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LUSITÂNIA DOS AÇORES, 1 -
OLHANENSE, 1 |
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15 de Maio de 2004
Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo
Árbitro: Vasco Santos (AF Porto)
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LUSITÂNIA: Armando;
Nuno Lima (Ivo, 90'), Marco Brás, (Veredas, 60', depois Luisinho, 69') Rui Manuel e Nuno Carvalheiro; Jaime, Nandinho, Milton e Duarte; Romicha e Tony; |
OLHANENSE:
Tiago; Jorge Vidigal, Miguel (Brito, 79'), Évora e Márcio
Camacho (Glaedson, 65'); Livramento
(Edinho, 79'), Calu, Sérgio Marquês e Branquinho; Rui
Loja
e Afonseca; |
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Treinador:
José Dinis |
Treinador:
Paulo Sérgio |
GOLOS:
1-0 por Romicha (12')
1-1 por Afonseca (79') |
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COMENTÁRIO |

Por Luís Veríssimo
(correspondente do
"Record" em Angra) |
Lusitânia e Olhanense
empataram hoje (15 de Maio) na última jornada a contar para o
campeonato da II Divisão B, Zona Sul a uma bola.
Num jogo em que o destino das duas formações já estava traçado,
o Olhanense na próxima época disputará a 2.ª Liga,
enquanto o Lusitânia continuará a competir na 2.ª Divisão "B", esperava-se um bom encontro, visto apenas haver o
prestígio de cada formação em jogo.
A formação da casa começou melhor, trocando a bola entre os seus
jogadores, dominando o meio campo, criando situações de apuro
para Tiago.
Aos 11 minutos resultante desse domínio aos pupilos de José
Dinis, adiantaram-se no marcador, por Romicha. Depois do golo
esperava-se a natural reacção do "onze" Algarvio mas o certo é que
os Terceirenses, continuaram a dominar o jogo indo assim para
intervalo a ganhar por uma bola a zero.
Nos segundos 45 minutos a história do jogo mudou completamente, o
Olhanense entrou com um futebol mais determinado e esclarecido
dominando a equipa visitada de forma clara. Aos 79 minutos o irrequieto
Afonseca marcou o golo do empate, dando assim ao encontro um
resultado justo, visto que se na primeira parte o conjunto de
Angra do Heroísmo foi superior, a segunda parte foi
completamente dominada pelos Algarvios.
O Arbitro esteve bem, não tendo interferência no resultado
final. |
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RECORTES |
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"EMPATE A PEDIR
FÉRIAS" (in
www.diarioinsular.com)
Por: Luís Almeida
«Num jogo apenas para cumprir calendário, Lusitânia e Olhanense não
proporcionaram um bom espectáculo. Férias precisam-se...
Com um sol destes, até apetece dizer que a vontade de jogar futebol
desapareceu completamente e todos já imploravam por férias.
Numa tarde esplêndida e num jogo que apenas serviu para cumprir
calendário, Lusitânia e Olhanense raramente conseguiram prender as
atenções dos poucos espectadores presentes no João Paulo II.
Tratava-se da última jornada Campeonato da 2ª Divisão “B”. Os
angrenses recebiam os campeões na Zona Sul e podiam-se “gabar” da
excelente vitória alcançada na primeira volta (1-3).
Numa análise aos 90 minutos, o futebol praticado por ambos os
contendores foi enfadonho e sem interesse. Tudo foi demasiado
mastigado, sem velocidade e decorreu, invariavelmente, pelo centro
do terreno, situação que não valorizou em nada a excelente qualidade
técnica de alguns dos intervenientes.
Golão de Romicha
Mesmo assim, manda a justiça que se realce o magnífico golo de
Romicha, à passagem do minuto 12. Foi o momento alto do jogo, num
golão capaz de levantar qualquer estádio do mundo. Bola pelo ar e o
número 10 verde-branco, sem deixar cair o esférico no chão, encheu o
pé e desferiu um autêntico “petardo” para o fundo das redes de
Tiago.
A partir daqui, com a vantagem alcançada, é caso para dizer que a
formação da casa “meteu férias” mais cedo, pois praticamente
desistiu de atacar.
O Olhanense, para fazer jus à subida de divisão, instalou-se por
completo no meio-campo adversário na tentativa de alcançar o tento
da igualdade.
Mas também os visitantes não estavam dispostos para grandes
“correrias” e, apesar de criaram algumas boas ocasiões de golo,
revelaram sempre excessiva falta de objectividade.
O assédio dos continentais aumentou ligeiramente no segundo tempo,
altura em que o técnico Paulo Sérgio reforçou a linha atacante com a
entrada de Glaedson.
O Lusitânia continuava a tentar segurar a vantagem mínima, num
período em Nandinho demonstrou ser o atleta com mais “genica”,
cotando-se como o principal pilar do último reduto lusitanista.
Mas esta segurança defensiva havia de sofrer irreparável rombo ao
minuto 80, com Fonseca a corresponder da melhor forma a cruzamento
milimétrico de Branquinho. Estava, de facto, colocada alguma justiça
no marcador, até porque o Olhanense foi a equipa que mais procurou o
golo.
Foi a vez de os homens de Olhão se mostrarem conformados com o
empate, entregando a iniciativa do jogo ao antagonista. Foram 10
minutos finais em que o Lusitânia ainda tentou chegar à vantagem,
mas as pernas não davam para mais.
Todos respiraram de alívio quando Vasco Santos apitou para o fim da
partida. Férias, finalmente...
Foi o adeus a uma época em que o Lusitânia ficou um pouco aquém das
expectativas, principalmente depois do bom início de temporada,
altura em que a equipa foi imbatível dentro de portas. Tudo se
“estragou” com o início da segunda volta.
Arbitragem
Vasco Santos, que viajou do Porto, realizou, à semelhança dos
jogadores, um trabalho sem grandes sobressaltos.
No capítulo técnico, a colaboração de todos os interveientes foi
fundamental para o bom desempenho do juíz de campo, se bem que, em
termos disciplinares, tenha ficado um ou outro amarelo por mostrar,
principalmente para “castigar” algumas simulações dos atletas
continentais.» |
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OUTROS JOGOS DA JORNADA |
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BARREIRENSE |
3 |
ORIENTAL |
0 |
|
ODIVELAS |
3 |
U. MICAELENSE |
2 |
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CAMACHA |
2 |
LOULETANO |
3 |
|
SPORTING "B" |
2 |
AMORA |
2 |
|
MAFRA |
2 |
RIBEIRA BRAVA |
1 |
|
SANTO ANTÓNIO |
0 |
ESTRELA V. NOVAS |
4 |
|
PONTASSOLENSE |
0 |
MARÍTIMO "B" |
0 |
|
FARENSE |
2 |
PINHALNOVENSE |
0 |
|
O. MOSCAVIDE |
2 |
SINTRENSE |
1 |
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