[ 13 de Dezembro de 2004 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo, Região Sul)

OLHANENSE, 0 - CHAVES, 0

in "O Jogo"
CONFUSÃO NÃO É PEIXE
Autor: MANUEL LUÍS

Os pescadores de Olhão costumam utilizar a expressão "confusão não é peixe" quando querem explicar que a faina intensa não é correspondida pela quantidade do pescado. Foi isso mesmo que aconteceu ontem ao Olhanense. Os pupilos de Paulo Sérgio trabalharam muito, mas de forma atabalhoada, especialmente nos momentos decisivos, por isso sem a respectiva contrapartida na produção ofensiva.

Perante uma equipa pouco ambiciosa, trancada a sete... Chaves e à procura do pontinho, a formação da casa respondeu com lentidão de processos na zona intermediária e ineficácia no ataque, chegando ao fim do jogo sem conseguir traduzir em golo algumas das oportunidades que fabricou.

Paulo Sérgio, treinador do Olhanense:
"Só nós corremos riscos. Defrontámos uma equipa que veio a Olhão para levar um ponto. Agora queremos recuperar fora de portas"

Jorge Amaral, treinador do Chaves:
"Não é fácil jogar aqui, mas fomos inteligentes, entregámos o domínio ao adversário e até desfrutámos das melhores oportunidades"

in "Record"
DOMÍNIO INFRUTÍFERO DA EQUIPA ALGARVIA
Olhanense-Chaves, 0-0: Sem talento para marcar
Autores: ARMANDO ALVES e LÍGIA SOUSA

O Olhanense ficou ontem pela primeira vez sem marcar em casa, num jogo em que a equipa algarvia, sem jogar bem, usufruiu de claro domínio territorial e de uma quantidade assinalável de oportunidades de golo, todas desperdiçadas.

À equipa de Olhão faltou talento e uma ponta de esclarecimento no último terço do terreno para encontrar a “chave” do triunfo, frente a um adversário muito fechado no seu meio campo e sem iniciativa atacante – os flavienses fizeram um único remate, bem torto, por sinal, pois a bola saiu junto à bandeirola de canto...

Os algarvios estiveram longe do fulgor de outras ocasiões e aos transmontanos cabe o mérito de terem conseguido anular algumas das pedras mais influentes da turma de Olhão – Livramento, Vasco Matos e Ricardo Silva rubricaram prestações uns bons furos abaixo do seu nível habitual –, sem que isso impedisse a equipa da casa de mandar no jogo e de criar oportunidades, desperdiçando cinco apenas no primeiro tempo, as últimas duas por Toy, com o guardião Riça a brilhar.

O segundo tempo apenas acentuou as características da etapa inicial: um Chaves muito recuado, tentando aqui e acolá o contra-ataque (muitas iniciativas acabaram logo à nascença devido à propensão de Chiquinho para cair no fora-de-jogo...), e um Olhanense operário e empenhado mas sem talento e clarividência para chegar ao golo. As oportunidades voltaram a surgir, mas foram desaproveitadas.

Já nas compensações, no único lance conseguido pelo Chaves, em contra-ataque, Pedro Pinto falhou espectacularmente o remate, à boca da baliza, perdendo a possibilidade de dar aos flavienses um prémio ainda maior que o empate, já de si um desfecho injusto para os algarvios.

João Ferreira analisou mal um lance entre Jorge Vidigal e Filipe. Mostrou amarelo ao algarvio, por simulação, mas pareceu ter havido “penalty” contra o Chaves.
in "Região Sul"
SEM "CHAVES" PARA A PORTA DO SUCESSO
Autor: EDGAR PIRES

Resultado negativo para o Olhanense, no seu terreno. O conjunto de Olhão foi incapaz de marcar na baliza adversária, depois de ter mostrado maior capacidade na criação de jogo e dominado totalmente a partida, baixando, com este empate, à 8.ª posição da Liga de Honra.

Os jogadores de Paulo Sérgio jogaram "em cima" de um defensivo Chaves, que se preocupou sempre mais em resguardar a sua baliza e poucas vezes chegou ao ataque. Apesar das oportunidades, nunca o Olhanense conseguiu mostrar eficácia na finalização, sendo esse o seu grande defeito.

A partida guiou-se sempre pelo mesmo trajecto, com o Olhanense a falhar ocasiões de perigo e um Chaves na "retranca" desperdiçando, curiosamente, a vitória no último minuto, quando Pedro Pinto falhou a emenda à boca da baliza. Seria um final demasiado cruel para os locais.

"Só nós corremos riscos. Defrontámos uma equipa que veio a Olhão para levar um ponto. Não aproveitámos as ocasiões de golo. Agora queremos recuperar fora de portas", disse Paulo Sérgio, treinador do Olhanense. O seu homólogo de Chaves acentuou as dificuldades de jogar no José Arcanjo: "Não é fácil jogar aqui, mas fomos inteligentes, entregámos o domínio ao adversário, que não conseguiu aplicar a sua habitual dinâmica".
 

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