[ 24 de Janeiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo, A Bola e Região Sul)

PORTIMONENSE, 0 - OLHANENSE, 0

in "Record"
FALTARAM GOLOS PARA SER SUPER
Autor: ARMANDO ALVES

Uma moldura humana bem acima dos valores médios da SuperLiga (cerca de 10 mil espectadores) e futebol de excelente qualidade: o derby algarvio redundou num espectáculo emotivo e bem jogado, ao qual apenas faltaram os golos, muito por culpa do guardião da turma visitante, Bruno Veríssimo, que em três momentos de grande inspiração negou o golo aos locais.

O Portimonense foi melhor na primeira parte, dispondo das mais claras ocasiões de golo, a primeira logo nos minutos iniciais, num remate de Marinho sustido por Bruno Veríssimo, que voltaria a brilhar ainda antes do descanso, num pontapé de Ailton. Pelo meio ficaram outros momentos de bom futebol dos homens da casa, com saliência para duas movimentações junto à área contrária: Cavaco e Serjão surgiram isolados mas remataram por alto.

Apresentando Filipe Azevedo no onze inicial, o Olhanense montou um esquema em que era evidente o propósito de jogar com as armas do adversário (dois avançados poderosos) para fazer a diferença através da maior valia técnica dos seus elementos do meio-campo.

Vasco Matos e Livramento criaram alguns desequilíbrios e o primeiro esteve perto do golo ao aproveitar uma desatenção de Barrigana. Mas a melhor oportunidade da equipa, na primeira parte, foi anulada por Duka, num desvio precioso a um cruzamento de Branquinho, que o estreante Azevedo se preparava para aproveitar.

Na segunda parte o jogo, sem ser menos intenso e disputado, perdeu qualidade e registaram-se menos situações de golo, em parte devido à maior eficácia da turma de Olhão na cobertura defensiva e na zona de meio-campo.

Os forasteiros quase marcaram num cabeceamento defeituoso de Filipe Azevedo, mas a mais soberba ocasião da etapa complementar registou-se já nas compensações, com Ailton a obrigar Bruno Veríssimo a notável intervenção, na cobrança de um livre. Arbitragem com nota positiva.

Funeral

Realiza-se hoje, às 10.30, em Portimão, o funeral de Mateus, antigo jogador do Portimonense, Olhanense e Vitória de Setúbal. Foi respeitado um minuto de silêncio antes do início do derby de ontem.

in "Região Sul"
FALTA DE GOLOS DESILUDE "CASA CHEIA"
Autor: EDGAR PIRES

Portimonense e Olhanense desiludiram os mais de nove mil espectadores que se deslocaram até ao recinto do primeiro emblema ao não conseguir marcar um único golo, num encontro competitivo, equilibrado e emotivo, que "cheirou" a SuperLiga.

Com este empate, as duas equipas mantêm-se acima do meio da tabela na Liga de Honra, com vantagem pontual dos rubro-negros (26 contra 25).

Com diferentes esquemas tácticos (um 4x4x2 normal entre os da casa e um 3x5x2 por parte dos forasteiros), as duas equipas acabaram, à medida que o tempo passava, por se encaixar uma na outra, com os forasteiros mais preocupados do ponto-de-vista defensivo.

O conjunto de Paulo Sérgio raramente criou perigo, enquanto o Portimonense, fazendo valer o "factor casa", com muita bravura e luta, beneficiou das melhores ocasiões de golo durante a primeira metade do encontro.

No primeiro remate da partida, aos 6', Marinho proporcionou bela defesa a Bruno Veríssimo; aos 35', Ailton rematou de primeira para defesa do guardião adversário; e, já nos descontos, Serjão, isolado a passe de Mateus, falhou incrivelmente, atirando de forma desajeitada por cima.

A segunda parte revelou, de início, um Olhanense mais arrojado, com Filipe Azevedo a desperdiçar uma bela oportunidade: respondeu com um cabeceamento torto a cruzamento de Livramento (51'). Mas foi sol de pouca dura. Embora emotivo, o encontro decresceu de qualidade, ao que ajudou também a performance dos locais, de quem pouco se viu - só aos 77' remataram pela primeira vez à baliza contrária.

Na última jogada da partida, um livre em cima da grande área marcado por Ailton permitiu a "defesa da tarde" a Bruno Veríssimo, a figura do jogo, por ter evitado o golo contrário em três sérias ocasiões.

Assim, a divisão dos pontos acaba por ser justa, mas se houvesse vencedor teria de ser o Portimonense. Pena que as duas equipas não tenham oferecido golos ao estádio repleto (grande invasão dos adeptos olhanenses...), completando assim um grande espectáculo.

"Belo jogo, com superioridade do Portimonense. Não ganhámos por infelicidade", disse António Pacheco. Paulo Sérgio falou em "resultado justo". "As duas equipas mereciam os três pontos, num óptimo jogo, muito interessante", acrescentou.

in "O Jogo"
BRUNO VERÍSSIMO GARANTIU O EMPATE
Autor: ANTÓNIO MARTINS

Cerca de nove mil espectadores assistiram ao dérbi algarvio entre Portimonense e Olhanense e não saíram defraudados com o espectáculo proporcionado.

A igualdade serve mais os interesses do Olhanense do que os do Portimonense, que teve mais oportunidades para marcar. Desde cedo se percebeu que a equipa de Olhão vinha apostada em obter a igualdade. O Portimonense assumiu a iniciativa atacante e perante a ausência de lances de ataque por parte dos visitantes foi gradualmente acercando-se da baliza de Bruno Veríssimo, o maior responsável pelo nulo, ao fazer três defesas de grande qualidade.

Na segunda parte, o Olhanense deixou a indicação de que iria jogar um pouco mais na ofensiva. O cruzamento de Livramento ao qual correspondeu Filipe Azevedo com um cabeceamento para fora foi o espelho dessa intenção. António Pacheco procedeu a algumas alterações e os últimos 20 minutos foram de grande assédio para a baliza visitante, com Bruno Veríssimo a suster o nulo no último minuto, ao efectuar uma defesa espantosa a livre directo marcado por Aílton.

António Pacheco, treinador do Portimonense:
"Foi um bom jogo, a provar que na Liga de Honra pratica-se bom futebol. O Portimonense foi claramente superior e teve cinco flagrantes oportunidades para marcar."

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Foi uma excelente partida de futebol, muito intensa. Creio que o público gostou do que viu, só foi pena que não tivesse havido golos. Pela qualidade do jogo, as duas equipas mereciam ter conquistado os três pontos"

in "A Bola"
 

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