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OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge
Vidigal, Lameirão,
Miguel e Branquinho; Calú; Livramento
(depois Évora, 65'), Amaral (depois Paulo Renato I,
71'), Glaedson e Rui
Loja (depois
Afonseca, 89'); Edinho; |
BARREIRENSE:
Paulo Silva; Torres (Moreira, 83'), Rodrigo, Pedro Nunes e Moreno; Adriano (Pedro Morgado,
66'), Marco, Pedro Pedroso (Ricardo Jorge, 60') e Carioca; Mauro e Sandro; |
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IN "A
BOLA"
«Num jogo equilibrado, uma falta desnecessária de Moreno dentro da área permitiu a Edinho
concretizar o respectivo castigo máximo, precioso para o Olhanense,
que nos minutos finais sofreu muito para suster a pressão
adversária.»
IN "OLHAO-ONLINE"
«Depois
de no anterior jogo em casa (frente ao Mafra) os pupilos de Paulo
Sérgio terem dado boas indicações e empatado após estar em vantagem,
desta feita os rubro-negros (a jogar de amarelo) tiveram a sorte
pelo seu lado. A exibição ficou muito aquém do esperado, mas
conseguiram amealhar os três preciosos pontos.
Ainda a partida estava em fase de estudo (pouco antes do quarto de
hora de jogo) e já Edinho fazia das suas, colocando a sua equipa em
vantagem ao concluir oportunamente uma jogada de insistência de
Amaral pela direita.
O Barreirense respondeu de imediato e empatou numa jogada (mais uma)
de grande desatenção da defesa Olhanense. O avançado forasteiro
concretiza "mergulhando" de cabeça dentro da pequena área.
Até final do primeiro tempo o equilíbrio foi a nota dominante, com
algum ascendente para o Barreirense, a provar porque é que nas três
anteriores jornadas contava por vitórias os jogos disputados.
O segundo tempo, sem mexidas em nenhum dos lados, abre com uma
jogada de contra-ataque em que Amaral, isolado mas importunado (em
falta?) por um defensor adversário, falha escandalosamente o golo
que colocaria o Olhanense na dianteira. O que até seria injusto,
pois o Barreirense estava a demonstrar-se uma equipa muito bem
estruturada.
O golo da vitória rubro-negra surgiria aos 63 minutos, numa grande
penalidade algo escusada (mas existente) sobre o esforçado Jorge
Vidigal, que Edinho converteu com alguma sorte.
Daí até final, o Olhanense repetiu aquilo que fez na ronda anterior,
frente ao Sporting "B": defendeu o resultado. O Barreirense pegou no
jogo e só não empatou por manifesta ineficácia dos seus atacantes ou
por boas defesas de Bruno Veríssimo.
Paulo Sérgio reforçou a zona central do terreno, fazendo entrar
Évora, um "trinco" de raíz que foi mais um terceiro central, e a sua
já clássica substituição, entrando o experiente Paulo Renato para o
lado direito derivando Vidigal para o meio. Mesmo com todo este
"reforço", o meio-campo Olhanense parecia não existir e o
Barreirense apareceu várias vezes no coração da área. Um sufoco até
ao apito final.
Paulo Sérgio terá de rever algumas posições se quiser realmente
implementar o sistema que tem vindo a utilizar. Alguns jogadores
terão de render mais, as posições têm de ser melhor "preenchidas", e
a equipa não pode viver, eternamente, das arrancadas de Branquinho
ou do faro pelo golo do veterano Edinho.
A defesa está permeável, não só devido ao quarteto, pois o
meio-campo ocupou deficientemente as respectivas posições, e ainda
há alguma confusão na criação de jogo ofensivo. O novo reforço,
Sérgio Marquês, rotulado de jogador combativo, ao lado de Calu
poderá ser o elo de ligação. Mas para isso os jogadores mais
criativos, ou soltos, têm de se entender. É que a qualidade técnica
de Rui Loja, Livramento, Amaral e Glaedson é inegável, mas pelo
menos nos jogos em casa não tem havido entendimento.
Será esta uma equipa vocacionada para os jogos fora, ou para o
contra-ataque? De qualquer maneira, mesmo que o seja, não pode é
continuar a defender tão atrás na parte final dos desafios. Essa foi
a "morte do artista" em Alcochete (com ou sem golo irregular) e só
não foi frente ao Barreirense por muita sorte. A próxima partida é
na Madeira, frente ao líder invicto Pontassolense, um dos candidatos
à subida.» |