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37.ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2003/04

 

LUSITÂNIA DOS AÇORES, 1 - OLHANENSE, 1

15 de Maio de 2004
Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo
Árbitro: Vasco Santos (AF Porto)

LUSITÂNIA: Armando; Nuno Lima (Ivo, 90'), Marco Brás, (Veredas, 60', depois Luisinho, 69') Rui Manuel e Nuno Carvalheiro; Jaime, Nandinho, Milton e Duarte; Romicha e Tony; OLHANENSE: Tiago; Jorge Vidigal, Miguel (Brito, 79'), Évora e Márcio Camacho (Glaedson, 65'); Livramento (Edinho, 79'), Calu, Sérgio Marquês e Branquinho; Rui Loja e Afonseca;
Treinador: José Dinis Treinador: Paulo Sérgio
GOLOS:
1-0 por Romicha (12')
1-1 por Afonseca (79')

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(e em breve muito mais...)

COMENTÁRIO


Por Luís Veríssimo
(correspondente do
"Record" em Angra)
Lusitânia e Olhanense empataram hoje (15 de Maio) na última jornada a contar para o campeonato da II Divisão B, Zona Sul a uma bola.

Num jogo em que o destino das duas formações já estava traçado, o Olhanense na próxima época disputará a 2.ª Liga, enquanto o Lusitânia continuará a competir na 2.ª Divisão "B", esperava-se um bom encontro, visto apenas haver o prestígio de cada formação em jogo.

A formação da casa começou melhor, trocando a bola entre os seus jogadores, dominando o meio campo, criando situações de apuro para Tiago. Aos 11 minutos resultante desse domínio aos pupilos de José Dinis, adiantaram-se no marcador, por Romicha. Depois do golo esperava-se a natural reacção do "onze" Algarvio mas o certo é que os Terceirenses, continuaram a dominar o jogo indo assim para intervalo a ganhar por uma bola a zero.

Nos segundos 45 minutos a história do jogo mudou completamente, o Olhanense entrou com um futebol mais determinado e esclarecido dominando a equipa visitada de forma clara. Aos 79 minutos o irrequieto Afonseca marcou o golo do empate, dando assim ao encontro um resultado justo, visto que se na primeira parte o conjunto de Angra do Heroísmo foi superior, a segunda parte foi completamente dominada pelos Algarvios.

O Arbitro esteve bem, não tendo interferência no resultado final.

RECORTES

"EMPATE A PEDIR FÉRIAS" (in www.diarioinsular.com)

Por: Luís Almeida
«Num jogo apenas para cumprir calendário, Lusitânia e Olhanense não proporcionaram um bom espectáculo. Férias precisam-se...

Com um sol destes, até apetece dizer que a vontade de jogar futebol desapareceu completamente e todos já imploravam por férias.
Numa tarde esplêndida e num jogo que apenas serviu para cumprir calendário, Lusitânia e Olhanense raramente conseguiram prender as atenções dos poucos espectadores presentes no João Paulo II.
Tratava-se da última jornada Campeonato da 2ª Divisão “B”. Os angrenses recebiam os campeões na Zona Sul e podiam-se “gabar” da excelente vitória alcançada na primeira volta (1-3).
Numa análise aos 90 minutos, o futebol praticado por ambos os contendores foi enfadonho e sem interesse. Tudo foi demasiado mastigado, sem velocidade e decorreu, invariavelmente, pelo centro do terreno, situação que não valorizou em nada a excelente qualidade técnica de alguns dos intervenientes.

Golão de Romicha
Mesmo assim, manda a justiça que se realce o magnífico golo de Romicha, à passagem do minuto 12. Foi o momento alto do jogo, num golão capaz de levantar qualquer estádio do mundo. Bola pelo ar e o número 10 verde-branco, sem deixar cair o esférico no chão, encheu o pé e desferiu um autêntico “petardo” para o fundo das redes de Tiago.
A partir daqui, com a vantagem alcançada, é caso para dizer que a formação da casa “meteu férias” mais cedo, pois praticamente desistiu de atacar.
O Olhanense, para fazer jus à subida de divisão, instalou-se por completo no meio-campo adversário na tentativa de alcançar o tento da igualdade.
Mas também os visitantes não estavam dispostos para grandes “correrias” e, apesar de criaram algumas boas ocasiões de golo, revelaram sempre excessiva falta de objectividade.
O assédio dos continentais aumentou ligeiramente no segundo tempo, altura em que o técnico Paulo Sérgio reforçou a linha atacante com a entrada de Glaedson.
O Lusitânia continuava a tentar segurar a vantagem mínima, num período em Nandinho demonstrou ser o atleta com mais “genica”, cotando-se como o principal pilar do último reduto lusitanista.
Mas esta segurança defensiva havia de sofrer irreparável rombo ao minuto 80, com Fonseca a corresponder da melhor forma a cruzamento milimétrico de Branquinho. Estava, de facto, colocada alguma justiça no marcador, até porque o Olhanense foi a equipa que mais procurou o golo.
Foi a vez de os homens de Olhão se mostrarem conformados com o empate, entregando a iniciativa do jogo ao antagonista. Foram 10 minutos finais em que o Lusitânia ainda tentou chegar à vantagem, mas as pernas não davam para mais.
Todos respiraram de alívio quando Vasco Santos apitou para o fim da partida. Férias, finalmente...
Foi o adeus a uma época em que o Lusitânia ficou um pouco aquém das expectativas, principalmente depois do bom início de temporada, altura em que a equipa foi imbatível dentro de portas. Tudo se “estragou” com o início da segunda volta.

Arbitragem
Vasco Santos, que viajou do Porto, realizou, à semelhança dos jogadores, um trabalho sem grandes sobressaltos.
No capítulo técnico, a colaboração de todos os interveientes foi fundamental para o bom desempenho do juíz de campo, se bem que, em termos disciplinares, tenha ficado um ou outro amarelo por mostrar, principalmente para “castigar” algumas simulações dos atletas continentais.»

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 BARREIRENSE 3  ORIENTAL 0
 ODIVELAS 3  U. MICAELENSE 2
 CAMACHA 2  LOULETANO 3
 SPORTING "B" 2  AMORA 2
 MAFRA 2  RIBEIRA BRAVA 1
 SANTO ANTÓNIO 0  ESTRELA V. NOVAS 4
 PONTASSOLENSE 0  MARÍTIMO "B" 0
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