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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo, Região Sul) |
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OLHANENSE, 3 - LEIXÕES, 1 |
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in "Região Sul"
RICARDO SILVA COMANDOU REVOLTA
Autor: EDGAR PIRES
Excelente vitória do Olhanense no José Arcanjo, no primeiro jogo de
2005. Um mau começo não impediu que Ricardo Silva (que, nesta pausa
de Inverno, foi dado como certo no Estoril) comandasse a reviravolta
rubro-negra, consumada na aproximação aos lugares cimeiros da Liga
de Honra.
No entanto, foi o Leixões quem dominou nos primeiros 25 minutos,
deixando o meio-campo da casa incapaz de respirar, devido a uma
forte pressão dos forasteiros. Cleuber marcou de cabeça, após canto,
mas a contabilidade regista mais três ocasiões de golo não
aproveitadas (de novo Cleuber, Joel e Rui Duarte), sempre após
lances de bola parada.
O Olhanense, que até aí só através de um "trapalhão" Toy tinha
criado perigo junto da baliza de Marco, assumiu então o controlo da
partida, conseguindo a reviravolta em apenas três minutos: aos 32',
Lameirão respondeu bem a um canto marcado por Vasco Matos e, três
minutos depois, Ricardo Silva marcou o golo mais bonito do dia, após
jogada individual. Além disso, em duas vezes, o mesmo Ricardo Silva
poderia ter aumentado a vantagem.
Para a segunda metade do encontro, Paulo Sérgio decidiu dar mais
terreno e posse de bola ao adversário, mas sempre com a mira na
baliza contrária. A estratégia revelou-se correcta, uma vez que José
Gomes e o seu conjunto não mostraram capacidade para perfurar a
defesa dos locais.
Espreitando o contra-ataque, o Olhanense criava algum perigo,
surgindo o golo do descanso a dois minutos do fim, com Ricardo Silva
a "bisar", na sequência de uma enorme falha defensiva de Bruno
China.
"Foi uma boa partida, bastante difícil. Sofremos um golo de bola
parada, mas soubemos reagir. O triunfo é amplamente merecido num
jogo bastante conseguido a todos os níveis", disse Paulo Sérgio,
treinador do Olhanense. José Gomes elogiou a equipa da casa:
"Tivemos o pássaro na mão e podíamos ter ampliado a vantagem.
Deixámos fugir tudo com erros da nossa defensiva. Parabéns ao
Olhanense, que mostrou por que ainda não perdeu no seu terreno". |
in "A Bola"
RICARDO SILVA, A FLECHA
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in "Record"
MARCOU UM GOLO ESPECTACULAR E DECIDIU JOGO
Olhanense-Leixões, 3-1: Ricardo resolve
Autores: ARMANDO ALVES e LÍGIA SOUSA
O Estoril deseja-o e outras equipas da SuperLiga andam de olho nele:
Ricardo Silva provou ontem que merece jogar no campeonato principal,
ao apontar um golo espectacular - o seu primeiro, o segundo da
equipa -, conseguindo ainda o "bis", já ao cair do pano, num lance
que ele próprio iniciou.
O Leixões começou bem e chegou a assustar os algarvios quando
Cleuber marcou, na sequência de um canto. De novo em situações de
bola parada (livres), os matosinhenses estiveram perto do golo, em
remates de Rui Duarte e Cleuber.
Os algarvios passavam por alguns sobressaltos na retaguarda e
sentiam grandes dificuldades na acção ofensiva, mas o tento de
Lameirão, também após pontapé de canto, veio "libertar" a equipa da
casa.
A partir daí o jogo "abriu" e Ricardo Silva, no melhor lance da
partida, iludiu quatro adversários e rematou fora do alcance de
Marco, no melhor momento da tarde.
Na segunda parte, a ganhar, o Olhanense recuou uns metros no terreno
e ganhou maior consistência defensiva com essa atitude - o Leixões
só criou um lance de perigo -, sem deixar de procurar a baliza
contrária. Um lance de insistência, iniciado e concluído pelo
incansável Ricardo Silva, após falha de Bruno China, resolveu de vez
o jogo.
Excelente arbitragem. |
in "O Jogo"
RICARDO SILVA DECIDIU
Autor: MANUEL LUÍS
Dois velhos conhecidos da então I Divisão reencontraram-se e o
Olhanense foi mais forte, até porque teve o trunfo Ricardo Silva no
seu melhor, bisando e obrigando a defensiva contrária a trabalho
aturado. Apesar de alguma tremideira a meio-campo, que os deixou em
desvantagem e durou até conseguirem o golo da igualdade numa boa
prestação do central Lameirão, os anfitriões souberam depois ter
calma e utilizar os seus argumentos para virar o marcador. Por seu
turno, o Leixões teve por 17 minutos o pássaro na mão mas não o
conseguiu segurar e foi para o descanso a perder pela margem mínima.
