[ 10 de Janeiro de 2005 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo, Região Sul)

OLHANENSE, 3 - LEIXÕES, 1

in "Região Sul"
RICARDO SILVA COMANDOU REVOLTA
Autor: EDGAR PIRES

Excelente vitória do Olhanense no José Arcanjo, no primeiro jogo de 2005. Um mau começo não impediu que Ricardo Silva (que, nesta pausa de Inverno, foi dado como certo no Estoril) comandasse a reviravolta rubro-negra, consumada na aproximação aos lugares cimeiros da Liga de Honra.

No entanto, foi o Leixões quem dominou nos primeiros 25 minutos, deixando o meio-campo da casa incapaz de respirar, devido a uma forte pressão dos forasteiros. Cleuber marcou de cabeça, após canto, mas a contabilidade regista mais três ocasiões de golo não aproveitadas (de novo Cleuber, Joel e Rui Duarte), sempre após lances de bola parada.

O Olhanense, que até aí só através de um "trapalhão" Toy tinha criado perigo junto da baliza de Marco, assumiu então o controlo da partida, conseguindo a reviravolta em apenas três minutos: aos 32', Lameirão respondeu bem a um canto marcado por Vasco Matos e, três minutos depois, Ricardo Silva marcou o golo mais bonito do dia, após jogada individual. Além disso, em duas vezes, o mesmo Ricardo Silva poderia ter aumentado a vantagem.

Para a segunda metade do encontro, Paulo Sérgio decidiu dar mais terreno e posse de bola ao adversário, mas sempre com a mira na baliza contrária. A estratégia revelou-se correcta, uma vez que José Gomes e o seu conjunto não mostraram capacidade para perfurar a defesa dos locais.

Espreitando o contra-ataque, o Olhanense criava algum perigo, surgindo o golo do descanso a dois minutos do fim, com Ricardo Silva a "bisar", na sequência de uma enorme falha defensiva de Bruno China.

"Foi uma boa partida, bastante difícil. Sofremos um golo de bola parada, mas soubemos reagir. O triunfo é amplamente merecido num jogo bastante conseguido a todos os níveis"
, disse Paulo Sérgio, treinador do Olhanense. José Gomes elogiou a equipa da casa: "Tivemos o pássaro na mão e podíamos ter ampliado a vantagem. Deixámos fugir tudo com erros da nossa defensiva. Parabéns ao Olhanense, que mostrou por que ainda não perdeu no seu terreno".

in "A Bola"
RICARDO SILVA, A FLECHA

in "Record"
MARCOU UM GOLO ESPECTACULAR E DECIDIU JOGO
Olhanense-Leixões, 3-1: Ricardo resolve

Autores: ARMANDO ALVES e LÍGIA SOUSA

O Estoril deseja-o e outras equipas da SuperLiga andam de olho nele: Ricardo Silva provou ontem que merece jogar no campeonato principal, ao apontar um golo espectacular - o seu primeiro, o segundo da equipa -, conseguindo ainda o "bis", já ao cair do pano, num lance que ele próprio iniciou.

O Leixões começou bem e chegou a assustar os algarvios quando Cleuber marcou, na sequência de um canto. De novo em situações de bola parada (livres), os matosinhenses estiveram perto do golo, em remates de Rui Duarte e Cleuber.

Os algarvios passavam por alguns sobressaltos na retaguarda e sentiam grandes dificuldades na acção ofensiva, mas o tento de Lameirão, também após pontapé de canto, veio "libertar" a equipa da casa.

A partir daí o jogo "abriu" e Ricardo Silva, no melhor lance da partida, iludiu quatro adversários e rematou fora do alcance de Marco, no melhor momento da tarde.

Na segunda parte, a ganhar, o Olhanense recuou uns metros no terreno e ganhou maior consistência defensiva com essa atitude - o Leixões só criou um lance de perigo -, sem deixar de procurar a baliza contrária. Um lance de insistência, iniciado e concluído pelo incansável Ricardo Silva, após falha de Bruno China, resolveu de vez o jogo.

Excelente arbitragem.
in "O Jogo"
RICARDO SILVA DECIDIU
Autor: MANUEL LUÍS

Dois velhos conhecidos da então I Divisão reencontraram-se e o Olhanense foi mais forte, até porque teve o trunfo Ricardo Silva no seu melhor, bisando e obrigando a defensiva contrária a trabalho aturado. Apesar de alguma tremideira a meio-campo, que os deixou em desvantagem e durou até conseguirem o golo da igualdade numa boa prestação do central Lameirão, os anfitriões souberam depois ter calma e utilizar os seus argumentos para virar o marcador. Por seu turno, o Leixões teve por 17 minutos o pássaro na mão mas não o conseguiu segurar e foi para o descanso a perder pela margem mínima.

