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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo, Região Sul) |
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OLHANENSE, 1 - GONDOMAR, 1 |
in "Record"
VISITANTES EMPATAM NO FIM SÓ COM NOVE
Olhanense-Gondomar, 1-1: Injustiça feita com "milagre"
Um golo obtido nas compensações, quando a equipa se encontrava
reduzida a nove unidades, permitiu ao Gondomar a conquista de um
imerecido empate em Olhão, num jogo em que só os algarvios mostraram
vontade de vencer, perante um opositor muito encolhido no seu
meio-campo.
Os rubro-negros perderam os primeiros pontos em casa e podem
queixar-se de si próprios, pois, sem rubricarem uma exibição de
encher o olho, exerceram claro domínio, perdendo diversas
oportunidades de golo, frente a uma equipa apostada na defesa do 0-0
- a um ritmo pausado juntou-se vezes sem conta o anti-jogo - , com
Bruno Veríssimo a passar por sobressaltos apenas por três vezes. |
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Face à manutenção do nulo, Paulo Sérgio arriscou tudo no ataque e o
Olhanense viria a marcar já depois das expulsões de Wesley e Hélio,
na cobrança de um livre directo. Edinho e Ricardo Silva tiveram o
2-0 nos pés mas nas compensações aconteceu um autêntico golpe de
teatro, premiando quem nada fez para merecer tanta sorte.
Ficaram dúvidas num lance - muito contestado pelos algarvios - na
área do Gondomar. |
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in "O Jogo"
SÓ DEFENDER PREJUDICA O FUTEBOL
O empate consentido pelo Olhanense, já sobre o apito final do
árbitro, não traduz o domínio dos anfitriões durante todo o jogo,
sendo que a única coisa que faz é premiar a táctica hiperdefensiva e
calculista do Gondomar, que em nada defende a imagem que se pretende
dar ao futebol. No entanto, a igualdade castiga também a ineficácia
ofensiva e a lentidão de processos dos "leões" de Olhão.
Nem o golo de Glaedson a poucos minutos do final da partida, numa
altura em que os visitantes já estavam reduzidos a nove unidades
(expulsões de Wesley e Hélio) conseguiu dar uma ideia de maior
eficácia à actuação dos comandados de Paulo Sérgio, tantas vezes
incapazes de ultrapassar a teia defensiva montada pela formação de
Gondomar. Os visitantes faziam contra-ataques esporádicos e
foram-lhes concedidas veleidades para marcarem um golo, quando pouco
fizeram para isso.
Num jogo tão mau, não poderia faltar um trabalho desastrado do
árbitro António Resende - em todos os capítulos. Para cúmulo, o juiz
de campo até levou com uma bolada na cabeça, tendo caído desamparado
em pleno relvado. Para além disso, deixou o defesa Dinis reentrar em
campo pela linha final por duas vezes, depois de o jogador ser
assistido.
PAULO SÉRGIO, treinador do Olhanense:
"É muito difícil jogar contra uma equipa assim, mas a verdade é
que também não conseguimos criar espaços. Podíamos ter feito mais,
inclusive no lance do empate, que foi precedido de uma falta
inexistente"
ABÍLIO ROCHA, treinador-adjunto do Gondomar":
"Estamos numa situação em que precisamos de pontos. Viemos a Olhão
para contrariar a carreira vitoriosa do Olhanense em casa, mas se já
seria difícil com onze, quanto mais com nove. O árbitro teve
dualidade de critérios quando nos expulsou dois jogadores" |
in "Região Sul"
ANTI-JOGO VALEU UM PONTO
O Gondomar não se pode queixar da sorte: sem o merecer, levou de
Olhão um ponto, conquistado já no período de descontos. Pela
primeira vez esta época, os algarvios não venceram no José Arcanjo,
de forma injusta - os gondomarenses optaram pelo anti-jogo,
preocupados apenas em defender o 0-0 e, quando ninguém o esperava,
conseguiram responder ao golo de Glaedson.
A partida começou de forma fria, sonolenta, pachorrenta. Até aos
27', o bloco-de-notas continuava sem ser tocado. Só um lance muito
contestado pelos locais na grande área do Gondomar (o árbitro
entendeu, bem, que Hélio cortou a bola e não fez falta sobre Sérgio
Marquês, que seguia isolado) conseguiu "acordar" o jogo.
Logo de seguida, Marco Cadete falhou de forma incrível o golo,
atirando por cima, e, do lado contrário, era Jorge Vidigal quem
respondia, rematando, durante a primeira parte, cinco vezes,
causando "frisson" num lance que Rui Marcos e a barra aliviaram para
canto e numa tentativa de chapéu. Já em descontos, Ricardo Silva
desperdiçou o golo, depois de uma bela jogada pela direita.
Se o Gondomar já se tinha mostrado avesso ao ataque no primeiro
tempo, após o reatamento colocou o "autocarro" (como se diz na gíria
futebolística) na defesa do 0-0. A atitude hiperdefensiva e o claro
anti-jogo complicaram o futebol do Olhanense que, mesmo mais
ofensivo, não criou muito perigo. Logo nos primeiros minutos,
Lameirão cabeceou e Hélio salvou em cima da linha.
Paulo Sérgio arriscou bastante, retirando do campo os seus dois
centrais. Entretanto, o Gondomar viu-se reduzido a 9 elementos: na
sequência da segunda expulsão, Glaedson marcou de forma exemplar o
livre directo e abriu o marcador. Depois, Edinho e Ricardo Silva
desperdiçaram o 2-0. Nos descontos, Livramento cometeu uma falta
estúpida, foi expulso e, após o livre, a defesa algarvia deixou
Marco Cadete sozinho e este não enjeitou a oportunidade.
Paulo Sérgio sublinhou a dificuldade "de jogar contra uma equipa
assim, mas a verdade é que também não conseguimos criar espaços.
Podíamos ter feito mais, inclusive no lance do empate, que foi
precedido de uma falta inexistente".
O adjunto do Gondomar, Abílio Rocha, afirmou: "Viemos a Olhão
para contrariar a carreira vitoriosa do Olhanense em casa, mas se já
seria difícil com onze, quanto mais com nove. O árbitro teve
dualidade de critérios quando nos expulsou dois jogadores." |
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