[ 03 de Outubro de 2004 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo e Região Sul)

OLHANENSE, 1 - PAÇOS DE FERREIRA, 0

in "Record"
RESULTADO CERTO SÓ DE "PENALTY"

O Olhanense venceu o Paços de Ferreira num jogo em que foi quase sempre superior ao adversário.

No primeiro tempo, faltaram apenas os golos à equipa orientada por Paulo Sérgio, que conseguiu uma esmagadora posse de bola. Contudo, logo aos 5', Toy rematou à barra e, aos 8', o mesmo jogador voltou a falhar clara oportunidade de golo.

O duelo entre as duas equipas deu-se maioritariamente a meio-campo, mas o Olhanense mostrou sempre mais vontade em alcançar a baliza adversária e, a partir da meia hora, criaram-se boas oportunidades, resultantes de grandes combinações entre os alas e os avançados. Porém, aos 33 minutos, o Paços poderia ter marcado, por Rincon que, a passe de Paulo Sousa, acabou por falhar à boca da baliza.

No segundo tempo, intensificou-se a pressão dos algarvios e as oportunidades de golo sucediam-se, com destaque para um "penalty" que ficou por marcar a favor do Olhanense, por falta cometida sobre Vidigal.

O golo acabou por chegar, pouco tempo depois, aos 66', através de uma grande penalidade cometida por Djalma sobre Toy. Edinho, chamado à conversão, não desperdiçou e fixou o resultado, que acabou por se manter até final.

Arbitragem polémica num jogo com três expulsões.
LÍGIA SOUSA


DECLARAÇÕES
«Foi um jogo muito bem conseguido. Tacticamente perfeito e valorizado pelo adversário»
(Paulo Sérgio)

«Reconheço que estiemos mal, mas perdemos com um penalty injusto. Não fomos uma equipa»
(José Mota)

in "O Jogo"
MUITOS CARTÕES POUCO FUTEBOL

Num relvado onde a areia prevalece em detrimento da relva, o público assistiu a um fraco espectáculo desportivo, quer a nível futebolístico quer a nível disciplinar. A vitória dos leões de Olhão, mesmo conseguida através de uma grande penalidade muito duvidosa, acaba por se aceitar, uma vez que os locais mostraram-se superiores à equipa que viajou desde a Capital do Móvel.

A formação anfitriã foi a melhor na primeira metade, mas Toy, que enviou uma bola ao poste aos seis minutos, e Branquinho foram demasiado perdulários, enquanto na turma forasteira Rincón, aos 34', quase conseguia disfarçar a fraca prestação dos seus companheiros, mas acabou por falhar clamorosamente o golo quando se encontrava isolado frente a Bruno Veríssimo.

Após o descanso, a equipa de José Mota mostrou algumas melhorias, enquanto do lado contrário apenas Toy, Jorge Vidigal e Edinho sobressaíam num conjunto muito lento, mesmo quando a dez minutos dos final do encontro o adversário ficou reduzido a nove unidades.

Assim, num jogo de nervos, o protagonismo acabou por caber à equipa de arbitragem, com destaque para o árbitro auxiliar Pedro Ferreira, que depois de ter deixado passar uma grande penalidade sobre Vidigal acabou por assinalar o castigo máximo num lance muito duvidoso, sendo decisivo no resultado final.
MANUEL LUÍS


DECLARAÇÕES

«Fizemos um bom jogo tacticamente e assim conseguimos uma vitória justa»
(Paulo Sérgio, treinador do Olhanense)

«O forte calor, o péssimo estado do relvado e a actuação dos árbitros auxiliares prejudicaram-nos»
(José Mota, treinador do Paços de Ferreira)

in "Região Sul"
BOM FUTEBOL CONTINUA A DAR FRUTOS

O Olhanense venceu, ontem, o Paços de Ferreira, em jogo da 5.ª jornada da Liga de Honra, subindo, assim, ao quinto posto da tabela classificativa, a três pontos da liderança (Estrela da Amadora, com 13 pontos). A equipa algarvia conta por vitórias os três jogos disputados no José Arcanjo, um terreno que, a confirmar-se o valor deste conjunto, será difícil de ultrapassar esta época.

Frente a um ex-primodivisionário, que não convenceu, a turma de Paulo Sérgio efectuou uma boa exibição, empurrando o Paços para a sua área, designadamente a partir dos 20' de jogo. Até aí, o jogo prosseguia à base de "repelões" e ressaltos (num relvado, diga-se, em péssimas condições), embora com os algarvios mais dominadores, vencendo a luta de meio-campo e registando uma grande oportunidade: aos 5', quando Toy atirou ao poste.

A segunda metade deste primeiro tempo revelou um Olhanense mais dinâmico, mas sem criar muito perigo. A excepção foi mesmo um livre de Branquinho, sobre a direita, que Pedro parou com uma excelente defesa. A jogar em contra-ataque, os pacenses, à passagem da meia hora de jogo, desperdiçaram a melhor ocasião do primeiro tempo - Paulo Sousa, correndo pela esquerda, centrou para Rincón que, só perante Bruno Veríssimo, falhou, de forma clamorosa, o desvio.

Tacticamente irrepreensível, ao futebol olhanense faltava mais chama. Essa surgiu na segunda parte, toda ela dominada pelo conjunto da casa. Livramento, Vasco Matos e Sérgio Marquês foram os artífices da criação de jogo, com muitos lances criados a partir das alas, secundados pelos laterais de forte pendor ofensivo, Vidigal e Branquinho. Na frente, Toy acorria a todos os "fogos".

As oportunidades sucediam-se mas a pontaria estava desafinada. Só através da marcação de uma grande penalidade (bem assinalada) é que o Olhanense abriu o marcador. Seguiram-se momentos de agitação, com o árbitro a abusar do uso do cartão, num jogo relativamente calmo, ao contrário do que o registo disciplinar parece indiciar.

Em termos futebolísticos, raramente o Paços - uma desilusão - chegou com perigo à bem protegida baliza algarvia. O Olhanense triunfou de forma justa, demonstrando que o objectivo de Paulo Sérgio - vencer praticando bom futebol - continua a dar frutos.

O técnico do conjunto vencedor sublinhou, no final, a justiça do resultado final. "Foi um jogo conseguido da nossa parte. Fomos pacientes, criámos muitos lances de perigo, falhámos apenas na finalização. Estou feliz pela organização que a equipa demonstrou, também em termos defensivos. Estamos mais maduros", disse, sem querer prever o futuro do Olhanense na prova. Já José Mota queixou-se do "calor, do péssimo relvado e da equipa de arbitragem" mas reconheceu, igualmente, que o Paços esteve longe de jogar bem. "Não fomos uma equipa", afirmou.
EDGAR PIRES
 



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