|
RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo, A Bola, Região Sul e Mais Futebol) |
|
OLHANENSE, 2 - AVES, 1 |
in "Record"
ALGARVIOS RESOLVEM A QUESTÃO EM QUINZE MINUTOS
Olhanense-Desp. Aves, 2-1: "Depenados" logo a abrir
Um início avassalador do Olhanense rendeu dois golos e resolveu
a partida: a um remate espectacular e inesperado de Ricardo Silva
seguiu-se um mal calculado desvio de cabeça de Neves, com os
algarvios a conseguirem, em quinze minutos, precioso pecúlio, que
souberam gerir pelo tempo adiante.
Um golo no primeiro remate à baliza contrária serviu de tónico para
uma meia hora de futebol de boa qualidade da turma de Olhão.
Segurança e poder de antecipação na defesa, um meio-campo agressivo
quando o adversário dispunha da posse da bola e rápido na
transposição para o ataque e, na frente, o complemento entre a força
de Toy e a velocidade de Ricardo Silva deixaram o Aves... depenado,
podendo, até, ter acontecido mais um golo.
Os forasteiros só perto do intervalo conseguiram reagir, embora o
fizessem de forma desgarrada, mais à custa de uma ou outra
iniciativa individual que de situações de envolvimento colectivo,
vindo essa situação a ficar ainda mais patente no segundo tempo,
depois das substituições operadas por Manuel Correia.
O Aves passou a exercer algum domínio territorial, sem mostrar um
fio de jogo e uma ligação nas acções ofensivas que fizessem perigar
a baliza à guarda de Bruno Veríssimo. A prova disso é que até à
entrada para o quarto de hora final as únicas ocasiões de golo
pertenceram ao... Olhanense: Vasco Matos acertou num poste, na
conclusão da melhor jogada da tarde, e Toy chegou atrasado para um
desvio fácil.
Muito assobiado, Olegário Benquerença viu o público de Olhão
irritar-se quando assinalou uma grande penalidade favorável ao Aves,
após falta de Branquinho sobre Octávio, mas o golo de Rui Miguel
veio tarde para poder causar calafrios aos locais.
Vários erros dos auxiliares na aplicação da lei do fora-de-jogo
influíram negativamente no trabalho do trio de arbitragem, ontem
alvo de atenção particular.
POLÉMICA EM TORNO DO BENFICA-FC PORTO COM REFLEXOS NO ALGARVE
Benquerença escoltado em Olhão
O árbitro Olegário Benquerença - destacado para o encontro entre
Olhanense e Aves, da Liga de Honra - viu-se ontem forçado a entrar e
sair do Estádio José Arcanjo, em Olhão, no interior de uma viatura
policial.
As fortes medidas de segurança criadas em torno do árbitro de Leiria
- relacionadas com a polémica arbitragem no último Benfica-Porto -
deveram-se à presença de muitos adeptos encarnados nas bancadas,
obrigando a PSP a reforçar o seu contingente no estádio e a efectuar
um controlo rigoroso nas entradas, para que os espectadores não
transportassem consigo objectos contundentes.
Olegário não teve a vida nada facilitada, como seria de esperar, e o
ambiente hostil foi notório logo à entrada do relvado quando foi
brindado por um enorme coro de assobios.
Nos prédios em redor podiam ler-se faixas com as frases: "Olegário
Gatuno" ou "Arbitragem portuguesa é uma vergonha".
No entanto, Benquerença - que não se livrou de actuação polémica ao
assinalar uma grande penalidade contra a equipa da casa - conseguiu
abandonar a cidade, no seu carro, sem que se registassem quaisquer
incidentes. |
in "Mais Futebol"
Árbitro vaiado do princípio ao fim no Olhanense-Desp.
Aves
Liga de Honra: Benquerença com direito a protecção policial extra e
escolta no final
Os receios da Liga parecem ter tido fundamento, pois, apesar de uma
actuação sem polémicas no jogo as vaias mantiveram-se desde o início
até depois de terminado o encontro e o árbitro acabou por deixar o
estádio sob escolta.
Assim que se mostrou ao público no Algarve, Benquerença foi desde
logo «brindado» com apupos de «gatuno» tendo de olhar para cartazes
com inscrições «Olegário = Gatuno» e «Árbitros portugueses uma
vergonha».
Apesar de ser em Olhão, o público mostrou-se afecto a outro clube,
pois as referências à arbitragem da Luz não deixaram de se fazer
sentir, e independentemente de Benquerença estar a fazer uma boa
arbitragem nada contestada quer pela equipa da casa quer pelos
visitantes.
