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PONTASSOLENSE, 2 - OLHANENSE, 3 |
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Domingo, 14
de Setembro de 2003
Estádio Municipal das Canhas, em Ponta do Sol (Madeira)
Árbitro: José Figueiredo (AF Lisboa)
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PONTASSOLENSE:
Vítor Miguel; Hélder, Paulo Pereira, Ricardo Moniz
e Tiago; Claúdio (Glaibson, 45), Ruben (Lino Abreu, 45), Luís
Alves e Zeca; Delmoro e Valdei (Dério, 59); |
OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Lameirão, Miguel e Branquinho;
Calu e Évora (Xavier, 38'); Amaral (Sérgio Marquês, 83'),
Glaedson (Alberto, 67') e Rui Loja; Edinho; |
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TREINADOR:
Rosé Gomes |
TREINADOR:
Paulo Sérgio |
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AMARELOS:
Luís Alves (64'), Hélder (77'), Ricardo Moniz (90') |
AMARELOS:
Jorge Vidigal (65') e Bruno Veríssimo (90') |
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VERMELHO:
Delmoro (75') |
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GOLOS:
0-1 por Évora (21')
0-2 por Rui Loja (28)
0-3 por Rui Loja
(36')
1-3 por Luís Alves (51')
2-3 por Luís Alves (56') |
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RECORTES |
in DN
MADEIRA
«Desconcentrações fatais:
Facilidades defensivas concedidas pelos ponta-solenses ditaram a derrota
O Pontassolense consentiu a sua primeira derrota entre portas. Os números podem, à primeira vista, indiciar um jogo emotivo. Na realidade até foi! Não tanto pela incerteza e alternância do marcador mas pela recuperação que a equipa local foi capaz de fazer, nos dez minutos iniciais do segundo tempo.
Quando José Figueiredo apitou para o final do primeiro tempo, por certo jogadores e técnicos da equipa da casa julgaram estar a viver um pesadelo. O marcador assinalava então uma vantagem de três golos favorável à turma visitante. Esta vantagem foi conseguida, à custa de uma eficácia quase total da formação algarvia, aliada a erros primários da defensiva Pontassolense. Para ficarmos com uma ideia da forma letal como o Olhanense actuou, basta dizermos que quando Rui Loja marcou o terceiro tento a sua equipa havia efectuado... quatro remates.
Neste período o Pontassolense foi uma formação desconcentrada, concedendo facilidades a mais no sector defensivo. Foi, quiçá, traída pelas contínuas interrupções ocorridas na primeira vintena de minutos em virtude do nevoeiro que se fez sentir com alguma intensidade. Em termos ofensivos, a equipa tentou sempre reagir, mas aí, nas poucas oportunidades que criou, revelou lacunas na finalização.
Após o intervalo, os locais entraram com outra atitude e Luís Alves tentou ser o “D. Sebastião” por quem todos ansiavam. Num espaço de dez minutos, marcou por duas vezes, devolveu emoção ao jogo e esperança às hostes locais. Rosé Gomes havia operado duas alterações, reforçando as alas, e via frutos dessa aposta.
Melhor tónico a equipa não poderia ter. Mas, a verdade é que, a partir deste momento, o Olhanense, com toda a sua experiência, recuperou o controlo do jogo e apenas por uma vez o Pontasolense esteve perto de igualar a contenda. A saída de Valdei condicionou os planos do técnico local e Delmoro, com uma atitude incorrecta que ditou a sua expulsão, tornou a tarefa da sua equipa ainda mais complicada. A vontade continuava presente mas os meios e processos nem sempre foram os mais
espeditos.
A vitória do Olhanense é, em nossa opinião, aceitável. Foram eficazes e aproveitaram convenientemente os momentos de desconcentração do Pontassolense.
Boa arbitragem.
Paulo Fernandes»
Rosé Gomes lamenta facilidades concedidas
Rosé Gomes, treinador do Pontassolense, comentou assim o jogo:
«As várias paragens que o jogo teve nos primeiros minutos desconcentraram-nos. Para além disso, o Olhanense foi extremamente eficaz. Três remates, três golos. Creio que pelo que fizemos, especialmente na segunda parte, este resultado acaba por ser injusto para nós. Tivemos de correr atrás do prejuízo, pois facilitámos em determinados momentos. Esta vitória não nos vai desmoralizar.»
