[ 14 de Novembro de 2004 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo, Região Sul)

OLHANENSE, 1 - GONDOMAR, 1

in "Record"
VISITANTES EMPATAM NO FIM SÓ COM NOVE
Olhanense-Gondomar, 1-1: Injustiça feita com "milagre"
Um golo obtido nas compensações, quando a equipa se encontrava reduzida a nove unidades, permitiu ao Gondomar a conquista de um imerecido empate em Olhão, num jogo em que só os algarvios mostraram vontade de vencer, perante um opositor muito encolhido no seu meio-campo.

Os rubro-negros perderam os primeiros pontos em casa e podem queixar-se de si próprios, pois, sem rubricarem uma exibição de encher o olho, exerceram claro domínio, perdendo diversas oportunidades de golo, frente a uma equipa apostada na defesa do 0-0 - a um ritmo pausado juntou-se vezes sem conta o anti-jogo - , com Bruno Veríssimo a passar por sobressaltos apenas por três vezes.
Face à manutenção do nulo, Paulo Sérgio arriscou tudo no ataque e o Olhanense viria a marcar já depois das expulsões de Wesley e Hélio, na cobrança de um livre directo. Edinho e Ricardo Silva tiveram o 2-0 nos pés mas nas compensações aconteceu um autêntico golpe de teatro, premiando quem nada fez para merecer tanta sorte.

Ficaram dúvidas num lance - muito contestado pelos algarvios - na área do Gondomar.
in "O Jogo"
SÓ DEFENDER PREJUDICA O FUTEBOL
O empate consentido pelo Olhanense, já sobre o apito final do árbitro, não traduz o domínio dos anfitriões durante todo o jogo, sendo que a única coisa que faz é premiar a táctica hiperdefensiva e calculista do Gondomar, que em nada defende a imagem que se pretende dar ao futebol. No entanto, a igualdade castiga também a ineficácia ofensiva e a lentidão de processos dos "leões" de Olhão.

Nem o golo de Glaedson a poucos minutos do final da partida, numa altura em que os visitantes já estavam reduzidos a nove unidades (expulsões de Wesley e Hélio) conseguiu dar uma ideia de maior eficácia à actuação dos comandados de Paulo Sérgio, tantas vezes incapazes de ultrapassar a teia defensiva montada pela formação de Gondomar. Os visitantes faziam contra-ataques esporádicos e foram-lhes concedidas veleidades para marcarem um golo, quando pouco fizeram para isso.

Num jogo tão mau, não poderia faltar um trabalho desastrado do árbitro António Resende - em todos os capítulos. Para cúmulo, o juiz de campo até levou com uma bolada na cabeça, tendo caído desamparado em pleno relvado. Para além disso, deixou o defesa Dinis reentrar em campo pela linha final por duas vezes, depois de o jogador ser assistido.

PAULO SÉRGIO, treinador do Olhanense:
"É muito difícil jogar contra uma equipa assim, mas a verdade é que também não conseguimos criar espaços. Podíamos ter feito mais, inclusive no lance do empate, que foi precedido de uma falta inexistente"

ABÍLIO ROCHA, treinador-adjunto do Gondomar":
"Estamos numa situação em que precisamos de pontos. Viemos a Olhão para contrariar a carreira vitoriosa do Olhanense em casa, mas se já seria difícil com onze, quanto mais com nove. O árbitro teve dualidade de critérios quando nos expulsou dois jogadores"
in "Região Sul"
ANTI-JOGO VALEU UM PONTO
O Gondomar não se pode queixar da sorte: sem o merecer, levou de Olhão um ponto, conquistado já no período de descontos. Pela primeira vez esta época, os algarvios não venceram no José Arcanjo, de forma injusta - os gondomarenses optaram pelo anti-jogo, preocupados apenas em defender o 0-0 e, quando ninguém o esperava, conseguiram responder ao golo de Glaedson.

A partida começou de forma fria, sonolenta, pachorrenta. Até aos 27', o bloco-de-notas continuava sem ser tocado. Só um lance muito contestado pelos locais na grande área do Gondomar (o árbitro entendeu, bem, que Hélio cortou a bola e não fez falta sobre Sérgio Marquês, que seguia isolado) conseguiu "acordar" o jogo.

Logo de seguida, Marco Cadete falhou de forma incrível o golo, atirando por cima, e, do lado contrário, era Jorge Vidigal quem respondia, rematando, durante a primeira parte, cinco vezes, causando "frisson" num lance que Rui Marcos e a barra aliviaram para canto e numa tentativa de chapéu. Já em descontos, Ricardo Silva desperdiçou o golo, depois de uma bela jogada pela direita.

Se o Gondomar já se tinha mostrado avesso ao ataque no primeiro tempo, após o reatamento colocou o "autocarro" (como se diz na gíria futebolística) na defesa do 0-0. A atitude hiperdefensiva e o claro anti-jogo complicaram o futebol do Olhanense que, mesmo mais ofensivo, não criou muito perigo. Logo nos primeiros minutos, Lameirão cabeceou e Hélio salvou em cima da linha.

Paulo Sérgio arriscou bastante, retirando do campo os seus dois centrais. Entretanto, o Gondomar viu-se reduzido a 9 elementos: na sequência da segunda expulsão, Glaedson marcou de forma exemplar o livre directo e abriu o marcador. Depois, Edinho e Ricardo Silva desperdiçaram o 2-0. Nos descontos, Livramento cometeu uma falta estúpida, foi expulso e, após o livre, a defesa algarvia deixou Marco Cadete sozinho e este não enjeitou a oportunidade.

Paulo Sérgio sublinhou a dificuldade "de jogar contra uma equipa assim, mas a verdade é que também não conseguimos criar espaços. Podíamos ter feito mais, inclusive no lance do empate, que foi precedido de uma falta inexistente".

O adjunto do Gondomar, Abílio Rocha, afirmou: "Viemos a Olhão para contrariar a carreira vitoriosa do Olhanense em casa, mas se já seria difícil com onze, quanto mais com nove. O árbitro teve dualidade de critérios quando nos expulsou dois jogadores."
 

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