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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo, Região Sul) |
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OLHANENSE, 3 - ALVERCA, 0 |
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in "Região Sul"
VITÓRIA INDISCUTÍVEL SOBRE "TOUROS" MACIOS
O Olhanense venceu ontem o Alverca, com um resultado robusto,
que evidencia a superior qualidade mostrada em campo, perante
"touros" de fraca qualidade. Com este resultado, os algarvios
aproximaram-se dos lugares de subida, estando agora em 7.º lugar,
com 20 pontos, a dois da Naval, que ocupa a 3.ª posição.
Durante a primeira parte, o conjunto de Paulo Sérgio demonstrou
maior força, defensiva e ofensiva, criando diversas ocasiões, sempre
desperdiçadas: Ricardo Silva atirou às malhas laterais (2'); Rodolfo
desviou cabeceamento de Alexandre para golo (11'); Bruno Fernandes
defende livre de Miranda (18'); Edinho, pela direita, remata a
centímetros do poste mais afastado (30'); e, já no período de
descontos, incrível falhanço de Edinho, após contra-ataque liderado
por Livramento e Ricardo Silva.
A equipa de José Lima, constituída maioritariamente por jovens, algo
ingénuos na forma como encaravam o encontro, pouco mostrava, e só
Falardo, com um cruzamento/remate desviado para canto por Bruno
Veríssimo, criou certo perigo - mas, veja-se, só no primeiro minuto
de compensações antes do descanso.
No segundo tempo, a toada de jogo manteve-se, mas a equipa algarvia
soube acrescentar ao futebol de ataque que havia mostrado durante os
45' iniciais um pormenor essencial: a eficácia na finalização.
Edinho deu o exemplo, logo aos 50', respondendo, de cabeça, a um
cruzamento de Vasco Matos.
Em desvantagem no marcador, o técnico dos "touros" (o símbolo
oficial do emblema ribatejano) tentou dar frescura ao ataque, mas de
nada resultou. Ricardo Silva aumentou a vantagem, após passe longo
de... Bruno Veríssimo, e fechou o marcador, nas compensações,
aproveitando um incrível deslize de Bruno Fernandes, que saiu da
baliza mas falhou a intercepção, deixando o avançado contrário com a
baliza aberta.
O técnico-adjunto do Olhanense, Mário Artur, acentuou a "vitória
inequívoca e natural" do seu conjunto, resultado de uma
"superioridade clara" e "alcançada com paciência perante um
adversário que nos deu réplica". José Lima reconheceu que a sua
equipa esteve "ausente" no primeiro tempo enquanto, na
segunda parte, pecou "na finalização e na defesa". |
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in "O Jogo"
ALGARVIOS JOGARAM SOZINHOS
A conquista dos três pontos por parte do Olhanense nunca esteve em
causa, perante um Alverca que, especialmente na primeira metade do
jogo, não mais apresentou do que um futebol vazio de imaginação - o
que até terá acabado por contaminar o jogo dos da casa. E os
ribatejanos nada fizeram para merecer o nulo que levaram para os
balneários, o que só aconteceu por culpa da ineficácia dos
dianteiros dos "leões" de Olhão, que desperdiçaram todas as
oportunidades criadas. Aliás, para se avaliar melhor da exibição da
equipa de José Lima, refira-se que o único remate intencional à
baliza de Bruno Veríssimo apareceu somente aos 69' - e de livre.
Assim, restava aos pupilos de Paulo Sérgio continuar a porfiar com
paciência em todos os sectores para aproveitar as falhas da
defensiva forasteira, tendo os golos aparecido com naturalidade.
Mário Artur, treinador-adjunto do Olhanense:
"Foi uma vitória inequívoca e natural, alcançada com paciência
perante um adversário que nos deu réplica. Mas fomos superiores"
José Lima, treinador do Alverca:
"Na primeira parte, a minha equipa não apareceu em campo e o
Olhanense foi superior. Na segunda, entrámos melhor, mas pecámos na
finalização e na defesa" |
in "Record"
ALGARVIOS MUITO SUPERIORES MAS PERDULÁRIOS
Olhanense-Alverca, 3-0: Desperdício evita pena mais severa
O Olhanense continua imbatível no seu terreno e ontem perdeu a
possibilidade de construir um resultado bem mais volumoso, por via
do esbanjamento registado na primeira parte, com sete claras
ocasiões de golo desperdiçadas, frente a um Alverca demasiado frágil
para as exigências da Liga de Honra.
A superioridade da formação algarvia foi bem evidente ao longo de
toda a partida e o nulo ao intervalo apresentava-se como um severo
castigo para a única formação que procurara marcar, a de Olhão. À
grande inépcia no remate juntou-se também alguma infelicidade, com
Ricardo Silva e Edinho (este por duas vezes) a perderem as melhores
oportunidades das sete criadas pela equipa algarvia.
O Alverca limitava-se a aparar as investidas contrárias e não
conseguia sair em contra-ataque, passando por momentos de grande
sufoco, face à pressão exercida pelos locais, que exploravam a
preceito os flancos, em velocidade, faltando apenas um aspecto
fundamental no futebol: capacidade de finalização.
Um problema que viria a ser resolvido na segunda parte, na qual,
curiosamente, o Alverca entrou melhor, com Vargas a perder (remate
ao lado) uma excelente ocasião para colocar a sua equipa em
vantagem. Na resposta, Vasco Matos cruzou da direita e o veterano
Edinho (37 anos) mostrou que ainda sabe da poda, cabeceando com
grande colocação.
A perder, o técnico dos ribatejanos procurou “estender” mais a
equipa no terreno e o Alverca passou a criar algumas situações de
apuro nas proximidades da área do Olhanense, mas mostrou sempre
grande ingenuidade no último passe e na finalização, com a agravante
de essa alteração táctica criar “buracos” na retaguarda, bem
aproveitados pela turma contrária.
O segundo golo nasceu de um lance iniciado num passe do guarda-redes
Bruno Veríssimo, concluído da melhor forma por Ricardo Silva, depois
de excelente trabalho, e o jogo ficou aí resolvido, face à evidente
incapacidade do Alverca no capítulo ofensivo.
Ao invés, sempre que acelerava, o Olhanense estava próximo do golo,
com Ricardo Silva a beneficiar de uma monumental falha do guardião
Bruno Fernandes – saiu da baliza e falhou o corte – para arredondar
as contas, já nas compensações, e dar ao marcador uma expressão mais
correcta da diferença de valor entre as duas formações.
Arbitragem merecedora de nota positiva. |
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