|
OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Miguel, Évora (Amaral, 60') e
Branquinho; Lameirão; Livramento, Sérgio Marquês e Glaedson; Rui Loja
(Afonseca, 68')
e Edinho (Guilherme Bento, 90'); |
LOULETANO: Dadinho; Telmo
Pinto, Pereira, Gomes (Brás, 88'), Paulo
Sérgio (Faria, 28') e José Joaquim;
Banjai, Bráulio e Caniggia (Aluca,
84'); Della Pasqua; |
|
por
Luís Miguel Quinta Gomes
No derby algarvio da jornada, o Olhanense brindou os
milhares de adeptos que se deslocaram ao Estádio José Arcanjo,
com uma justíssima vitória diante da super-defensiva formação do
Louletano.
As equipas demoraram a conseguir impor os seus trunfos em campo,
mercê de uma fase de mútuo estudo, mas cedo se notou que este
jogo iria ser de tendência única, um Olhanense nem sempre da
melhor forma à procura do golo e o Louletano remetido à sua
defensiva a tentar, a todo o custo, manter as suas redes
invioláveis.
Os comandados de Paulo Sérgio dispuseram de boas oportunidades
para marcar, mas o guardião do Louletano negou o golo aos homens
da casa após um livre eximiamente marcado por Glaedson e também
na sequência de um canto, desta feita a opor-se da melhor forma
a Livramento quando este se preparava para atirar para o fundo
da baliza.
O defesa Lameirão, que tem vindo a ser utilizado no meio campo
em virtude da ausência de Calu, também esteve prestes a brilhar
ao desferir um portentoso remate que só não deu golo por
milímetros. Adivinhava-se a todo o momento o golo da formação
rubro-negra tal foi o poderio ofensivo nesta fase, e veio mesmo
a concretizar-se por intermédio de Livramento que deu a melhor
sequência a um cruzamento do estranhamente apagado Rui Loja.
O intervalo chegou e no reatamento os homens de Olhão surgiram
um pouco desconcentrados, permitindo um golo infantil à equipa
forasteira na sequência da marcação de um pontapé de canto, ao
aparecer um adversário na pequena área a cabecear sem marcação
para o fundo da baliza rubro-negra.
E eis que a nossa equipa se lembrou que havia três pontos em
disputa e foi em busca da vitória, numa altura em que o
Louletano apenas se preocupava em destruir jogo e queimar tempo,
de tal forma que o Olhanense dispôs de uma oportunidade soberana
para marcar na conversão de um livre indirecto dentro da área
por demora do guarda-redes adversário, no entanto, a bola
embateu na densa barreira dos homens de Loulé.
Paulo Sérgio tentou refrescar o seu meio campo e ataque com as
entradas de Amaral e Afonseca, e quando já se desenhava o empate
eis que Nélson Afonseca com um remate cruzado com o pé esquerdo
fez o segundo golo, era a euforia no José Arcanjo.
O Louletano apesar do pouco tempo que faltava, dispôs de uma
excelente ocasião para igualar (novamente na sequência de uma
bola parada, tal como no golo do
empate), mas Bruno Veríssimo opôs-se com
segurança a um cabeceamento adversário. Mas o jogo ainda iria
trazer mais motivos de interesse, e foi numa jogada tirada a
papel químico do segundo golo que o Olhanense chegou ao terceiro
tento, desta vez por intermédio de Branquinho.
Mesmo no final, houve ainda tempo para Glaedson aparecer isolado
frente à baliza adversária e chutar ao lado, quando tinha o
estreante Guilherme Bento à espera do passe que decerto o faria
entrar para a história do jogo.
Em nota de conclusão, assistimos a um jogo bastante disputado
onde a nossa equipa se superiorizou a um adversário
ultra-defensivo, entrando de novo na rota das vitórias.
|