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"O JOGO"
SORRISOS NO FIM JUSTIFICADOS
Num jogo de futebol nem sempre é fácil comungar do discurso do
adversário, mas o desafio entre o Maia e o Olhanense mostrou que
afinal também aqui poderá haver uma saudável partilha de opiniões.
Isto porque, no final da partida, os dois responsáveis técnicos
mostraram-se satisfeitos com o empate, que, aliás, foi o resultado
mais adequado ao que se passou dentro de campo.
Os algarvios foram os primeiros a ganhar algum ascendente ofensivo.
Sustentados numa defesa compacta e um meio-campo seguro,
aproveitavam-se de um rápido contra-ataque para, assim, sondar o
último reduto maiato. Sem querer arriscar em demasia, o Maia deixava
escapar alguma fragilidade no seu quarteto defensivo, suavizada pela
segurança do guarda-redes Paiva dentro e fora de postes. O guardião
esteve em destaque aos 22' quando uma perdida da defesa maiata
permitiu o forte remate de Branquinho, apenas travado à boca da
baliza. Este lance despertou o ataque da casa e após excelente
desempenho de Jean Paulista, na ala esquerda, Emerson rematou para
defesa de Bruno Veríssimo.
O segundo tempo começou com um remate cruzado do irrequieto Jean
Paulista. Na resposta, Vasco Matos aproveita o mau lançamento
efectuado por China e surge isolado frente a Paiva, que consegue
fazer o alívio, e aos 70' o livre de Ricardo Silva embate, com forte
estrondo, na barra. Quando as coisas estavam dificeís para os
maiatos, Evandro desfaz todas as dúvidas e abre o activo (80'), após
bom trabalho de Paulo Jorge. Sol de pouco dura, porque logo depois
Paulo Sérgio restabelece a igualdade. Daí até ao final, tanto uma
como outra equipa dispuseram de mais algumas oportunidades, sem
alterar o resultado.
Mário Reis, treinador do Maia: "O Olhanense teve o mérito de
bloquear todos os nossos espaços e também não tivemos a sorte do
nosso lado. O empate traduz o que se passou aqui"
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense: "Acho que o resultado se
ajusta bem, até porque o Maia também não protagonizou grandes lances
de perigo" |