[ 01 de Novembro de 2004 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo)

VARZIM, 0 - OLHANENSE, 1

in "O Jogo"
OLHO PARA A VITÓRIA
Nada a opor a um triunfo inteiramente justo por parte da Olhanense, uma equipa que se revelou sempre mais capaz. Ricardo Silva, o melhor em campo, apontou o único tento, aproveitando da melhor forma uma excelente jogada individual de Toy, que tirou quatro adversários do caminho. Aliás, a dupla de atacantes dos algarvios deu "água pela barba" à defensiva poveira. O Varzim até começou bem, ganhando alguma superioridade e criando duas boas ocasiões, mas nem Emanuel nem Gilmar tiveram a sorte de marcar. O Olhanense conseguiu ganhar vantagem perto do intervalo, um pouco contra a corrente do jogo, justificando o triunfo pelo desempenho na segunda metade, de grande solidez colectiva, só não dilatando a vantagem por manifesta incapacidade.
Carlos Xistra realizou um trabalho aceitável.

José Dinis, treinador do Varzim:
"Entrámos bem, com oportunidades, mas sofremos um golo que não deveríamos ter sofrido. Isso acabou por perturbar a equipa e acabamos por perder. A lesão do Tito condicionou bastante a nossa estratégia"

Paulo Sérgio, treinador da Olhanense:
"Foi a nossa primeira vitória fora, embora já a merecêssemos há mais tempo. Tivemos ocasiões para dilatar o resultado e terminar a partida mais descansados"
in "A Bola"
in "Record"
ALGARVIOS REVELAM OLHO VIVO E PÉ LIGEIRO

Triunfo (o primeiro fora) certo do Olhanense, que mostrou ser a equipa mais organizada. Mas, acima de tudo, os algarvios tiveram dois jogadores – Toy e Ricardo Silva – que, só por si, “deram cabo” da defesa do Varzim.

O treinador José Dinis, ao ver que as coisas não corriam de feição para os varzinistas, num acto praticamente de desespero, fez três substituições após o intervalo e só uma delas obrigatória, devido à lesão de Tito. A intenção era atacar a toda a largura do relvado. Tudo ficou pela boa intenção, já que, em termos reais, não deu qualquer resultado positivo. O Olhanense, para além de mostrar uma defesa segura (ao contrário do que acontecia com o seu adversário), tomou conta do meio-campo e, explorando o contra-ataque, não deixou respirar os poveiros.

O Varzim dispôs de algumas oportunidades para marcar, mas a equipa de Olhão também criou diversos lances de perigo. E daí a razão do desaire varzinista no seu terreno, ou melhor, a justiça do triunfo do Olhanense, sob o lema “olho vivo e pé ligeiro”. Apesar do empenho demonstrado, os poveiros não revelaram credenciais suficientes para anular as investidas algarvias. Daí o desalento dos locais, estampado no rosto de todos os jogadores e ainda mais nos adeptos do Varzim.

in "Voz da Póvoa"


O Olhanense veio à Póvoa vencer e convencer o Varzim, tal a superioridade na qualidade de jogo patenteada ao longo de toda a partida. A equipa poveira nunca se entendeu com a pressão alta feita pelos adversários. A defensiva foi cometendo erros consecutivos, Litos foi-os emendando mas era impossível deter o remate de Ricardo Silva a concluir uma jogada de antologia de Toy que, em fintas sucessivas, trocou os olhos a três poveiros. Os algarvios podiam ter resolvido o jogo logo de seguida mas o chapéu de Ricardo Jorge saiu alto demais. Tito, que estava a ser dos poucos a remar contra a maré, lesionou-se e foi a coxear para o intervalo.

No reatamento, José Dinis não se limitou a substituir o médio lesionado e fez três substituições de uma assentada. Mas o cariz do jogo pouco se alterou porque o Varzim não conseguia sair para o ataque com a bola controlada e a melhor oportunidade de golo pertenceu aos algarvios, com Livramento à boca da baliza a rematar contra o corpo do guardião poveiro.

Pior que a derrota foi a exibição do Varzim. Só Litos escapou ao descalabro e evitou uma derrota mais pesada. Os poveiros arrastaram-se no campo de forma lenta e descoordenada, incapazes de imprimir mudanças de velocidade, vector importantíssimo no futebol moderno. Chegaram sempre atrasados à bola e perderam todos os ressaltos. Ao invés, os algarvios fizeram uma ocupação racional do terreno e imprimiram velocidade nas acções ofensivas. Toy, Livramento e Ricardo Silva foram os melhores de um colectivo forte.

in www.vozdapovoa.com

in "Voz da Póvoa"


Ao contrário do treinador e de alguns atletas, a direcção não assumiu a subida como objectivo. E bem, à semelhança do que aconteceu na última subida, com outros dirigentes... O Varzim pode não subir, apesar do plantel ter qualidade para os lugares cimeiros, mas as exibições não podem envergonhar os adeptos. Algo tem de ser feito, a começar pela parte física.

Os jogadores do Olhanense saltaram mais alto, correram mais rápido e ganharam quase todos os ressaltos e segundas bolas. O Varzim não vai contratar um preparador físico?
As equipas que defrontam o Varzim já descobriram os pontos fracos e conhecem de olhos fechados as poucas movimentações que os alvi-negros têm estudadas.

A jogar em 4x4x2, com a ousadia de alinhar um para um na defesa e sem grandes preocupações, o Olhanense deu uma lição de humildade, carácter e qualidade futebolística. O resultado só peca por escasso, pois, na segunda parte, o Varzim não rematou uma única vez à baliza contrária. O jogo começou com os algarvios ao ataque. O Varzim sacudiu a pressão e em contra-ataque, muito bem construído por Tito, fez a única jogada em condições de todo o jogo. Emanuel recebeu na direita e cruzou com precisão para Gilmar cabecear por cima. Paulo Gomes por duas vezes também poderia ter chegado ao golo.

Mas quem marcou foi Ricardo Silva. Um pequeno/grande jogador de futebol, que, juntamente com Toy, confundiu os cinco defesas e os dois trincos do Varzim. Toy passou por meia equipa poveira e ganhou um ressalto para isolar Ricardo Silva, que rematou sem hipóteses para Litos.

A segunda parte foi incrível! José Dinis fez três alterações ao intervalo. Tirou Tito devido a lesão, mas colocou Nuno Santos (um ala) no seu lugar e o futebol não existiu. Tirou um central (outra vez Lemos, que estava a ser o menos mau) e meteu Delfim na esquerda. E trocou avançado por avançado. O 4x2x4 (seria mesmo?) nada trouxe de novo. Os adeptos assobiavam com razão nas bancadas e o jogo terminou 0-1 por piedade algarvia.

Um mar de equívocos este Varzim. A jogar desta forma, nem a manutenção será fácil. Litos, Emanuel (na 1ª parte) Gilmar e Tito escaparam ao descalabro. A continuar a manter três centrais em campo, Pedro Santos, mais rápido do que qualquer um deles, tem lugar de caras. Jocivalter não joga porquê? Com a falta de confiança actual, o que anda a fazer Alexandre dentro de campo? E os avançados, não terão de acordar mais cedo... nos jogos?

in www.povoasemanario.pt
 



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