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RECORTES DE IMPRENSA
(Record,
O Jogo e Região Sul) |
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OLHANENSE, 1 - PAÇOS DE FERREIRA, 0 |
in "Record"
RESULTADO CERTO SÓ DE "PENALTY"
O Olhanense venceu o Paços de Ferreira num jogo em que foi quase
sempre superior ao adversário.
No primeiro tempo, faltaram apenas os golos à equipa orientada por
Paulo Sérgio, que conseguiu uma esmagadora posse de bola. Contudo,
logo aos 5', Toy rematou à barra e, aos 8', o mesmo jogador voltou a
falhar clara oportunidade de golo.
O duelo entre as duas equipas deu-se maioritariamente a meio-campo,
mas o Olhanense mostrou sempre mais vontade em alcançar a baliza
adversária e, a partir da meia hora, criaram-se boas oportunidades,
resultantes de grandes combinações entre os alas e os avançados.
Porém, aos 33 minutos, o Paços poderia ter marcado, por Rincon que,
a passe de Paulo Sousa, acabou por falhar à boca da baliza.
No segundo tempo, intensificou-se a pressão dos algarvios e as
oportunidades de golo sucediam-se, com destaque para um "penalty"
que ficou por marcar a favor do Olhanense, por falta cometida sobre
Vidigal.
O golo acabou por chegar, pouco tempo depois, aos 66', através de
uma grande penalidade cometida por Djalma sobre Toy. Edinho, chamado
à conversão, não desperdiçou e fixou o resultado, que acabou por se
manter até final.
Arbitragem polémica num jogo com três expulsões.
LÍGIA SOUSA
DECLARAÇÕES
«Foi um jogo muito bem conseguido. Tacticamente perfeito e
valorizado pelo adversário»
(Paulo Sérgio)
«Reconheço que estiemos mal, mas perdemos com um penalty injusto.
Não fomos uma equipa»
(José Mota) |
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in "O Jogo"
MUITOS CARTÕES POUCO FUTEBOL
Num relvado onde a areia prevalece em detrimento da relva, o público
assistiu a um fraco espectáculo desportivo, quer a nível
futebolístico quer a nível disciplinar. A vitória dos leões de
Olhão, mesmo conseguida através de uma grande penalidade muito
duvidosa, acaba por se aceitar, uma vez que os locais mostraram-se
superiores à equipa que viajou desde a Capital do Móvel.
A formação anfitriã foi a melhor na primeira metade, mas Toy, que
enviou uma bola ao poste aos seis minutos, e Branquinho foram
demasiado perdulários, enquanto na turma forasteira Rincón, aos 34',
quase conseguia disfarçar a fraca prestação dos seus companheiros,
mas acabou por falhar clamorosamente o golo quando se encontrava
isolado frente a Bruno Veríssimo.
Após o descanso, a equipa de José Mota mostrou algumas melhorias,
enquanto do lado contrário apenas Toy, Jorge Vidigal e Edinho
sobressaíam num conjunto muito lento, mesmo quando a dez minutos dos
final do encontro o adversário ficou reduzido a nove unidades.
Assim, num jogo de nervos, o protagonismo acabou por caber à equipa
de arbitragem, com destaque para o árbitro auxiliar Pedro Ferreira,
que depois de ter deixado passar uma grande penalidade sobre Vidigal
acabou por assinalar o castigo máximo num lance muito duvidoso,
sendo decisivo no resultado final.
MANUEL LUÍS
DECLARAÇÕES
«Fizemos um bom jogo tacticamente e assim conseguimos uma vitória
justa»
(Paulo Sérgio, treinador do Olhanense)
«O forte calor, o péssimo estado do relvado e a actuação dos
árbitros auxiliares prejudicaram-nos»
(José Mota, treinador do Paços de Ferreira) |
in "Região Sul"
BOM FUTEBOL CONTINUA A DAR FRUTOS
O Olhanense venceu, ontem, o Paços de Ferreira, em jogo da 5.ª
jornada da Liga de Honra, subindo, assim, ao quinto posto da tabela
classificativa, a três pontos da liderança (Estrela da Amadora, com
13 pontos). A equipa algarvia conta por vitórias os três jogos
disputados no José Arcanjo, um terreno que, a confirmar-se o valor
deste conjunto, será difícil de ultrapassar esta época.
Frente a um ex-primodivisionário, que não convenceu, a turma de
Paulo Sérgio efectuou uma boa exibição, empurrando o Paços para a
sua área, designadamente a partir dos 20' de jogo. Até aí, o jogo
prosseguia à base de "repelões" e ressaltos (num relvado, diga-se,
em péssimas condições), embora com os algarvios mais dominadores,
vencendo a luta de meio-campo e registando uma grande oportunidade:
aos 5', quando Toy atirou ao poste.
A segunda metade deste primeiro tempo revelou um Olhanense mais
dinâmico, mas sem criar muito perigo. A excepção foi mesmo um livre
de Branquinho, sobre a direita, que Pedro parou com uma excelente
defesa. A jogar em contra-ataque, os pacenses, à passagem da meia
hora de jogo, desperdiçaram a melhor ocasião do primeiro tempo -
Paulo Sousa, correndo pela esquerda, centrou para Rincón que, só
perante Bruno Veríssimo, falhou, de forma clamorosa, o desvio.
Tacticamente irrepreensível, ao futebol olhanense faltava mais
chama. Essa surgiu na segunda parte, toda ela dominada pelo conjunto
da casa. Livramento, Vasco Matos e Sérgio Marquês foram os artífices
da criação de jogo, com muitos lances criados a partir das alas,
secundados pelos laterais de forte pendor ofensivo, Vidigal e
Branquinho. Na frente, Toy acorria a todos os "fogos".
As oportunidades sucediam-se mas a pontaria estava desafinada. Só
através da marcação de uma grande penalidade (bem assinalada) é que
o Olhanense abriu o marcador. Seguiram-se momentos de agitação, com
o árbitro a abusar do uso do cartão, num jogo relativamente calmo,
ao contrário do que o registo disciplinar parece indiciar.
Em termos futebolísticos, raramente o Paços - uma desilusão - chegou
com perigo à bem protegida baliza algarvia. O Olhanense triunfou de
forma justa, demonstrando que o objectivo de Paulo Sérgio - vencer
praticando bom futebol - continua a dar frutos.
O técnico do conjunto vencedor sublinhou, no final, a justiça do
resultado final. "Foi um jogo conseguido da nossa parte. Fomos
pacientes, criámos muitos lances de perigo, falhámos apenas na
finalização. Estou feliz pela organização que a equipa demonstrou,
também em termos defensivos. Estamos mais maduros", disse, sem
querer prever o futuro do Olhanense na prova. Já José Mota
queixou-se do "calor, do péssimo relvado e da equipa de arbitragem"
mas reconheceu, igualmente, que o Paços esteve longe de jogar bem.
"Não fomos uma equipa", afirmou.
EDGAR PIRES |
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