Na segunda metade bastou aos "leões" de Olhão controlar o marcador e espreitar as falhas contrárias para matarem o jogo com a autêntica "seta" que é Ricardo Silva.

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Foi uma boa partida, bastante difícil. Entrámos bem, mas sofremos um golo de bola parada. O Leixões é perigoso no contra-ataque, mas tivemos uma grande capacidade de resposta"

José Gomes, treinador do Leixões:
"Tivemos o pássaro na mão e podíamos ter ampliado a vantagem. Deixámos fugir tudo com erros da nossa defensiva. Parabéns ao Olhanense e um lamento para o deplorável estado do relvado"

in "Matosinhos Hoje"
Leixões entrou a vencer mas foi incapaz de segurar Ricardo Silva - Prometer e deitar tudo a perder

Já se sabia que a tarefa não era fácil. O Olhanense é uma das equipas do campeonato que ainda não perdeu em casa e frente ao Leixões mostrou alguns dos atributos que explicam o porquê dessa condição. No regresso à competição, após as longas férias, José Gomes apostou praticamente na mesma equipa que bateu a Ovarense, patrocinando apenas a titularidade de Rui Duarte em detrimento de Everson.

A equipa entrou bem, coesa e personalizada, e não demorou a colocar-se em vantagem, proeza do central Cleuber, nas alturas, a cabecear com perfeição para o fundo das redes de Bruno Veríssimo. A confiança instalou-se entre as hostes leixonenses, mas foi sol de pouca dura. Os locais arregaçaram as mangas e partiram em busca do prejuízo, destacando-se a acção de Ricardo Silva, um pequeno génio que começa a ser cobiçado por emblemas da SuperLiga.

Os rubro-brancos cederam à pressão e Lameirão, também na sequência de um pontapé de canto, estreou-se a marcar no campeonato. O Leixões acusou demasiado o empate, algo que foi muito bem aproveitado pelos donos do terreno para operar a reviravolta completa. Ricardo Silva, em grande acção individual, iludiu quatro defesas adversários e rematou sem quaisquer hipóteses para Marco, concluindo assim a melhor jogada do encontro. Em poucos minutos, o Leixões deixava fugir o pássaro e chegava ao intervalo numa posição desfavorável.
 
Ao intervalo, José Gomes lançou Elvis e abdicou de Serafim, alterando o desenho táctico da equipa. Os homens mais adiantados, João Pedro, Jorge Gonçalves e Rui Duarte bem tentavam furar a muralha contrária, mas os homens de Olhão reentraram muito bem no segundo tempo, exibindo segurança e concentração nas zonas mais apertadas. O Leixões criou algumas situações de «frisson» junto à área contrária, mas Bruno Veríssimo tudo segurou.

Ronaldo também entrou com vontade de alterar o estado de coisas, mas tudo não passou de um punhado de boas intenções. Na etapa complementar, Ricardo Silva (quem mais?) aproveitou uma falha de Bruno China para sentenciar definitivamente o triunfo da sua equipa. O Leixões entra em 2005 com um resultado que, obviamente, não agradou minimamente as hostes rubro-brancas, mas é preciso salvaguardar que a equipa exibiu atitude e espírito de sacrifício. Mas há tardes assim. Em que, simplesmente, o adversário é melhor.

O árbitro, Paulo Costa, realizou um bom trabalho.

A figura - Cleuber
Atento às movimentações dos atacantes, determinado e incansável, o defesa-central vestiu novamente a pele de goleador e ofereceu uma pequena ilusão à sua equipa, inaugurando o marcador, na sequência de um pontapé de canto. O ponto mais alto de uma actuação destemida mas que não foi acompanhada pelos restantes companheiros da defensiva.

José Gomes – Treinador do Leixões:
“A vencer podíamos ter ampliado a vantagem, mas deixámos fugir o pássaro, devido a erros da nossa defensiva. Na segunda metade, fomos mais consistentes, mas não conseguimos anular a desvantagem. O Olhanense pratica um futebol interessante e mostrou o porquê de ainda não ter perdido em casa. Parabéns ao adversário. Apenas lamento o mau estado do relvado”.

 

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