Na segunda metade bastou aos "leões" de Olhão controlar o marcador e
espreitar as falhas contrárias para matarem o jogo com a autêntica
"seta" que é Ricardo Silva.
Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Foi uma boa partida, bastante difícil. Entrámos bem, mas
sofremos um golo de bola parada. O Leixões é perigoso no
contra-ataque, mas tivemos uma grande capacidade de resposta"
José Gomes, treinador do Leixões:
"Tivemos o pássaro na mão e podíamos ter ampliado a vantagem.
Deixámos fugir tudo com erros da nossa defensiva. Parabéns ao
Olhanense e um lamento para o deplorável estado do relvado" |
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in "Matosinhos
Hoje"
Leixões entrou a vencer mas foi incapaz de segurar
Ricardo Silva - Prometer e deitar tudo a perder
Já se sabia que a tarefa não era fácil. O Olhanense é uma das
equipas do campeonato que ainda não perdeu em casa e frente ao
Leixões mostrou alguns dos atributos que explicam o porquê dessa
condição. No regresso à competição, após as longas férias, José
Gomes apostou praticamente na mesma equipa que bateu a Ovarense,
patrocinando apenas a titularidade de Rui Duarte em detrimento de
Everson.
A equipa entrou bem, coesa e personalizada, e não demorou a
colocar-se em vantagem, proeza do central Cleuber, nas alturas, a
cabecear com perfeição para o fundo das redes de Bruno Veríssimo. A
confiança instalou-se entre as hostes leixonenses, mas foi sol de
pouca dura. Os locais arregaçaram as mangas e partiram em busca do
prejuízo, destacando-se a acção de Ricardo Silva, um pequeno génio
que começa a ser cobiçado por emblemas da SuperLiga.
Os rubro-brancos cederam à pressão e Lameirão, também na sequência
de um pontapé de canto, estreou-se a marcar no campeonato. O Leixões
acusou demasiado o empate, algo que foi muito bem aproveitado pelos
donos do terreno para operar a reviravolta completa. Ricardo Silva,
em grande acção individual, iludiu quatro defesas adversários e
rematou sem quaisquer hipóteses para Marco, concluindo assim a
melhor jogada do encontro. Em poucos minutos, o Leixões deixava
fugir o pássaro e chegava ao intervalo numa posição desfavorável.
Ao intervalo, José Gomes lançou Elvis e abdicou de Serafim,
alterando o desenho táctico da equipa. Os homens mais adiantados,
João Pedro, Jorge Gonçalves e Rui Duarte bem tentavam furar a
muralha contrária, mas os homens de Olhão reentraram muito bem no
segundo tempo, exibindo segurança e concentração nas zonas mais
apertadas. O Leixões criou algumas situações de «frisson» junto à
área contrária, mas Bruno Veríssimo tudo segurou.
Ronaldo também entrou com vontade de alterar o estado de coisas, mas
tudo não passou de um punhado de boas intenções. Na etapa
complementar, Ricardo Silva (quem mais?) aproveitou uma falha de
Bruno China para sentenciar definitivamente o triunfo da sua equipa.
O Leixões entra em 2005 com um resultado que, obviamente, não
agradou minimamente as hostes rubro-brancas, mas é preciso
salvaguardar que a equipa exibiu atitude e espírito de sacrifício.
Mas há tardes assim. Em que, simplesmente, o adversário é melhor.
O árbitro, Paulo Costa, realizou um bom trabalho.
A figura - Cleuber
Atento às movimentações dos atacantes, determinado e incansável, o
defesa-central vestiu novamente a pele de goleador e ofereceu uma
pequena ilusão à sua equipa, inaugurando o marcador, na sequência de
um pontapé de canto. O ponto mais alto de uma actuação destemida mas
que não foi acompanhada pelos restantes companheiros da defensiva.
José Gomes – Treinador do Leixões:
“A vencer podíamos ter ampliado a vantagem, mas deixámos fugir o
pássaro, devido a erros da nossa defensiva. Na segunda metade, fomos
mais consistentes, mas não conseguimos anular a desvantagem. O
Olhanense pratica um futebol interessante e mostrou o porquê de
ainda não ter perdido em casa. Parabéns ao adversário. Apenas
lamento o mau estado do relvado”. |
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