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OLHANENSE: Bruno
Veríssimo; Jorge Vidigal, Paulo Sérgio, Lameirão e Branquinho;
Alexandre; Vasco Matos, Sérgio Marquês e Livramento (Glaedson,
84'); Toy (Edinho, 65') e Nelson Afonseca (Ricardo Silva, 70'); |
PORTIMONENSE:
Tozé; Pedro Alexandre, Rodrigo, Ruben (Cavaco, 88') e Morgado;
Marinho, Marco Almeida (João Paulo, 74'), Narcisse e Carlos
Gomes (Ailton, 60'); Serjão e Mateus; |
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SNU: Cândido (GR), Vasco
Fernandes, Rui Loja e Miranda |
SNU: Nuno Ricardo (GR),
Paulo Fonseca, Barrigana e Pituca |
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De volta a um palco mais condizente com o seu
passado brioso, o Olhanense entrou com o pé direito na sua estreia
oficial na época 2004/2005 ao bater o Portimonense por duas bolas a
uma. Num estádio ao rubro, o Olhanense entrou no jogo a todo o gás,
e alcançou o primeiro golo depois de um canto cobrado à maneira
curta por Branquinho, que deixou a bola à mercê de Vidigal para este
disferir um remate portentoso à entrada da área para a alegria das
gentes de Olhão.
O jogo prometia, e o Portimonense procurou desde logo o empate, com
os dois avançados da turma de Portimão a darem muito trabalho ao
último reduto rubro-negro, ora ganhando muitos lances de cabeça, ora
com algumas combinações de bom nível. Nesta fase, o Portimonense
procurava cada vez mais encostar os homens da casa na sua defesa e
chegou ao empate com mais um golaço, uma bomba que se anichou no
canto superior esquerdo da baliza de Bruno Veríssimo.
Até ao intervalo, de registar um duelo intenso a meio campo entre as
duas equipas, assim como uma clamorosa oportunidade para o Olhanense
se adiantar no marcador depois de um brilharete do inevitável
Livramento que deixou a bola para Jorge Vidigal centrar pela
direita, encontrando Afonseca no coração da área, no entanto este
último pecou pela falta de rapidez na execução do remate que decerto
levaria o Olhanense em vantagem para as cabinas.
Para o segundo tempo, o Olhanense surgiu determinado em chegar à
vitória, mas as várias jogadas de perigo da formação caseira
esbarravam quase sempre na falta de acerto dos avançados Toy e
Nelson Afonseca. O público pediu e Paulo Sérgio acedeu, Edinho
entrou em campo para render Toy, e a frente de ataque ganhou nova
vivacidade, pelo que foi merecedor o segundo golo do Olhanense
apontado por Livramento à boca da baliza, depois de um cruzamento de
Vasco Matos com conta, peso e medida.
O caudal atacante mantinha-se e Edinho só não deu uma maior
tranquilidade ao Olhanense, porque a bola passou a milímetros do
poste esquerdo da baliza do Portimonense, após um desvio de cabeça.
O treinador do Olhanense fez entrar Ricardo Silva para o lugar de
Afonseca, que trouxe ainda uma maior velocidade no último terço do
relvado, e o recém entrado só não marcou porque pecou na hora da
finalização, com fintas a mais, quando se pedia um remate vitorioso.
Já nos instantes finais, e com Glaedson em campo substituindo
Livramento para receber a ovação da tarde, o Portimonense dispôs de
dois livres perigosos pelo lado direito do seu ataque, mas a defesa
rubro-negra com mais ou menos dificuldade conseguiu resolver a
situação, de resto, foram as ocasiões de maior perigo para os
forasteiros na segunda parte que teve um sentido único, a baliza da
turma de Portimão.
O apito final chegou em boa hora, saudando-se este regresso
auspicioso à Liga de Honra com uma vitória merecida sobre os nossos
vizinhos de Portimão. Que seja o início de uma época repleta de
sucessos para o nosso Olhanense!
Luís Miguel Gomes |