primeira vez à baliza contrária.
Na última jogada da partida, um livre em cima da grande área marcado
por Ailton permitiu a "defesa da tarde" a Bruno Veríssimo, a figura
do jogo, por ter evitado o golo contrário em três sérias ocasiões.
Assim, a divisão dos pontos acaba por ser justa, mas se houvesse
vencedor teria de ser o Portimonense. Pena que as duas equipas não
tenham oferecido golos ao estádio repleto (grande invasão dos
adeptos olhanenses...), completando assim um grande espectáculo.
"Belo jogo, com superioridade do Portimonense. Não ganhámos por
infelicidade", disse António Pacheco. Paulo Sérgio falou em
"resultado justo". "As duas equipas mereciam os três pontos, num
óptimo jogo, muito interessante", acrescentou. |
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in "O Jogo"
BRUNO VERÍSSIMO GARANTIU O EMPATE
Autor: ANTÓNIO MARTINS
Cerca de nove mil espectadores assistiram ao dérbi algarvio entre
Portimonense e Olhanense e não saíram defraudados com o espectáculo
proporcionado.
A igualdade serve mais os interesses do Olhanense do que os do
Portimonense, que teve mais oportunidades para marcar. Desde cedo se
percebeu que a equipa de Olhão vinha apostada em obter a igualdade.
O Portimonense assumiu a iniciativa atacante e perante a ausência de
lances de ataque por parte dos visitantes foi gradualmente
acercando-se da baliza de Bruno Veríssimo, o maior responsável pelo
nulo, ao fazer três defesas de grande qualidade.
Na segunda parte, o Olhanense deixou a indicação de que iria jogar
um pouco mais na ofensiva. O cruzamento de Livramento ao qual
correspondeu Filipe Azevedo com um cabeceamento para fora foi o
espelho dessa intenção. António Pacheco procedeu a algumas
alterações e os últimos 20 minutos foram de grande assédio para a
baliza visitante, com Bruno Veríssimo a suster o nulo no último
minuto, ao efectuar uma defesa espantosa a livre directo marcado por
Aílton.
António Pacheco, treinador do Portimonense:
"Foi um bom jogo, a provar que na Liga de Honra pratica-se bom
futebol. O Portimonense foi claramente superior e teve cinco
flagrantes oportunidades para marcar."
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Foi uma excelente partida de futebol, muito intensa. Creio que o
público gostou do que viu, só foi pena que não tivesse havido golos.
Pela qualidade do jogo, as duas equipas mereciam ter conquistado os
três pontos" |
in "A Bola"
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