Paulo Sérgio, técnico do Olhanense, referiu:
«Creio que foi um óptimo jogo, com um vencedor justo. Conseguimos ser superiores ao Pontassolense, em grande parte do jogo. Cometemos dois erros de pormenor no sector defensivo que nos poderiam ter custado caro. Contudo, soubemos depois controlar o jogo. Ganhámos bem». |
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in JORNAL
DE NOTÍCIAS DA
MADEIRA
«VISITANTES RESOLVEM PARTIDA NA 1.ª PARTE
- Eficácia algarvia
Com várias interrupções devido ao intenso nevoeiro que se fez sentir no campo dos Canhas, o Pontassolense foi surpreendido pelo Olhanense, fruto de três golos marcados na 1.ª parte.
As equipas ainda estavam em estudo mútuo, quando os algarvios marcaram (21m). Na sequência de um canto apontado por Edinho, Évora, à entrada da área inaugurou o marcador.
O Pontassolense tenta reagir, mas na segunda descida à baliza local, o Olhanense volta a “facturar”.
Um centro da direita de Vidigal e Rui Loja, no centro da área, de cabeça, amplia a vantagem (28m).
A melhor ocasião dos locais surge aos 33 minutos, com Luís Alves a cruzar, mas Valdey chega tarde ao lance, quando estava bem posicionado.
Revelando uma eficácia tremenda, o Olhanense dilata o resultado para 3-0 aos 36m. Um cruzamento de Edinho para a área e Rui Loja, sem marcação, a não ter dificuldades para marcar.
Em três descidas à área dos insulares, o Olhanense marcou outros tantos golos e partiu para o descanso com uma vantagem ampla e confortável.
O técnico dos locais opera, no intervalo, duas alterações e a entrada de Gleibson acaba por “revolucionar” o
Pontassolense. Com poucos minutos em campo, Gleibson inicia a lance que reduziu o marcador, num passe bem medido para Valdey e este cruza para Luís Alves — o mais inconformado dos madeirenses —, que sozinho faz o 1-3.
O Pontassolense toma, então, “conta do jogo”, e depois de Paulo Pereira desperdiçar uma soberana oportunidade, com a bola a sair rente ao ponte, o marcador volta a funcionar.
Gleibson remata para defesa incompleta do guarda-redes visitante e Luís Alves, oportuno, a “bisar” e a reduzir para 2-3 (56m).
O Pontassolense estava na “mó de cima” e parecia “embalado” para chegar à igualdade, mas a saída de Valdey, por lesão, e mais tarde a expulsão (directa) de Delmoro “travaram” as aspirações dos locais.
Só a espaços os madeirenses conseguiam criar perigo para a baliza adversária, com os algarvios a terem o controlo do encontro e a impedir que o Pontassolense se abeirasse com perigo da sua área.
Arbitragem positiva.
José Francisco»
“Azar” com a lesão
Para Rosé Gomes, técnico do Pontassolense, «na 1.ª parte acusámos as paragens do jogo e o adversário foi mais eficaz. Em três oportunidades marcou três golos. No 2.º tempo corremos atrás do prejuízo, mas tivemos azar com a lesão do nosso ponta-de-lança (Valdey) que não nos ajudou. O Olhanense é uma equipa forte e agora temos de recuperar estes pontos perdidos fora».
Por seu lado, Paulo Sérgio, treinador do Olhanense, diria: «foi um óptimo jogo e a minha equipa tudo fez para justificar a vitória, principalmente na 1.ª parte. O Pontassolense reagiu na etapa complementar e
tenho de destacar os erros defensivos da minha equipa que levaram o adversário a reduzir. No entanto, na parte final, equilibrámos e
conseguimos controlar o jogo a nosso favor». |
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OUTROS RESULTADOS DA JORNADA |
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O. MOSCAVIDE |
2 |
SANTO ANTÓNIO |
0 |
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PINHALNOVENSE |
1 |
ORIENTAL |
1 |
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FARENSE |
1 |
RIBEIRA
BRAVA |
1 |
|
SINTRENSE |
1 |
AMORA |
2 |
|
ODIVELAS |
2 |
ESTRELA V.
NOVAS |
0 |
|
SPORTING "B" |
2 |
CAMACHA |
0 |
|
MAFRA |
0 |
LUSITÂNIA AÇORES |
0 |
|
U. MICAELENSE |
1 |
MARÍTIMO "B" |
0 |
|
BARREIRENSE |
2 |
LOULETANO |
0 |
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(PROVISÓRIA) |
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