[ 20 de Setembro de 2004 ]

 

RECORTES DE IMPRENSA
(Record, O Jogo e Região Sul)

OLHANENSE, 2 - NAVAL, 1

in "Record"
TOY FOI O MELHOR E MARCOU POR DUAS VEZES

O Olhanense venceu ontem a Naval por 2-1, no seu reduto, num jogo bem disputado de parte a parte, mas com a equipa da casa a merecer a vitória com toda a justiça.

Na recepção à Naval, a equipa de Paulo Sérgio entrou muito bem no jogo, marcando logo aos 21 minutos, por Toy – melhor jogador em campo –, que apareceu muito oportuno à boca da baliza, após passe de Vasco Matos. Depois do golo, a equipa de Olhão instalou-se no meio campo adversário, porém a equipa da Naval, numa das poucas vezes que tentou subir no terreno durante o primeiro tempo, aos 29’, colocou à prova o guardião Bruno Veríssimo, num bom remate de Pedro Cervantes. Entretanto, o Olhanense tentava também a sua sorte, quase sempre por Toy.

No reatar do jogo, quando ainda os adeptos regressavam aos seus lugares, novamente Toy, a passe de Sérgio Marquês, isolou-se e rematou para o fundo das redes à guarda de Taborda, que não teve qualquer hipótese. O mesmo Toy, aos 72’, acaba por falhar novo golo, rematando ao lado da baliza.

À entrada do último quarto de hora, o jogo começou a adormecer, mas, aos 90 minutos, Livramento perde uma bola a meio campo e vê a sua defesa ficar parada, acabando a bola por ficar nos pés de Tatú, que arrancou em direcção à baliza de Bruno Veríssimo e disparou para as redes olhanenses.

Logo depois de a bola ser reposta em jogo, a Naval tenta surpreender novamente o adversário, porém sem qualquer efeito. Já em tempo de descontos deu--se o período mais emotivo do jogo, com os adeptos da casa a reclamarem fora-de-jogo no único tento dos forasteiros.

A Naval teve mérito no bom espectáculo de futebol a que se pôde assistir ontem em Olhão, onde o recém-contratado técnico, Rogério Gonçalves, se deslocou para observar a sua nova equipa. Boa arbitragem, que em nada influenciou o resultado.


Fotografia: www.record.pt

in "Região Sul"
BIS DE TOY AFUNA NAVAL

Um bis de Toy permitiu ao Olhanense nova vitória no seu terreno, conquistada com toda a justiça. Os algarvios dominaram durante grande parte do encontro, falhando algumas ocasiões, enquanto a Naval só através de contra-ataque criou algum perigo para Bruno Veríssimo.

Logo aos 21', Toy, aproveitando passe de Vasco Matos, abriu o marcador, com um lance "à ponta-de-lança", desviando o esférico em frente à baliza. O Olhanense instalava-se no meio-campo contrário mas encontrava bastantes dificuldades para penetrar na defesa navalista. Aliás, os jogadores da Figueira da Foz veriam mesmo o guardião olhanense negar-lhes um golo feito, oportunidade que nasceu fruto de um remate de Cervantes.

No segundo tempo, tentando contrariar o estilo monótono por que se guiou a primeira parte, o Olhanense surgiu mais solto e procurando com mais dinâmica a baliza contrária. Toy bisou logo no primeiro minuto e esteve perto de aumentar a vantagem, no melhor período dos da casa. A Naval apenas reduziria já em tempo de descontos, num lance muito criticado pelos adeptos locais, que pediram fora-de-jogo.

Paulo Sérgio, técnico do Olhanense, estava muito satisfeito "com o desempenho dos jogadores" e também com o papel do adversário, "que valorizou a nossa vitória". Fernando Mira, que treinou interinamente o conjunto navalista (Rogério Gonçalves entra em funções hoje), falou num encontro "equilibrado", com oportunidades divididas. "Hoje, não mostrámos o nosso verdadeiro futebol. Temos de trabalhar para fazer melhor."

in "O Jogo"
AS BRINCADEIRAS DE TOY

O avançado Toy foi o grande culpado da vitória do Olhanense, já que o ex-Felgueiras não só marcou os dois golos dos "leões" de Olhão como "brincou" com os defesas forasteiros durante praticamente toda a partida, falhando, pelo menos, outras tantas oportunidades para descansar as hostes algarvias.

Aliás, numa primeira parte algo monótona, a equipa da casa só a espaços conseguiu fugir ao futebol calculista da formação visitante, que até viu um golo anulado (13´) por fora-de-jogo e outro (29´) negado por uma espectacular defesa do guardião Bruno Veríssimo, a redimir as falhas de marcação dos seus companheiros do sector defensivo.

Talvez depois de uns "abanões" do técnico Paulo Sérgio, os atletas do Olhanense entraram mais activos na segunda metade do encontro e um novo golo de Toy, logo aos 45 segundos - aproveitando da melhor maneira as falhas de uma defesa aos papéis -, deu outra alma ao futebol dos visitados, que continuaram, no entanto, muito perdulários.

O golo de honra dos visitantes foi obtido ao cair do minuto 90, em posição que deixou muitas dúvidas e que foi o culminar de uma péssima actuação do árbitro assistente Carlos Carmo. Este golo acabou no entanto por transmitir alguma justiça ao resultado final.


DECLARAÇÕES
"Foi um bom jogo do Olhanense e uma vitória sem contestação. Agora é continuarmos a trabalhar com os pés bem assentes no chão"
(Paulo Sérgio, treinador do Olhanense)

"Foi um jogo equilibrado, com oportunidades divididas. Hoje, não mostrámos o nosso verdadeiro futebol. Temos de trabalhar para fazer melhor"
(Fernando, jogador da Naval)
 



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