[ 29 de Novembro de 2004 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo, Região Sul)

OLHANENSE, 3 - ALVERCA, 0

in "Região Sul"
VITÓRIA INDISCUTÍVEL SOBRE "TOUROS" MACIOS
O Olhanense venceu ontem o Alverca, com um resultado robusto, que evidencia a superior qualidade mostrada em campo, perante "touros" de fraca qualidade. Com este resultado, os algarvios aproximaram-se dos lugares de subida, estando agora em 7.º lugar, com 20 pontos, a dois da Naval, que ocupa a 3.ª posição.

Durante a primeira parte, o conjunto de Paulo Sérgio demonstrou maior força, defensiva e ofensiva, criando diversas ocasiões, sempre desperdiçadas: Ricardo Silva atirou às malhas laterais (2'); Rodolfo desviou cabeceamento de Alexandre para golo (11'); Bruno Fernandes defende livre de Miranda (18'); Edinho, pela direita, remata a centímetros do poste mais afastado (30'); e, já no período de descontos, incrível falhanço de Edinho, após contra-ataque liderado por Livramento e Ricardo Silva.

A equipa de José Lima, constituída maioritariamente por jovens, algo ingénuos na forma como encaravam o encontro, pouco mostrava, e só Falardo, com um cruzamento/remate desviado para canto por Bruno Veríssimo, criou certo perigo - mas, veja-se, só no primeiro minuto de compensações antes do descanso.

No segundo tempo, a toada de jogo manteve-se, mas a equipa algarvia soube acrescentar ao futebol de ataque que havia mostrado durante os 45' iniciais um pormenor essencial: a eficácia na finalização. Edinho deu o exemplo, logo aos 50', respondendo, de cabeça, a um cruzamento de Vasco Matos.

Em desvantagem no marcador, o técnico dos "touros" (o símbolo oficial do emblema ribatejano) tentou dar frescura ao ataque, mas de nada resultou. Ricardo Silva aumentou a vantagem, após passe longo de... Bruno Veríssimo, e fechou o marcador, nas compensações, aproveitando um incrível deslize de Bruno Fernandes, que saiu da baliza mas falhou a intercepção, deixando o avançado contrário com a baliza aberta.

O técnico-adjunto do Olhanense, Mário Artur, acentuou a "vitória inequívoca e natural" do seu conjunto, resultado de uma "superioridade clara" e "alcançada com paciência perante um adversário que nos deu réplica". José Lima reconheceu que a sua equipa esteve "ausente" no primeiro tempo enquanto, na segunda parte, pecou "na finalização e na defesa".

in "O Jogo"
ALGARVIOS JOGARAM SOZINHOS

A conquista dos três pontos por parte do Olhanense nunca esteve em causa, perante um Alverca que, especialmente na primeira metade do jogo, não mais apresentou do que um futebol vazio de imaginação - o que até terá acabado por contaminar o jogo dos da casa. E os ribatejanos nada fizeram para merecer o nulo que levaram para os balneários, o que só aconteceu por culpa da ineficácia dos dianteiros dos "leões" de Olhão, que desperdiçaram todas as oportunidades criadas. Aliás, para se avaliar melhor da exibição da equipa de José Lima, refira-se que o único remate intencional à baliza de Bruno Veríssimo apareceu somente aos 69' - e de livre. Assim, restava aos pupilos de Paulo Sérgio continuar a porfiar com paciência em todos os sectores para aproveitar as falhas da defensiva forasteira, tendo os golos aparecido com naturalidade.

Mário Artur, treinador-adjunto do Olhanense:
"Foi uma vitória inequívoca e natural, alcançada com paciência perante um adversário que nos deu réplica. Mas fomos superiores"

José Lima, treinador do Alverca:
"Na primeira parte, a minha equipa não apareceu em campo e o Olhanense foi superior. Na segunda, entrámos melhor, mas pecámos na finalização e na defesa"

in "Record"
ALGARVIOS MUITO SUPERIORES MAS PERDULÁRIOS
Olhanense-Alverca, 3-0: Desperdício evita pena mais severa

O Olhanense continua imbatível no seu terreno e ontem perdeu a possibilidade de construir um resultado bem mais volumoso, por via do esbanjamento registado na primeira parte, com sete claras ocasiões de golo desperdiçadas, frente a um Alverca demasiado frágil para as exigências da Liga de Honra.

A superioridade da formação algarvia foi bem evidente ao longo de toda a partida e o nulo ao intervalo apresentava-se como um severo castigo para a única formação que procurara marcar, a de Olhão. À grande inépcia no remate juntou-se também alguma infelicidade, com Ricardo Silva e Edinho (este por duas vezes) a perderem as melhores oportunidades das sete criadas pela equipa algarvia.

O Alverca limitava-se a aparar as investidas contrárias e não conseguia sair em contra-ataque, passando por momentos de grande sufoco, face à pressão exercida pelos locais, que exploravam a preceito os flancos, em velocidade, faltando apenas um aspecto fundamental no futebol: capacidade de finalização.

Um problema que viria a ser resolvido na segunda parte, na qual, curiosamente, o Alverca entrou melhor, com Vargas a perder (remate ao lado) uma excelente ocasião para colocar a sua equipa em vantagem. Na resposta, Vasco Matos cruzou da direita e o veterano Edinho (37 anos) mostrou que ainda sabe da poda, cabeceando com grande colocação.

A perder, o técnico dos ribatejanos procurou “estender” mais a equipa no terreno e o Alverca passou a criar algumas situações de apuro nas proximidades da área do Olhanense, mas mostrou sempre grande ingenuidade no último passe e na finalização, com a agravante de essa alteração táctica criar “buracos” na retaguarda, bem aproveitados pela turma contrária.

O segundo golo nasceu de um lance iniciado num passe do guarda-redes Bruno Veríssimo, concluído da melhor forma por Ricardo Silva, depois de excelente trabalho, e o jogo ficou aí resolvido, face à evidente incapacidade do Alverca no capítulo ofensivo.

Ao invés, sempre que acelerava, o Olhanense estava próximo do golo, com Ricardo Silva a beneficiar de uma monumental falha do guardião Bruno Fernandes – saiu da baliza e falhou o corte – para arredondar as contas, já nas compensações, e dar ao marcador uma expressão mais correcta da diferença de valor entre as duas formações.

Arbitragem merecedora de nota positiva.
 



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