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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo) |
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VARZIM, 0 - OLHANENSE, 1 |
in "O Jogo"
OLHO PARA A VITÓRIA
Nada a opor a um triunfo inteiramente justo por parte da
Olhanense, uma equipa que se revelou sempre mais capaz. Ricardo
Silva, o melhor em campo, apontou o único tento, aproveitando da
melhor forma uma excelente jogada individual de Toy, que tirou
quatro adversários do caminho. Aliás, a dupla de atacantes dos
algarvios deu "água pela barba" à defensiva poveira. O Varzim até
começou bem, ganhando alguma superioridade e criando duas boas
ocasiões, mas nem Emanuel nem Gilmar tiveram a sorte de marcar. O
Olhanense conseguiu ganhar vantagem perto do intervalo, um pouco
contra a corrente do jogo, justificando o triunfo pelo desempenho na
segunda metade, de grande solidez colectiva, só não dilatando a
vantagem por manifesta incapacidade.
Carlos Xistra realizou um trabalho aceitável.
José Dinis, treinador do Varzim:
"Entrámos bem, com oportunidades, mas sofremos um golo que não
deveríamos ter sofrido. Isso acabou por perturbar a equipa e
acabamos por perder. A lesão do Tito condicionou bastante a nossa
estratégia"
Paulo Sérgio, treinador da Olhanense:
"Foi a nossa primeira vitória fora, embora já a merecêssemos há
mais tempo. Tivemos ocasiões para dilatar o resultado e terminar a
partida mais descansados" |
in "A Bola"
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in "Record"
ALGARVIOS REVELAM OLHO VIVO E PÉ LIGEIRO
Triunfo (o primeiro fora) certo do Olhanense, que mostrou ser a
equipa mais organizada. Mas, acima de tudo, os algarvios tiveram
dois jogadores – Toy e Ricardo Silva – que, só por si, “deram cabo”
da defesa do Varzim.
O treinador José Dinis, ao ver que as coisas não corriam de feição
para os varzinistas, num acto praticamente de desespero, fez três
substituições após o intervalo e só uma delas obrigatória, devido à
lesão de Tito. A intenção era atacar a toda a largura do relvado.
Tudo ficou pela boa intenção, já que, em termos reais, não deu
qualquer resultado positivo. O Olhanense, para além de mostrar uma
defesa segura (ao contrário do que acontecia com o seu adversário),
tomou conta do meio-campo e, explorando o contra-ataque, não deixou
respirar os poveiros.
O Varzim dispôs de algumas oportunidades para marcar, mas a equipa
de Olhão também criou diversos lances de perigo. E daí a razão do
desaire varzinista no seu terreno, ou melhor, a justiça do triunfo
do Olhanense, sob o lema “olho vivo e pé ligeiro”. Apesar do empenho
demonstrado, os poveiros não revelaram credenciais suficientes para
anular as investidas algarvias. Daí o desalento dos locais,
estampado no rosto de todos os jogadores e ainda mais nos adeptos do
Varzim. |
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in "Voz da Póvoa"

O Olhanense veio à Póvoa vencer e convencer o Varzim, tal
a superioridade na qualidade de jogo patenteada ao longo de toda a
partida. A equipa poveira nunca se entendeu com a pressão alta feita
pelos adversários. A defensiva foi cometendo erros consecutivos,
Litos foi-os emendando mas era impossível deter o remate de Ricardo
Silva a concluir uma jogada de antologia de Toy que, em fintas
sucessivas, trocou os olhos a três poveiros. Os algarvios podiam ter
resolvido o jogo logo de seguida mas o chapéu de Ricardo Jorge saiu
alto demais. Tito, que estava a ser dos poucos a remar contra a
maré, lesionou-se e foi a coxear para o intervalo.
No reatamento, José Dinis não se limitou a substituir o médio
lesionado e fez três substituições de uma assentada. Mas o cariz do
jogo pouco se alterou porque o Varzim não conseguia sair para o
ataque com a bola controlada e a melhor oportunidade de golo
pertenceu aos algarvios, com Livramento à boca da baliza a rematar
contra o corpo do guardião poveiro.
Pior que a derrota foi a exibição do Varzim. Só Litos escapou ao
descalabro e evitou uma derrota mais pesada. Os poveiros
arrastaram-se no campo de forma lenta e descoordenada, incapazes de
imprimir mudanças de velocidade, vector importantíssimo no futebol
moderno. Chegaram sempre atrasados à bola e perderam todos os
ressaltos. Ao invés, os algarvios fizeram uma ocupação racional do
terreno e imprimiram velocidade nas acções ofensivas. Toy,
Livramento e Ricardo Silva foram os melhores de um colectivo forte.
in
www.vozdapovoa.com |
in "Voz da Póvoa"

Ao contrário do treinador e de
alguns atletas, a direcção não assumiu a subida como objectivo. E
bem, à semelhança do que aconteceu na última subida, com outros
dirigentes... O Varzim pode não subir, apesar do plantel ter
qualidade para os lugares cimeiros, mas as exibições não podem
envergonhar os adeptos. Algo tem de ser feito, a começar pela parte
física.
Os jogadores do Olhanense saltaram mais alto, correram mais rápido e
ganharam quase todos os ressaltos e segundas bolas. O Varzim não vai
contratar um preparador físico?
As equipas que defrontam o Varzim já descobriram os pontos fracos e
conhecem de olhos fechados as poucas movimentações que os
alvi-negros têm estudadas.
A jogar em 4x4x2, com a ousadia de alinhar um para um na defesa e
sem grandes preocupações, o Olhanense deu uma lição de humildade,
carácter e qualidade futebolística. O resultado só peca por escasso,
pois, na segunda parte, o Varzim não rematou uma única vez à baliza
contrária. O jogo começou com os algarvios ao ataque. O Varzim
sacudiu a pressão e em contra-ataque, muito bem construído por Tito,
fez a única jogada em condições de todo o jogo. Emanuel recebeu na
direita e cruzou com precisão para Gilmar cabecear por cima. Paulo
Gomes por duas vezes também poderia ter chegado ao golo.
Mas quem marcou foi Ricardo Silva. Um pequeno/grande jogador de
futebol, que, juntamente com Toy, confundiu os cinco defesas e os
dois trincos do Varzim. Toy passou por meia equipa poveira e ganhou
um ressalto para isolar Ricardo Silva, que rematou sem hipóteses
para Litos.
A segunda parte foi incrível! José Dinis fez três alterações ao
intervalo. Tirou Tito devido a lesão, mas colocou Nuno Santos (um
ala) no seu lugar e o futebol não existiu. Tirou um central (outra
vez Lemos, que estava a ser o menos mau) e meteu Delfim na esquerda.
E trocou avançado por avançado. O 4x2x4 (seria mesmo?) nada trouxe
de novo. Os adeptos assobiavam com razão nas bancadas e o jogo
terminou 0-1 por piedade algarvia.
Um mar de equívocos este Varzim. A jogar desta forma, nem a
manutenção será fácil. Litos, Emanuel (na 1ª parte) Gilmar e Tito
escaparam ao descalabro. A continuar a manter três centrais em
campo, Pedro Santos, mais rápido do que qualquer um deles, tem lugar
de caras. Jocivalter não joga porquê? Com a falta de confiança
actual, o que anda a fazer Alexandre dentro de campo? E os
avançados, não terão de acordar mais cedo... nos jogos?
in www.povoasemanario.pt |
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