O árbitro foi vaiado assim que entrou em campo, à saída para o
intervalo e até depois do final. Cerca de 20 pessoas esperaram no
final pela saída de Benquerença que só deixou o estádio uma hora e
dez minutos depois.
Aí, só dez pessoas restaram, mas apenas conseguiram ver Olegário
Benquerença a sair escoltado pelo Corpo de Intervenção da PSP. Para
o registo do jogo fica a vitória do Olhanense (2-1) sobre o Desp.
Aves num jogo sem polémicas e com cinco cartões amarelos como
maiores incidências. |
in "O Jogo"
Ficaram cedo sem asas
O Olhanense foi justo vencedor e as dúvidas numa grande
penalidade (41') favorável ao Aves e alguns erros dos árbitros
assistentes não ofuscaram um resultado que se começou a construir
logo aos quatro minutos e se completou com um centro-remate que
valeu um auto-golo. A formação forasteira, mesmo com as melhorias
registadas na segunda parte, não teve engenho nem eficácia, nunca
conseguiu carrilar o seu jogo pelas faixas laterais, muito por culpa
de Vidigal e Branquinho, nem pelo meio, onde o virtuosismo de Vítor
Manuel não chegou para contrariar os maestros da casa, Livramento e
Sérgio Marquês.
Os técnicos
"Com toda a justiça demos continuidade às vitórias em nossa casa
perante um adversário valioso e bem comandado" (Helder Rocha,
treinador-adjunto do Olhanense)
"Não estivemos bem, fomos apáticos, e um golo no início do jogo
e um auto-golo a meio da primeira parte condicionaram as nossas
intenções" (Manuel Correia, treinador do Aves)
Corpo de Intervenção da PSP com Benquerença em Olhão
Olegário Benquerença conseguiu, de forma involuntária, dar
alguma animação extra ao jogo que arbitrou ontem, entre o Olhanense
e o Aves, da Liga de Honra. Alvo de ameaças ao longo da semana, no
rescaldo do Benfica-FC Porto, o árbitro de Leiria justificou a
presença de quase meia centena de agentes do Corpo de Intervenção,
acompanhados por alguns cães, mas a partida foi calma e apenas um
pano colocado num prédio fronteiro ao estádio fazia lembrar a
polémica do passado fim-de-semana. Isto apesar de no final o
treinador do Aves, Manuel Correia, achar que a sua equipa "nunca
poderia ter pontuado", alegando que "nunca se deveria ter trazido o
Benfica-FC Porto para este jogo", uma vez que "o árbitro teve
receio". |
in "Região Sul"
Início demolidor decidiu encontro
Mais um jogo no José Arcanjo, mais uma vitória: o Olhanense é a
equipa com melhor aproveitamento caseiro, registando 12 pontos
ganhos no seu terreno. No entanto, a face irregular mostrada longe
de Olhão apenas lhe permite o 4.º lugar na tabela, com 13 pontos, a
três da liderança, dividida por Estrela da Amadora e Maia.
Ontem, a turma de Paulo Sérgio começou de forma demolidora e, aos
3', quando ainda muitos adeptos procuravam o melhor assento, Ricardo
Silva, no primeiro remate da sua equipa, abriu o marcador. O tento
antecedeu uma meia hora de domínio completo por parte dos algarvios,
revelando uma defesa seguro, um meio-campo pressionante e um ataque
dinâmico.
Um desvio mal calculado por Neves permitiu o 2-0 mas o golo esteve
perto em outras situações, enquanto o Aves só à custa de acções
individuais chegava à baliza de Bruno Veríssimo. O panorama
continuou o mesmo no segundo tempo, com o Olhanense a desperdiçar a
hipótese de goleada: Vasco Matos atirou ao poste e Toy chegou
atrasado a um centro perigoso.
Olegário Benquerença - sobre quem recaiam especiais atenções - viu o
seu trabalho ser influenciado negativamente por algumas decisões
negativas dos auxiliares no campo do fora-de-jogo. Quanto à grande
penalidade assinalada a poucos minutos do final, que ainda fez o
Aves sonhar, tomou a opção correcta: Branquinho carregou Octávio em
falta.
No fim, Hélder Rocha, adjunto do Olhanense, mostrava-se satisfeito
com o "triunfo merecido e sem contestação num jogo de muito boa
qualidade, frente a uma equipa de valor". "Continuamos 100 por cento
vitoriosos em casa", frisou. O técnico do Desp. Aves, Manuel
Correia, referiu: "Entrámos mal e ao intervalo o 2-0 era justo. As
melhorias não deram para evitar a derrota. Quem faz as nomeações
deveria ter mais cuidado." |
in "A Bola"
 |
|